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quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

[Escritora de quinta] Em 2016, seje menas!


2016 promete. Promete ser um ano como qualquer outro. Essas são as minhas previsões para o ano novo:

* Vamos continuar sendo trouxas;
* Vamos começar dietas toda segunda-feira e abandonaremos a ideia já na terça;
* Vamos continuar usando horóscopo como desculpa para nossas babaquices;
* Vamos continuar colocando a culpa nos outros e nos eximirmos de toda a responsabilidade;
* Vamos continuar reclamando da vida em enormes textões no facebook que ninguém lê, mas todo mundo curte pra ser legal e não perder a amizade;
* Vamos continuar reclamando da vida em enormes textões no facebook, ao invés de fazermos algo realmente eficaz para mudar as nossas vidas;
* Vamos lamentar a morte de algum famoso, tipo o cara que fez figuração como sorveteiro da Praça É Nossa nos anos 70, dizendo "acaba logo 2016, ano horrível";
* Vamos continuar baixando a discografia de todos os músicos, atores, apresentadores, escritores personalidades da mídia, ativistas que, infortunadamente, nos abandonarem em 2016, clamando, nas redes sociais, que somos fãs deles desde 1915 e entrando em brigas com quem a gente nem conhece por causa disso;
* Vamos continuar na luta para tornar válido o diploma de Cientista Político de Facebook;
* Vamos culpar o ano por tudo, então não se engane, 2016! O pessoal que tá falando que você é bem vindo e blahblah são tudo um bando de falso! Vão virar as costas pra você assim que você fizer alguma coisa errada. Pode perguntar pra 2015.
* Os guerreiros da justiça social vão continuar me perturbando por não gostar de gatos;
* Leo DiCaprio não vai ganhar o Oscar;
* E nem a Katy Perry vai ganhar o Grammy;
* A não ser que o cara que apresentou o Miss Universo apresente as premiações. Daí eles serão vitoriosos por alguns minutos, até o apresentador corrigir o erro;
* Não sei vocês, hipsters, o que vão fazer da vida em 2016, mas vai ter filme da Marvel o ano inteiro, então EU vou acampar ao lado do cinema =D;
* Vamos continuar sendo muito, muito trouxas.

Ou, sei lá, de repente a gente pode tentar DE VERDADE ser melhor em 2016? 

Se não "ser melhor", pelo menos, "sermos menas" em 2016. 

Eu sei que muitos de nós fazemos enormes listinhas de resoluções para o novo ano. Mas, na verdade, quando o ano finalmente chega, continuamos agindo e pensando como no ano anterior. 

Lembrando que as fatalidades e os obstáculos que irão surgir eventualmente em nossas vidas, não são culpa do ano. Muitas vezes, nossos problemas serão causados por nós mesmos. Outras vezes, não. Porém, a solução dependerá unicamente de nossa mudança de postura e atitude. 

Dizem que sou uma pessimista de nascimento. Ou, talvez, eu seja uma realista, só isso. Não sei direito. Mas, apesar disso, sempre caminho para um novo ano com o pensamento de que pode ser bom. É claro que eu quero que o ano que se aproxima seja melhor. Claro que eu quero fazer valer a pena. E por que não? Gosto de abandonar o "vai dar tudo errado" por alguns minutos e pensar "pode dar certo, vou tentar". 

Fica como mensagem aquela frase que tanto marcou 2015: "Amigs, em 2016, sejem menas"!

Vou ser menas também ;)

E traz o espumante pra cá!

*Salut*

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

[Listas] Árvores de Natal criativas


Inspirada pela árvore de natal de livros que minha amiga Mila Morelli fez - essa, logo acima - decidi fazer um post na mesma vibe daquele das bibliotecas e listar as árvores de natal mais criativas e interessantes que encontrei vasculhando a web:

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

[A vida, o universo e tudo mais] Sobre o hiatus...


Olá! Eu tenho andado meio ausente, é verdade. E não é só daqui, é das minhas redes sociais em geral. Especialmente do facebook, instagram e whatsapp. Mas há uma explicação perfeitamente plausível para isso: as últimas semanas foram turbulentas. Dentre desentendimentos que acabaram se convertendo em impasses no trabalho (com direito a assédio moral e eu tendo de escrever uma cartinha para o prefeito denunciando a falta de ética e respeito da pedante cidadã do RH) e uma crise terrível de depressão desencadeada por este lamentável episódio, não senti nenhuma vontade de atualizar meus blogs, ler alguns livros ou HQs, ou responder às toneladas de mensagens deixadas na minha inbox e no wpp. 

domingo, 15 de novembro de 2015

[78 rotações] Kid Abelha

Olá! Depois de um pequeno hiatus devido a viagens, preguiça e a extrema necessidade de ficar em dia com todas as séries que assisto, estou de volta ao Sonhos Empoeirados e, desta vez, para falar um pouco sobre uma das minhas bandas nacionais favoritas: Kid Abelha.


Acredito que todos tem uma ou mais músicas do Kid Abelha que serviram de trilha sonora para algum momento marcante da vida. E uma ou mais músicas do Lulu Santos também, mas falo disso em outro post. 

domingo, 1 de novembro de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Outubro (2015)


FILMES 
Que Horas Ela Volta (Anna Muylaert, 2015) ★★★★½
O Amor É Estranho (Ira Sachs, 2014) ★★★★
Divertida Mente (Pete Docter, Ronaldo Del Carmen, 2015) ★★★★
007 - Operação Skyfall (Sam Mendes, 2012) ★★★½
Vidas Sem Rumo (Francis Ford Coppola, 1983) Revisão ★★★½

SÉRIES 
Agents of SHIELD (3ª temporada - em andamento) ★★★★
The Walking Dead (6ª temporada - season premiere) ★★★½
The Big Bang Theory (9ª temporada - em andamento) ★★★
Gotham (2ª temporada - em andamento) ★★½
Quantico (1ª temporada - season premiere) ★★★★

LIVROS & HQs 
[Os Novos 52] Batgirl (Gail Simone; ilustradores diversos) - Edições #1 a #23 ★★★★

Nas caixas de som: Gabrielle Aplin - "Please Don't Say You Love Me"

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

[Nostalgia] Doug

Postando este texto com um pouco de atraso, uma vez que ele foi originalmente pensado para a comemoração do Dia da Criança, em 12 de outubro. Contudo, este é o mês da criança, então continua valendo ;)


