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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

[Nostalgia] Doug

Postando este texto com um pouco de atraso, uma vez que ele foi originalmente pensado para a comemoração do Dia da Criança, em 12 de outubro. Contudo, este é o mês da criança, então continua valendo ;)


Eu parava tudo o que estava fazendo para sentar no sofá (ou no chão mesmo, sobre o tapete, o que era mais frequente) em frente à televisão para ver Doug. Fosse na Rede Cultura ou no SBT. Sempre me identifiquei com o personagem-título, com suas inseguranças, neuras, sonhos, imaginação fértil, a obsessão por histórias em quadrinhos e como curtia utilizar sua criatividade em projetos pessoais que significavam demais para ele.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

[Café com páginas] Desmitificando super-heróis: Watchmen e Ex Machina


E este é o meu centésimo post aqui no blog! E para comemorar este número tão surpreendente (nem tanto assim) de postagens, decidi falar sobre um assunto que eu amo mais do que deveria: histórias em quadrinhos. As HQs foram marginalizadas desde seus primórdios, vistas como leitura fácil por muitos, inclusive por educadores, por conta da associação entre verbalidade e imagem. Ora, se um livro tem figuras não se trata de uma leitura desafiadora. Este pensamento não poderia estar mais equivocado. De qualquer forma, foi com esse preconceito que os quadrinhos foram tratados durante muito tempo. Com o surgimento dos super-heróis, então, muitos intelectualóides alegaram se tratar de narrativas pueris. Porém, na década de 1980, surge a tríade de mestres dos quadrinhos composta por Alan Moore (Watchmen), Neil Gaiman (Sandman) e Frank Miller (Batman – O Cavaleiro das Trevas, Sin City) que desconstroem todos os mitos que rondavam o universo das comics, inclusive sendo alguns dos poucos quadrinistas a ganharem prêmios importantes no meio literário e terem suas obras comercializadas como álbuns de luxo. Um legítimo tapa na cara dos preconceituosos. Depois deles, os quadrinhos passaram a ser tratados como literatura efetivamente. E vistos como obras de autor, não de personagens. Abaixo, além de Watchmen, indico outro título igualmente extraordinário: Ex Machine. Então, se a minha opinião valer de algo para vocês, recomendo que leiam histórias em quadrinhos. Não é coisa de criança, muito pelo contrário ;)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

[Escritora de quinta] As lições que os babacas nos ensinam


Há uma espécie que precisa ser combatida. Ela está em todos os cantos, espalhadas pelas redes sociais, compartilhando memes infames, pronta para dizer alguma idiotice quando você dobra a esquina de sua rua, ou quando está de boas no trabalho, no cinema, nos postos de gasolina. Essa espécie tem por hábito adotar linhas de raciocínio unilaterais às quais eles veem como verdades universais. Creem que todos devem partilhar de suas opiniões retrógradas e antiquadas. Fazem piadinhas com estereótipos e pensam que todos são obrigados a achar graça. Eles são amantes dos estereótipos e adoram reduzir toda e qualquer pessoa a isso. A uma simples caricatura, recorrer a análises genéricas e superficiais ao avistar quem quer que seja. Essa espécie é conhecida como babaca e deve proceder do latim, mas desconheço sua origem.

Tem pouco tempo que tive uma experiência curiosa com um grupo destes.

domingo, 4 de outubro de 2015

[78 Rotações] As brigas que ganhei, as brigas que perdi...

No Coração da Tempestade de Will Eisner (Clique na imagem)
Pouco adiantou

Acender cigarro

Falar palavrão

Perder a razão
Perder a a razão nunca adiantou nada. Nunca valeu a pena. Causava mais mal a mim do que aos outros, portanto passei a ignorar. Especialmente os passivo-agressivos que são uma das piores espécies. Aquelas pessoas que tentam, a todo custo, arrancar uma reação extrema sua recorrendo às famigeradas indiretas, partindo para a provocação, para as agressões verbais camufladas, cutucando insistentemente, atacando de maneira velada . E, quando finalmente atingem o objetivo, ou melhor, acertam no alvo, vem com a clássica:  Nossa, por que você se ofendeu? não era de você que eu estava falando... a crítica não era direcionada a ninguém especificamente.

É muito difícil não perder a paciência com os passivo-agressivos, mas recentemente aprendi (enfim!) que tudo o que eles querem é atenção. E, talvez, a psicologia explique melhor, mas creio que devem ser pessoas que sofrem de profunda carência...

Já me envolvi em algumas brigas, sim. Nunca envolvendo violência física, mas verbal. Não sei qual das duas é a pior. A primeira deixa marcas, escoriações e ferimentos graves. A segunda também deixa feridas, mágoas, também causa dor... e, às vezes, mais profunda do que um tabefe. Num instante de raiva, não adianta querer falar alguma coisa. Até porque não falamos quando estamos enfurecidos. Gritamos. Perdemos a linha e proferimos palavras das quais nos arrependemos quase que imediatamente. Dizemos o que não gostaríamos de ter dito. Não há forma de se resolver as coisas de cabeça fervendo.

Ensinamentos antigos...