Eu parava tudo o que estava fazendo para sentar no sofá (ou no chão mesmo, sobre o tapete, o que era mais frequente) em frente à televisão para ver Doug. Fosse na Rede Cultura ou no SBT. Sempre me identifiquei com o personagem-título, com suas inseguranças, neuras, sonhos, imaginação fértil, a obsessão por histórias em quadrinhos e como curtia utilizar sua criatividade em projetos pessoais que significavam demais para ele.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

[Café com páginas] Desmitificando super-heróis: Watchmen e Ex Machina


E este é o meu centésimo post aqui no blog! E para comemorar este número tão surpreendente (nem tanto assim) de postagens, decidi falar sobre um assunto que eu amo mais do que deveria: histórias em quadrinhos. As HQs foram marginalizadas desde seus primórdios, vistas como leitura fácil por muitos, inclusive por educadores, por conta da associação entre verbalidade e imagem. Ora, se um livro tem figuras não se trata de uma leitura desafiadora. Este pensamento não poderia estar mais equivocado. De qualquer forma, foi com esse preconceito que os quadrinhos foram tratados durante muito tempo. Com o surgimento dos super-heróis, então, muitos intelectualóides alegaram se tratar de narrativas pueris. Porém, na década de 1980, surge a tríade de mestres dos quadrinhos composta por Alan Moore (Watchmen), Neil Gaiman (Sandman) e Frank Miller (Batman – O Cavaleiro das Trevas, Sin City) que desconstroem todos os mitos que rondavam o universo das comics, inclusive sendo alguns dos poucos quadrinistas a ganharem prêmios importantes no meio literário e terem suas obras comercializadas como álbuns de luxo. Um legítimo tapa na cara dos preconceituosos. Depois deles, os quadrinhos passaram a ser tratados como literatura efetivamente. E vistos como obras de autor, não de personagens. Abaixo, além de Watchmen, indico outro título igualmente extraordinário: Ex Machine. Então, se a minha opinião valer de algo para vocês, recomendo que leiam histórias em quadrinhos. Não é coisa de criança, muito pelo contrário ;)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

[Escritora de quinta] As lições que os babacas nos ensinam


Há uma espécie que precisa ser combatida. Ela está em todos os cantos, espalhadas pelas redes sociais, compartilhando memes infames, pronta para dizer alguma idiotice quando você dobra a esquina de sua rua, ou quando está de boas no trabalho, no cinema, nos postos de gasolina. Essa espécie tem por hábito adotar linhas de raciocínio unilaterais às quais eles veem como verdades universais. Creem que todos devem partilhar de suas opiniões retrógradas e antiquadas. Fazem piadinhas com estereótipos e pensam que todos são obrigados a achar graça. Eles são amantes dos estereótipos e adoram reduzir toda e qualquer pessoa a isso. A uma simples caricatura, recorrer a análises genéricas e superficiais ao avistar quem quer que seja. Essa espécie é conhecida como babaca e deve proceder do latim, mas desconheço sua origem.

Tem pouco tempo que tive uma experiência curiosa com um grupo destes.

domingo, 4 de outubro de 2015

[78 Rotações] As brigas que ganhei, as brigas que perdi...

No Coração da Tempestade de Will Eisner (Clique na imagem)
Pouco adiantou

Acender cigarro

Falar palavrão

Perder a razão
Perder a a razão nunca adiantou nada. Nunca valeu a pena. Causava mais mal a mim do que aos outros, portanto passei a ignorar. Especialmente os passivo-agressivos que são uma das piores espécies. Aquelas pessoas que tentam, a todo custo, arrancar uma reação extrema sua recorrendo às famigeradas indiretas, partindo para a provocação, para as agressões verbais camufladas, cutucando insistentemente, atacando de maneira velada . E, quando finalmente atingem o objetivo, ou melhor, acertam no alvo, vem com a clássica:  Nossa, por que você se ofendeu? não era de você que eu estava falando... a crítica não era direcionada a ninguém especificamente.

É muito difícil não perder a paciência com os passivo-agressivos, mas recentemente aprendi (enfim!) que tudo o que eles querem é atenção. E, talvez, a psicologia explique melhor, mas creio que devem ser pessoas que sofrem de profunda carência...

Já me envolvi em algumas brigas, sim. Nunca envolvendo violência física, mas verbal. Não sei qual das duas é a pior. A primeira deixa marcas, escoriações e ferimentos graves. A segunda também deixa feridas, mágoas, também causa dor... e, às vezes, mais profunda do que um tabefe. Num instante de raiva, não adianta querer falar alguma coisa. Até porque não falamos quando estamos enfurecidos. Gritamos. Perdemos a linha e proferimos palavras das quais nos arrependemos quase que imediatamente. Dizemos o que não gostaríamos de ter dito. Não há forma de se resolver as coisas de cabeça fervendo.

Ensinamentos antigos...

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Setembro (2015)


FILMES 
A Gangue (Miroslav Slaboshpitsky, 2015) ★★★★
O Conto da Princesa Kaguya (Isao Takahata, 2013) ★★★★½
Blade Runner (Ridley Scott, 1982) Revisão ★★★★★
Os Vingadores: A Era de Ultron (Joss Whedon, 2015) Revisão ★★★½
Watchmen (Zack Snyder, 2009) Revisão ★★★
Cosmopolis (David Cronenberg, 2012)  Revisão ★★★★
Batman Begins (Christopher Nolan, 2005) Revisão ★★★★

SÉRIES 
Mr. Robot (1ª temporada) ★★★★★
Agent Carter (1ª temporada) ★★★★½
Gotham (2ª temporada - season premiere) ★★½
The Big Bang Theory (9ª temporada - season premiere) ★★★½
Agents of SHIELD (3ª temporada - season premiere) ★★★★

LIVROS & HQs 
O Guia do Mochileiro das Galáxias: Praticamente Inofensiva (Douglas Adams) ★★★½
Ex Machina Vol. 01: Estado de Emergência (Brian K. Vaughan, Tony Harris, Tom Feister) ★★★★★
Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons)  Revisão ★★★★½

Nas caixas de som: Vertical Horizon - "Everything you want"

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

[Tags minhas] Cinefilia: Minha vida em frames e quotes

Os sinais de meu nervosismo estão nos cantos de meus dedos. Tenho a repulsiva mania de mordê-los quando fico ansiosa até que fiquem em estado deplorável. Nesse ponto, me assemelho muito ao Justin Cobb, protagonista de Impulsividade, com a diferença de que ele costumava chupar o dedo... Boa parte dos diálogos de Closer parecem me definir. Me sinto solitária, ainda que em lugares enormes e em meio à multidão, assim como a Charlotte de Encontros e Desencontros. E um tanto estranha e incompreendida como Donnie Darko. Sonho em correr pelas ruas ao som "Modern Love" de David Bowie. Sou uma coletânea de cenas e diálogos memoráveis de meus filmes favoritos.

Como hoje, 24 de setembro, é meu aniversário, resolvi - assim, meio na loucura - fazer este post especial. Abaixo, resumi a minha vida em frames, gifs, quotes e personagens do cinema. Afinal, a sétima arte é uma das minhas maiores paixões e tem me guiado e orientado de certa forma nestes últimos 27 anos.

Confira a lista e parabéns para mim :)

sábado, 19 de setembro de 2015

[Fashionismo nerd] A moda oitentista em Os Garotos Perdidos

People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone...



Dormir o dia inteiro. Festejar a noite inteira. Nunca envelhecer. Nunca morrer. É divertido ser um vampiro.


Houve um tempo em que os vampiros teenagers que estavam em alta no cinema eram legais. Mas isso foi na década de 1980, em Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987), um filme de Joel Schumacher, um diretor que eu não gosto muito, mas que criou este universo que dominou minha infância nos anos 1990, quando o filme se tornou um clássico da Sessão da Tarde. Adeptos de uma moda bastante extravagante, os vampiros de Os Garotos Perdidos se tornaram referência de estilo para muita gente. A verdadeira miscelânea de elementos utilizados por representantes de diferentes tribos e afunilados em um único look, poderia até soar estranho, quase bizarro, mas compunha uma moda divertida, moderninha, jovem e totalmente cool para a época. E se destaca mesmo por conta das vertentes distintas nas quais se inspirou, pela estranheza da composição, pelo visual caótico.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

[Listas] Cinco bibliotecas magníficas (+ uma)


Para os bibliófilos - os fascinados por livros de plantão - não há melhor lugar no mundo do que livrarias ou bibliotecas. E, como eu sou uma dessas, que se sente em casa em meio a tantos livros, fiz este post elencando as bibliotecas mais belas, criativas e interessantes que eu gostaria muito de conhecer pessoalmente e me esbaldar na diversidade de títulos que as prateleiras de suas estantes têm para oferecer. Notem que quando falo em biblioteca, não me refiro apenas ao espaço público, mas também às bibliotecas pessoais, aquelas que os aficionados montam em suas próprias casas, muitas vezes nos próprios quartos. Como quase todos os posts de setembro tem a ver com uma ocasião especial, isto é, o meu aniversário, fica como sugestão de presente para os amigos que, porventura, venham a ler este post, me levarem para passear em alguma dessas bibliotecas =D Confiram as minhas escolhas e a pequena biblioteca pessoal que tenho em casa:

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

[Escritora de quinta] Ignorando o inferno astral, curtindo a chuva e apreciando dois amores

Bora mais um dia?
Setembro começou chuvoso. Já no primeiro dia do mês, aqui onde eu moro, uma virada brusca no tempo - um plot twist climático - fez com que o sol se escondesse repentinamente e um vento forte e uma garoa constante (que não demorou para se converter em chuva) surgissem, assim do nada. Detalhe que eu inventei de ir de saia e salto alto para o trabalho. Isto quer dizer que, além de passar frio, corri o risco de escorregar nas ruas e calçadas molhadas e enlameadas no caminho de volta para casa, após o expediente. 

Foram os primeiros indícios de meu suposto inferno astral.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Agosto (2015)


FILMES 
Quarteto Fantástico (Josh Trank, 2015) ★½
O Primeiro Amor (Rob Reiner, 2010) ★★½
Clube dos Cinco (John Hughes, 1985) Revisão ★★★★★
Drácula de Bram Stoker Revisão (Francis Ford Coppola, 1992) ★★★★★
Os Intocáveis Revisão (Brian De Palma, 1987) ★★★★★

SÉRIES 
Humans (1ª temporada - season finale) ★★★½
Sense8 (1ª temporada) ★★★½
Mr. Robot (piloto) ★★★★★

LIVROS & HQs 
Encontro com Rama (Arthur C. Clarke) ★★★★
O Guia do Mochileiro das Galáxias: Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes (Douglas Adams) ★★★
Old City Blues (Giannis Milonogiannis) ★★★½

sábado, 29 de agosto de 2015

[Tag] Todo mundo gosta... menos eu

Não fui indicada por ninguém e, na verdade, nem sei se essa tag existe. Mas decidi respondê-la mesmo assim. Quem me conhece, sabe que eu sou meio do contra. Às vezes, muito raras vezes, é proposital. Mas, na maioria dos casos, eu realmente não gosto de coisas legais (ou não) que quase todos os outros gostam. Estes itens amados por todos, menos por mim, estão elencados abaixo:

Bob Esponja


De que se trata? Um desenho animado sobre uma esponja-do-mar falante, amarela, chatíssima e bem lesada. 
Por que não gosto? Não vejo graça, não vejo carisma, não vejo nada de nada e a risada dele me irrita profundamente.

sábado, 22 de agosto de 2015

[Bate-papo nerd] Dreamcast: Ciclope

Tye Sheridan foi o ator escalado para viver uma versão
mais jovem do mutante Ciclope
X-Men Apocalypse estreia em 27 de maio de 2016 e contará a origem de alguns dos mutantes emblemáticos da saga oriunda dos quadrinhos; os mesmos que integraram a equipe principal nos primeiros filmes dirigidos por Bryan Singer, ainda no início da década passada: Ciclope, Jean Grey e Tempestade. O primeiro foi interpretado pelo ator James Marsden em X-Men (2000), X-Men 2 (2003) e X-Men: O Confronto Final (2006) - este último dirigido por Brett Ratner - mas, infelizmente, foi um dos vários personagens eclipsados pelo Wolverine de Hugh Jackman, reduzido ao papel de figurante de luxo. 

O promissor Tye Sheridan foi escalado para interpretar a versão mais jovem do personagem em Apocalypse (cujas filmagens se encontram na reta final), uma escolha que dividiu opiniões. Sheridan tem a difícil missão de finalmente fazer justiça ao Ciclope dos quadrinhos, o líder de campo dos X-Men e aluno predileto do mentor dos mutantes, Charles Xavier. Bryan Singer, novamente na direção, promete dar um foco especial à entrada destes jovens mutantes na equipe em um longa que se passará na década de 1980. Como fã do personagem, confesso que estou apreensiva, mas cheia de esperanças de que, finalmente, o meu X-Men favorito tenha um merecido destaque em uma aventura dos mutantes no grande ecrã.

Mas qual seria a melhor escolha para interpretar uma versão mais madura do personagem? Em um bate-papo com meus dois grandes amigos, Vitto Araujo (super fã de quadrinhos) e R. Skywalker (aficionado por sci-fis, especialmente Star Wars, como já deu para perceber pelo pseudônimo do sujeito), a gente falou sobre o dreamcast do Ciclope - quem seria o ator perfeito para interpretá-lo, baseando-se nos nomes que foram cogitados para o primeiro filme de 2000, além de Marsden. Confira:

sábado, 15 de agosto de 2015

[Nostalgia] Cemitério das Marcas

E finalmente eu inauguro a seção Nostalgia aqui no blog =)



Você voou com a VASP ou Varig? Teve conta no Bamerindus? Comprou na Disapel (se é do Sul), Arapuã, Mesbla ou Brasileiras? Usou o creme dental Kolynos? Tomou sorvete Yopa? Fez uma ligação pela Intelig? Melhor ainda: assistiu à Rede Manchete

Ah, quanta saudade da Manchete... =')

Se você viveu os anos 1970, 1980 e 1990, certamente não apenas ouviu falar de tudo isso, como também foi usuário destas marcas, hoje falidas (exceto pela Kolynos que, na verdade, foi comprada pela Colgate e virou Sorriso).

E, para abrir a seção Nostalgia, nada melhor do que conferir algumas das propagandas mais célebres protagonizadas por estas que hoje ocupam um lugar de destaque na nossa memória e um sepulcro no cemitério das marcas:

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

[Escritora de quinta] E como mudamos...

"Ch-ch-ch-ch-changes..."

É ao som e na vibe desta canção de David Bowie que eu inauguro esta nova seção do Sonhos Empoeirados: Escritora de Quinta. Sim, o trocadilho é proposital. Tem tudo a ver com minhas tão características autodepreciação e autozoação. Bem, a verdade é que não há grande diferença desta seção para a já conhecida A Vida, o Universo e Tudo Mais, além do fato de que esta será postada nas quintas-feiras e, provavelmente, abordará temas mais pessoais e intimistas, ao contrário do A Vida que compreende assuntos mais abrangentes. Veremos... Bora textão de hoje!


Não tive tantos problemas em mudar de casa. Quase nenhum para ser bem franca, além do fato de que estava morrendo de preguiça de colocar as minhas coisas em caixas de papelão. Pensando bem, creio que eu ainda não esvaziei todas aquelas caixas. Mesmo dois anos após a mudança...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Julho (2015)


FILMES
Operação Big Hero (Chris Williams e Don Hall, 2014) ★★★½ 
Amor Bandido (Jeff Nichols, 2012) ★★½
Homem-Formiga (Peyton Reed, 2015) ★★½
Cidadão Kane (Orson Welles, 1941) Revisão ★★★
Herói (Zhang Yimou, 2002) Revisão ★★
A Árvore da Vida (Terrence Mallick, 2011) Revisão ★★★
A Viagem de Chihiro (Hayao Miyazaki, 2001) Revisão ★★

SÉRIES
My Mad Fat Diary (3ª temporada - series finale) ★★★½ 
Humans (1ª temporada - em andamento) ★★★½

LIVROS
A Fúria Dos Reis - As Crônicas de Gelo e Fogo - Vol. 2 (George R. R. Martin) ★★★½ 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

[A vida, o universo e tudo mais] Roubando infâncias...


Há mais ou menos um mês, uma amiga me procurou na por meio de mensagem inbox no facebook. O que eu achei que era um simples, mas carinhoso recadinho de uma pessoa muito querida para mim, elogiando meu blog e me dando bronca por demorar tanto a responder no whatsapp (como eu tenho preguiça de whatsapp!), acabou se convertendo em um depoimento mais do que surpreendente. Chocante mesmo. Ela relatou um dos episódios mais sombrios de sua infância e pediu para que eu o postasse no meu blog, pois precisava desabafar, revelar um segredo, escondido por tantos anos, em um espaço que tivesse maior alcance do que um mensagem privada de facebook. De maneira anônima, contudo. A pedido dela, decidi preservar sua identidade, mas postar o que me pediu exatamente com suas palavras. É muito importante que vocês leiam:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

[78 Rotações] O que eu ouvia na adolescência...

Interpol
O que ouviam os adolescentes da minha geração, isto é, do início deste século?

Bem, a maioria deles ouvia new metal (Linkin Park), emo (Evanescence) e pseudo-punk cor-de-rosa (Avril Lavigne). Na verdade, eu também ouvi todos esses. Primeiramente por ser inevitável - as músicas deles estavam por todas as rádios, seus clipes espalhados pela programação da MTV, a gente ouvia seus refrões grudentos em todos os lugares: nos supermercados, no carro, na rua, na chuva, na fazenda e nas casinhas de sapê. E também porque eu gostava a princípio, quando ainda se tratavam de novidade. Mas, como foi com todos os expoentes desses subgêneros e seus herdeiros, enjoei rapidamente. Eram músicas que a gente ouvia numa semana e noutra já não suportávamos mais. Tanto pelo excesso de execuções radiofônicas e televisivas, quanto pelo fato de que elas tinham bem pouco a oferecer em termos de letras, arranjos e melodias.

Mas havia muita coisa bacana no início dos anos 2000, quando eu estava no auge dos meus 15, 16 anos...

sábado, 11 de julho de 2015

[Café com páginas] Videoclipes, VJs e Vinhetas Malucas



O chilique do Caetano Veloso no VMB 2004 entrou para a história, meio sem querer, por culpa de um técnico da banda do próprio artista que deixou um microfone aberto atrás do palco. Essa e outras histórias são relatadas no livro de Zico Goes cujo título é uma referência explícita ao episódio protagonizado pelo músico. A opção acertada e hilária de Zico (diretor de programação da MTV durante boa parte da trajetória da emissora) em nomear seu livro de Bota Essa Porra Pra Funcionar, deixa evidente uma das características mais marcantes da MTV Brasil: a autossátira. Como disse a ex-VJ Astrid Fontenelle no discurso de encerramento do canal em 30 de setembro de 2013: "foram 23 anos tirando sarro da gente mesmo". Foram 23 anos também de muita música, rebeldia, quebra de tabus e engajamento social. Com uma linguagem despojada, descontraída, em um tom de livro de memórias, e contando com prefácio do jornalista e ex-VJ Zeca Camargo, Zico faz um apanhado da história de uma das emissoras mais simpáticas que já tive o prazer de sintonizar na minha televisão. Mas vai ainda além, dando uma verdadeira aula de como fazer televisão e apresentando uma análise competentíssima da publicidade no país e do comportamento do jovem brasileiro. 

domingo, 5 de julho de 2015

[78 Rotações] What's Up


Fui pega de surpresa com o momento musical do quarto episódio da primeira temporada de Sense8 (série original da Netflix), quando os oito protagonistas, cada um em um canto do mundo, entoam os versos da canção What's Up, clássico dos anos 90 do 4 Non Blondes. Banda que teve esse único hit para contar a história.

A metáfora da cena é simples, mas brilhante: a música une as pessoas. E quer uma música melhor para unir a todos do que What's Up?

terça-feira, 30 de junho de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Junho (2015)


FILMES
Peter Pan (P.J. Hogan, 2003) Revisão ★★★½ 
Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg, 1981) Revisão ★★★½ 
Os Pássaros (Alfred Hitchcock, 1963) Revisão ★★★★ 

SÉRIES
Game of Thrones (5ª temporada - season finale) ★★½
Humans (piloto) ★★★
Dark Matter (piloto) ★★

LIVROS
O Guia do Mochileiro das Galáxias: A Vida, O Universo e Tudo Mais  (Douglas Adams) ★★★
MTV Bota Essa P#$* Pra Funcionar (Zico Goes) ★★★

sexta-feira, 26 de junho de 2015

[Fashionismo nerd] Sobretudo na cultura pop


Vem chegando o verão, o calor no coração…

Mentira! É hora de tirar esse clássico da Marina Lima da playlist, porque o inverno está aí. Agora é momento de repetir o lema da Casa Stark de Game of Thrones: "The winter is coming". O que é outra flagrante mentira, visto que o inverno começou há dias...

Bem, por estas bandas não faz muita diferença, já que em Curitiba são 360 dias de inverno rigoroso e nos cinco que restam vivemos uma combinação de todas as estações, de modo que somos obrigados a usar todo o nosso guarda-roupa (dentre trajes de calor e frio) na mesma semana. Quando é ano bissexto, no 366º dia faz sol, mas chove pela tarde. 

Exageros à parte, o fato é que chegou a hora de tirar o tradicional sobretudo de dentro do guarda-roupas. Amo sobretudos. Tenho um de couro que é o meu xodó. Provavelmente a peça que eu mais uso e sem a qual eu não vivo:

quarta-feira, 17 de junho de 2015

[Café com páginas] Uma fangirl sem criatividade



Fangirl 


Como uma entusiasta do universo das fanfics - até mesmo meu trabalho de conclusão de curso da faculdade abordou esse tema - e tudo que diz respeito ao conceito de cultura do fã, fui com altas expectativas ler Fangirl da escritora Rainbow Rowell. No entanto, não apenas me decepcionei, como esta pode ser considerada a minha segunda pior leitura de 2015, perdendo o posto de campeã somente para A Caça de Andrew Fukuda. Poucas vezes a sentença contendo o neologismo internético "queria desler" fez tanto sentido. A premissa é interessante, mas o desenvolvimento é fraquíssimo. O livro narra a história de Cath, uma garota que leva a vida de fã muito a sério. Ela é completamente aficionada por Simon Snow (uma série de livros fictícia) e seu mundo, praticamente, gira em torno disso. Ela tem pôsteres por todo o quarto, já leu e releu os livros, possui camisetas da série e também escreve fanfictions slash de Simon Snow. Cath tem uma irmã gêmea, Wren, que, assim como ela, também já foi muito fã de Snow. Mas chegou uma hora em que Wren decidiu simplesmente deixar o fandom para trás e viver mais sua própria vida. A história tem início quando as duas estão ingressando na faculdade e Cath vai escolher entre fazer amizades e viver novas experiências, ou ficar trancada no quarto do dormitório escrevendo fanfic. Fangirl é bobo, pueril, com uma narrativa tão ingênua que incomoda a cada novo parágrafo. A protagonista é irritante e desprovida de qualquer carisma. Espero que as pessoas que, por ventura, venham a ler este livro, não pensem que toda escritora de fanfics é tão antissocial e chata quanto a personagem central de Fangirl. E alguém pode me responder se Simon Snow era pra ser uma sátira de Harry Potter? Se era, ótimo. Agora, se não era... transformou-se em uma paródia involuntária. Todas as passagens que apresentam trechos de Simon Snow ou são constrangedoras, ou simplesmente massantes. Me deu vontade de pular essas páginas diversas vezes. Sem falar dos títulos dos livros fictícios de Snow. Falta imaginação, energia criativa, aquela centelha de inventividade. Rainbow Rowell não sabe dialogar com seu público; não sabe retratar a geração das redes sociais, aplicativos e hashtags sem parecer forçada e superficial. A execução da ideia carecia de uma autora que soubesse representar melhor este universo tão divertido da fanculture. Há alguns poucos quotes muito bons. Mas creio que é o único mérito que posso apontar deste desastre literário. Uma pena. Minhas sinceras desculpas a quem curtiu o livro, porém eu o achei fraco, raso, esquálido e desprovido de imaginação e criatividade. Leitura sofrível.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

[Guilty Pleasures] Ships: melhores fanvideos


Aposto que você também já shippou. Que você já torceu com afinco para algum casal de filme, série, livro, HQ ou telenovela.

Bem, hoje é Dia dos Namorados, portanto, não poderia ter uma data mais apropriada para um post sobre ships de séries.

Ship é a forma pela qual os fãs se referem aos casais da cultura pop. O termo vem de relationship (relacionamento) e surgiu em meados da década de 1990 com o Ship X, designação criada pelos fãs que viam uma ligação afetiva entre Dana Scully e Fox Mulder, a brilhante dupla/casal da série Arquivo X. Enquanto alguns espectadores se preocupavam apenas com os seres estranhos que apareciam na calada da noite e davam dor de cabeça a Mulder e Scully, outros estavam mais interessados no romance entre a dupla e em quando eles iriam finalmente ficar juntos para a alegria das shippers de plantão.

Shippers, por sua vez, tratam-se das pessoas que torcem por um casal.

Há quem diga que se você não shippou Mulder&Scully, nem mesmo pode se considerar um shipper legítimo. Exageros à parte, é fato incontestável que eles foram os pioneiros. Houve outros casais de seriados que arrebataram o público antes deles, é verdade (Capitão Kirk e Spock que o digam... ainda que nem se tratasse realmente de um casal, mas ok). Entretanto, foi com o ship X que surgiu a rivalidade nos fóruns (entre shippers e noromos, que compreendem aqueles que são contra a ideia de um casal); a interação entre as shippers (incluindo os encontros de fãs, virtuais e físicos/reais); as diversas fanfics explorando o relacionamento entre os personagens; e, obviamente, o termo em si.

Mas como nem tudo é fluffy nos fandoms da vida, existe também as ship wars: quando o grupo de fãs de um determinado casal entra em conflito com outro que torce por um casal rival da mesma obra. No fandom de Lost, a principal shipper war se dava entre as Jaters (Jack e Kate) e as Skaters (Sawyer e Kate). No fim das contas, as Jaters levaram a melhor. No fandom de House a briga era entre as Huddy (House e Cuddy) e as Hameron (House e Cameron), só para citar alguns exemplos.

Confesso que já fui mais shipper. Atualmente, em muitos casos, acho que os casais acabam prejudicando as tramas dos seriados. Talvez não exatamente os ships em si que prejudiquem, mas as shippers. O pessoal que torce e morre pelo casal, que adoram se envolver nas famigeradas ship wars. Isso me desanima um pouco a acompanhar certas produções (os roteiristas, de olho na audiência que o casal gera, acabam dando ênfase demais ao romance em detrimento de outros aspectos da narrativa); ou mesmo a participar dos grupos de discussão no facebook. Isto é, tem tantas séries incríveis que contam com mitologias extremamente envolventes... Porém, as pessoas se prendem apenas aos casais.

É frustrante reduzir uma série a um ship.

De qualquer modo, eu ainda tenho meus casais favoritos e separei os melhores fanvideos em tributo a eles para comemorar o Dia dos Namorados:

sábado, 6 de junho de 2015

[Meus escritos] Cartão de Visitas (ou Crônica de uma Visita Não Anunciada)

"Os roteiristas de Arquivo X estavam mesmo certos. A verdade está lá fora..."

Para ouvir lendo: "Side" by Travis




Por mais clichê que isso possa soar, se tratava mesmo de um belo dia, realmente bonito e ensolarado, quando os extraterrestres resolveram invadir a Terra. Eu acordei, olhei pela janela e lá estavam eles. Se achando os donos do pedaço. Como se tivessem todo o direito de estacionar em nosso território e fazer um passeio turístico por estas bandas.
Eu esperava que eles fossem apenas turistas.
A ideia de eles ficarem, conviverem conosco e, posteriormente, nos controlarem, era assustadora (uma vez que é sabido que eles possuem inteligência superior e até mesmo dons especiais. Pelo menos foi o que os filmes de Steven Spielberg me ensinaram. E eu confio plenamente em Spielberg. O cara é um Deus do cinema. Ele é para o cinema o que Beethoven é para a música. Desculpem-me por minhas referências simplistas, mas eu não sou conhecido por ter um amplo repertório... bem, deixem-me continuar com meu relato antes que eu perca o fio da meada).

Assim que as famílias sem graça e sem sal dessa vizinhança morna, pacata, tranquila, enfadonha e chata demais, se deram conta das naves espaciais aterrissadas nos quintais de suas propriedades, trancaram todas as portas e janelas. Alguns passaram a espiar por entre as frestas das cortinas, outros correram para se esconder debaixo de suas camas e mesas.
Ridículo.
Está certo que nosso conhecimento acerca de extraterrestres é baseado apenas no que vimos no cinema americano. Mas não é possível que exista no universo um povo tão ou mais atrasado do que nós. Não, Deus não seria assim tão sacana. Se é que ele existe realmente...

domingo, 31 de maio de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Maio (2015)


FILMES: 
Vingadores: Era de Ultron (Joss Whedon, 2015) ★★★★
Kingsman: Serviço Secreto (Matthew Vaughn, 2015) ★★★★½
Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015) ★★★★
Cinquenta Tons de Cinza (Sam Taylor-Johnson, 2015) ★
De Volta Para o Futuro 2 (Robert Zemeckis, 1989) - Revisão ★★★★
Dark City: Cidade das Sombras (Alex Proyas, 1998) - Revisão ★★★½

SÉRIES: 
Gotham (1ª temporada - season finale) ★★½
Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. (2ª temporada - season finale) ★★★★
The Big Bang Theory (8ª temporada - season finale) ★★★
Game of Thrones (5ª temporada - em andamento) ★★★
Amorteamo (temporada única - em andamento) ★★★

LIVROS & HQs: 
Fangirl (Rainbow Rowell) ★★
SHIELD (2014) #2 (Mark Waid, Humberto Ramos,Victor Olazaba, Edgar Delgado) ★★½

terça-feira, 26 de maio de 2015

[A vida, o universo e tudo mais] Desconstruindo Mitos

Minha intenção, originalmente, era postar um conto sobre extraterrestres no blog. Infelizmente, não consegui terminá-lo a tempo. Na verdade, falta apenas o título. Nunca pensei que fosse tão difícil encontrar um título para um conto sobre alienígenas… Enfim, a questão é que ele não foi finalizado, portanto, ao invés do conto, decidi publicar um artigo sobre o município em que moro desde que nasci: Piraquara. Este artigo foi escrito há mais ou mesmo três anos, em 2012, durante a minha pós-graduação. Tive a ideia de postá-lo no Sonhos após a palestra de boas-vindas aos novos funcionários da Prefeitura de Piraquara (incluindo esta que vos fala), na qual o prefeito destacou o fato de o município ter crescido em meio a preconceitos por conta do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (antigo Leprosário São Roque) e o complexo penal. Pedindo licença para transcrever suas palavras: "O aeroporto de São José dos Pinhais é de Curitiba. O autódromo de Pinhais é de Curitiba. O presídio de Piraquara é de Piraquara". O fato é que isso me fez relembrar do texto que escrevi em 2012 e decidi resgatá-lo do meu HD externo. Não que alguém se importe realmente com tudo o que foi dito até agora, mas vamos ao post:


Êêê! Bem-vindo a Piraquara, um município altamente violento.
Não garanto que você sairá vivo daqui...
Cerca de quarenta e cinco minutos de viagem do Berço das águas, ou Capital das águas, até o centro da capital paranaense. Estas são expressões utilizadas para denominar Piraquara. Contudo, para os moradores, o município é mais comumente chamado de cidade-dormitório.

O fato de ser conhecida como berço das águas diz respeito a um elemento do imaginário popular. O mesmo quando nos referimos a ela como cidade-dormitório, pois é uma imagem de fácil associação quando é público e notório que uma grande fatia dos moradores trabalha no centro de Curitiba, ou em outros municípios vizinhos que compõem a Região Metropolitana. Mas isso não é o pior. Piraquara também é vista por muitos como uma cidade extremamente violenta por abrigar o famoso presídio e ser manchete de jornais apenas quando algum grave crime ocorre no município.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

[Café com páginas] Um clássico de X-Men e a primeira edição de SHIELD


Deus Ama, o Homem Mata 
Fantástica história assinada por Chris Claremont e ilustrada por Brent Anderson que continua, infelizmente, muito atual. Deus Ama, O Homem Mata narra o conflito entre os X-Men e o intolerante William Stryker, um pastor fundamentalista que inicia uma cruzada religiosa com a finalidade de exterminar os mutantes da Terra, afirmando que estes querem corromper a humanidade. Por não serem mencionados na bíblia, Stryker acredita que mutantes não são criaturas de Deus. Qualquer semelhança com pastores homofóbicos que ouvimos falar por aí, não se trata de mera coincidência. Para cumprir seu objetivo Stryker utiliza os poderes do telepata Charles Xavier, o que ocasiona um embate ideológico com os X-Men. A história já começa com uma cena impactante devido à violência gráfica representada, mostrando o assassinato de crianças mutantes em uma escola por um grupo de extermínio denominado Purificadores, seguidores de Stryker. Embora dissonante dos ideais pacifistas de Xavier, Magneto, revoltado com a execução das crianças mutantes, se une aos X-Men. É a primeira vez que o maior inimigo da equipe trabalha ao lado dos heróis. Com a ajuda dos métodos sádicos de Magneto utilizados nos Purificadores capturados pelos X-Men e mantidos prisioneiros no Instituto Xavier, eles conseguem respostas acerca de Stryker e de sua operação de caça e extermínio de mutantes. Enquanto isso, o professor Xavier (sequestrado após o debate televisionado que teve com Stryker) é submetido a uma lavagem cerebral, tendo Ciclope e Tempestade vinculados psiquicamente a ele durante o processo, de modo que o pastor possa utilizar os poderes de Xavier para seu próprio benefício como instrumento de erradicação dos mutantes. Deus Ama, O Homem Mata foi lançada em formato de graphic novel originalmente em 1982, inspirada nos álbuns europeus, com um material de qualidade superior ao das HQs americanas tradicionais. Diferentemente dos inúmeros arcos narrativos que permeavam o universo de X-Men, esta se tratava de uma história fechada, sem sequências ou precedentes (embora a luta contra o preconceito seja o principal mote desta história e perdure até os títulos atuais) e apresentava uma breve introdução dos personagens no começo da trama para situar os leitores. Ainda que o texto de Claremont soe redundante em diversas passagens (algo característico dele), esta é seguramente uma das melhores histórias dos X-Men e a que mais deixa clara a intolerância de que os mutantes são vítimas, que é a espinha dorsal da criação de Stan Lee desde sua origem nos anos 1960. Essencialmente a narrativa versa a respeito do fundamentalismo religioso, o poder de influência dos meios de comunicação, a opressão e preconceito contra as minorias.  Vale lembrar que a premissa desta história serviu de base para o roteiro de um dos melhores filmes estrelados pelos mutantes: X-Men 2 de 2003. 

SHIELD #1 
Baseado na série de televisão produzida pela ABC, o título SHIELD se concentra nas aventuras vividas pelos agentes da divisão liderada por Phil Coulson, que é mostrado na revista como um fanboy de super-heróis da Marvel desde a infância, não muito diferente de sua origem nos filmes, vale ressaltar. Já na SHIELD, é incumbido da tarefa de recrutar um time de elite, composto por agentes brilhantes, incluindo humanos e super-humanos. Neste primeiro número, a equipe se vê as voltas com um exército de demônios. Com o mundo sob ataque, os heróis da Marvel em peso se unem para tentar evitar a destruição e cabe a Coulson e seus agentes desvendarem a procedência disso (que acaba por envolver o guardião da ponte Bifrost, Heimdall, e uma estranha rocha). Os méritos da revista são o fato de a equipe de Coulson trabalhar diretamente com os Vingadores e os roteiristas poderem citar X-Men, já que por questão de direitos autorais (a rixa entre Fox e Marvel Studios), os mutantes não podem sequer ser mencionados nas produções cinematográficas e televisivas da Marvel. Do time original da série de TV, além de Coulson, apenas May, Fitz e Simmons aparecem no título em quadrinhos. Fitz tem até algum protagonismo na história, especialmente nas tiras finais que são bem bacanas - envolvendo o personagem e seu macaquinho de estimação. Sim, ele finalmente realizou seu sonho. Mas a revista em si é bastante genérica e deixa a desejar em termos de narrativa, especialmente no tocante à introdução dos personagens. A trama é rápida, sem muita relevância, pecando no desenvolvimento do plot. A arte também vacila, com um traço pouco autoral e até rudimentar em certos pontos. Espero que, assim como a série que começou procedural e burocrática, a revista também evolua e venha a apresentar tramas mais interessantes. Mais do que capitalizar em cima de uma série que está se tornando cada vez melhor, que represente um santo remédio para a abstinência dos espectadores do seriado durante o hiatus.

domingo, 17 de maio de 2015

[Vídeo] Obsessão por marcadores


Como eu menciono no vídeo abaixo, coleções são tidas como uma forma bem aceita de obsessão. Obviamente, desde que se haja limites, constituem uma obsessão saudável. Pois bem, decidi apresentar parte de uma das minhas coleções aos que me acompanham no blog: meus marcadores de página.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

[TAG] Amo/Odeio

Olá :) 

Primeira tag que respondo no blog então vamos ver se faço isso direitinho. A tag foi criada pelo blog Cherry Cookie e eu fui indicada pela queridíssima Thainá lá do No Mundo de Coraline. Eu sou muito perdida em relação a tags, de forma que não sei quem já respondeu ou não. Vou indicar alguns blogs para executar a tarefa, porém, se você já respondeu, desconsidere ;)




  • Dizer 10 coisas que ama e 10 coisas que odeia. 
  • Indicar 10 blogs para responder a tag. 
  • Usar o selo da tag (no caso, a imagem do coração acima) 
  • Colocar o blog que criou a tag e o que te indicou para respondê-la 

Nem comecei e já estou achando super divertido. Essa história de amo/odeio me lembra uma conversa das antigas que tive com alguns amigos dos tempos de ensino médio (isto é, séculos atrás) em que observamos que era muito óbvio e desnecessário as pessoas dizerem "odeio inveja", "odeio hipocrisia", já que ninguém vai dizer o contrário. Você consegue imaginar alguma pessoa dizendo "amo inveja e adoooro hipocrisia"? Ainda que ela pratique? Não, né? Mas vamos à tag: 

Amo: 
1. Meu sobrinho, minha família e meus amigos 
2. Escrever / Bloggar 
3. Editar vídeos (vinhetas, eventos e mesmo vídeos pessoais. Por incrível que pareça, ganho dinheiro extra com isso) 
4. Cinema / Séries 
5. Livros / HQs
6. Música
7. Viagens 
8. Nostalgia (especialmente anos 90 e 80) 
9. Senso de humor 
10. Chuva (especialmente dormir durante noites chuvosas) 

Odeio: 
1. Falsos moralistas 
2. Pessoas que não aceitam / respeitam opinião alheia 
3. Falta de bom senso / educação 
4. Traição 
5. Ingratidão / falta de reconhecimento 
6. Pessoas para quem a amizade vale muito pouco e cortam relações por motivos banais 
7. Cebola 
8. 50 Tons de Cinza 
9. Michael Bay 
10. Owen Wilson

 Sinto que fui bem objetiva. Indico os seguintes blogs:


Não sei se vocês já responderam ou se costumam responder a tags em seus respectivos blogs. Se sim para a primeira e não para a segunda, desconsiderem. Mas vou adorar ler os posts daqueles que responderem a tag ;)

*Salut*

terça-feira, 5 de maio de 2015

[A vida, o universo e tudo mais] Meu pequeno super-herói

Se eu pudesse apagar todas as memórias, absolutamente todas, dos funerais que tive de comparecer nos últimos anos, eu as apagaria sem pensar duas vezes. Do meu pai, do meu padrinho, do meu sobrinho/afilhado, do meu cunhado... Contudo, deste último, tem apenas uma memória que eu gostaria de preservar. 

Mas antes de falar dela, gostaria de apresentar, para quem ainda não conhece, o Eloy:


Meu sobrinho, meu pequeno grande homem, meu pequeno super-herói. Na foto em questão, ele é o Peter Parker.

Voltando ao assunto: Durante o velório do meu cunhado, o pai do Eloy, muitas pessoas se aproximaram de meu sobrinho para lhe dar os pêsames. Parentes, amigos e outras pessoas próximas à minha família e à família de meu cunhado. Todas, pesarosas, com aquela compreensível expressão de pena estampada em seus rostos. As palavras ditas a ele eram quase sempre as mesmas: "Oh, Eloy... tadinho, tão pequeno e já perder o pai assim...". Meu sobrinho que, dentre tantas outras coisas, detesta que sintam pena dele, dava um sorriso ardiloso, de quem estava prestes a aprontar alguma, e então abria o zíper da jaqueta e revelava o que estava por baixo: a roupa do Batman. As pessoas, confusas, me perguntavam: "mas o que é isso?" e eu, fazendo esforço para conter o riso, explicava: "ele está mostrando que é o Batman". Elas riam, um tanto sem graça, e se afastavam. 

Até hoje me pergunto se elas compreenderam a mensagem que o Eloy estava passando como eu compreendi.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Abril (2015)


FILMES VISTOS PELA PRIMEIRA VEZ:
Cinderella (Kenneth Branagh, 2015) ★★★
Mapas para as Estrelas (David Cronenberg, 2014) ★★★

REVISÕES:
Closer - Perto Demais (Mike Nichols, 2004) ★★★½
E Se Fosse Verdade (Mark Waters, 2005) ★★★½ 
Confiar (David Schwimmer, 2010) 
Os Vingadores (Joss Whedon, 2012) ★★★
Superman - O Retorno (Bryan Singer, 2006) ★★★

SÉRIES:
Demolidor (1ª temporada) ★★★½
Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D (1ª temporada - revisão) ★★★½ 
Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D (2ª temporada - retorno do hiatus/em andamento) ★★★½ 

LIVROS & HQs:
X-Men: Deus Ama, o Homem Mata (Chris Claremont, Brent Anderson) [Releitura] ★★★
SHIELD (2014) #1 (Mark Waid, Carlos Pacheco) ½

sábado, 25 de abril de 2015

[Fashionismo nerd] O estilo geek-chic de Jemma Simmons


Como não amar FitzSimmons?

A dupla (casal?) de cientistas/nerds/gênios precoces mais fofa da história dos seriados. Concordam?


Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D, produzida pela emissora norte-americana ABC, é centrada na equipe de agentes reunida por Phil Coulson, o braço direito de Nick Fury, e que teve uma breve morte (isso mesmo) no primeiro filme dos Vingadores. Retornou à vida para estrelar esta série e formar um improvável, mas altamente treinado time que, a bordo de um estiloso avião, se dedica a resolver os casos mais misteriosos e combater inimigos como a HYDRA.

FitzSimmons foram criados, primeiramente, para servirem de alívio cômico da trama, mas os personagens foram evoluindo, tornando-se mais complexos, seu plot cada vez mais dramático até viverem cenas de puro angst. Depois de serem traídos e quase assassinados pelo ex-companheiro de S.H.I.E.L.D, ambos tiveram de aprender a lidar com o trauma consequente da experiência de quase-morte e o step back em sua relação de amizade. Aos poucos, estão reconstruindo sua relação, recuperando a dinâmica do início da série e voltando a ser os melhores amigos de sempre.