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sábado, 31 de dezembro de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Aquele que encerra 2016...

 Não foi, assim, tão ruim. Mas também não foi aquelas maravilhas… 
Não foi muito bom, mas também não vamos exagerar... 

Você pode entrar em constantes conflitos e se estapear virtualmente com aquele parente que mantém por consideração em sua lista de amigos no facebook. E pelos motivos mais diversos: futebol, política, feminismo, novelas, e pelo puro prazer de contrariá-lo (ou o dele de contrariar você). Mas a esquerda e a direita, os centristas e frentistas, todos concordam que esse ano foi ruim.

E para quem não tem o hábito de compreender ironias, o frentistas ali foi uma destas.

2016 foi um ano difícil para muita gente. Estudiosos alegam que 2016 é uma anomalia temporal causada pelo Oscar de Melhor Ator concedido a Leonardo DiCaprio. Se ele tivesse perdido mais uma vez, nenhuma catástrofe teria acontecido.

sábado, 17 de dezembro de 2016

[Espaço criativo] Decoração com discos de vinil

 

Lá pelos idos dos anos 1990, os velhos vinis foram substituídos pelos CDs. Compactos, práticos e facilmente pirateáveis, a principal diferença entre os CDs e os bolachões é que os primeiros não tinham lado B, então você não precisava se preocupar em "virar o disco na vitrola". E os pequenos CDs também não ficavam tão bonitos na estante. 

Os anos passaram, veio o século XXI e, com ele, a descoberta óbvia: vinis são muito melhores do que CDs.

Discos de vinil são, hoje, itens de colecionador. Se antes, no auge dos compact discs, você podia adquirir LPs dos Beatles, Raul Seixas, Rolling Stones e Pink Floyd por uma bagatela de 50 centavos no sebo mais próximo (afinal, eram velharias sem valor para muita gente), atualmente, tem de desembolsar uma pequena fortuna para ter estes exemplares em sua estante. 

Ninguém mais compra CDs. Mas discos de vinil, sim. Nem que não se tenha onde tocar (os preços das vitrolas variam de R$300, que é o custo daquelas mais simples, até R$1.000 para as mais sofisticadas), nem que seja apenas para postar em seu instagram e ganhar dezenas de likes. Nem que seja só para pagar de vintage

Eu ainda ouço os meus discos em um velho aparelho que está aqui em casa desde meus tenros anos. E isso é ser vintage de verdade: ter um toca discos que sobreviveu às décadas.

Mas, se você não tem mais onde ouvi-los, não está nem aí para coleções, acha que eles estão ocupando espaço na sua estante e, tampouco, pensa em vendê-los, de repente, pode usá-los como itens de decoração. Agora, se você os aprecia demais para isso, mas mesmo assim quer decorar sua casa com bolachões como nos exemplos abaixo, então resta dar uma fuçada na sua coleção e verificar se não há alguns discos de que você não gosta ou que estão riscados demais, ou arriscar dando uma passadinha no sebo e comprando, por um punhado de centavos, LPs de bandas e artistas desconhecidos, de pouco ou nenhum sucesso, que não fariam diferença na sua coleção. Você ainda pode fazer vinis utilizando cartolina, tinta e papel laminado.

Aí é só exercitar a criatividade e imaginação e fazer como os nossos amigos abaixo:

domingo, 11 de dezembro de 2016

[Café com páginas] Temporada de Acidentes



Eu venho utilizando muito a frase não existe história ruim, existe história mal contada nos últimos tempos. Infelizmente, Temporada de Acidentes de autoria da franco-irlandesa Moïra Fowley-Doyle, é daquelas obras que se enquadram na famigerada categoria de livros com premissa excelente, mas mal desenvolvida. 

Todo ano, no mês de outubro, a família de Cara é assombrada pela temporada de acidentes que dá título à história. Eles têm de ser excessivamente cautelosos, guardando todas as facas e outros objetos pontiagudos em gavetas com chave e evitando mexer com fogo. A atenção deve ser redobrada no trânsito e Cara e seus irmãos devem até mesmo deixar de comparecer às aulas de educação física. Mas nem todo o cuidado é suficiente para evitar que eles sejam vítimas da sombria temporada que assalta a família todos os anos na mesma época. As sequelas vão de simples arranhões e cortes até tragédias de proporções avassaladoras e fatalidades.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

[Escritora de quinta] Sobre o processo árduo de escrever


As minhas ideias surgem totalmente desordenadas, descoordenadas e desalinhadas pela madrugada. Na maior parte das vezes, uma mesma linha de raciocínio dá origem a três diferentes textos que deixo para escrever no outro dia, pela manhã. Textos que demoro a postar nos meus blogs, pois sou exigente comigo mesma e os reviso e corrijo centenas de vezes. E, na maior parte delas, mesmo com toda a revisão, ainda deixo passar alguns erros de concordância ou vírgulas em lugares errados. Nem sempre a persistência leva à perfeição.

Mas, de todo modo, quando finalmente ordeno, coordeno e alinho minhas ideias, percebo que me expresso melhor por escrito do que verbalmente.

sábado, 26 de novembro de 2016

[Café com páginas] Fumaça e Espelhos - Neil Gaiman


Algumas vezes, a única maneira de saber que uma história tinha acabado era quando não havia mais palavras a serem escritas.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

[Meus Escritos] Os seus, os vivos. Os meus, os mortos - Introdução


Vagueando por entre os sepulcros do cemitério municipal, parei para refletir sobre a vida.

A ironia de se pensar sobre a vida em um lugar repleto de morte...

Meio sem querer, consultei meu repertório de referências literárias e lembrei-me de um poema de Elisa Lucinda que dizia:
A lista de mortos da gente vai aumentando com o tempo. Quando eu era pequena não tinha noção desse morre, nasce… Mesmo porque ninguém meu morria.
Ao mesmo tempo em que me lembrei de um conto de Fernando Sabino: O Homem e o Menino sobre o encontro do escritor com ele mesmo, ainda menino.

Fiquei pensando o que faria se encontrasse, ali no cemitério, a versão mais jovem de mim que adorava correr por entre as sepulturas enquanto os outros acompanhavam o funeral (ainda muito jovem para entender toda a solenidade daquela cerimônia de despedida). Meu olhar foi dos presentes naquele enterro do passado para os túmulos, hoje abandonados, e, então, conclui melancolicamente:

“Os seus, os vivos. Os meus, os mortos. Eles são os mesmos. A única coisa que os difere [e eventualmente os transforma] é o tempo”.

domingo, 6 de novembro de 2016

[Playlist + Personagem] As favoritas de Jesse Custer (Preacher)


E a série do pastor alcoólatra que apronta altas confusões ao lado de seus amigos Tulip e o vampiro irlandês, Cassidy, estreou na AMC e fez a alegria dos fãs da série oriunda dos quadrinhos.

Criada por Garth Ennis e fastasticamente ilustrada por Steve Dillon (que nos deixou recentemente), Preacher é uma road story que mescla elementos de western a uma vibe tarantinesca e acompanha Jesse Custer, o pastor, e sua jornada atrás de Deus que, curiosamente, abandonou seu posto. Para completar, é possuído por uma entidade que lhe confere o poder de ser obedecido por todos, como se sua voz fosse a própria palavra de Deus.. Publicada pelo selo Vertigo, divisão da DC Comics, entre 1995 e 2000, a série é dividida em sessenta e seis revistas - que foram lançadas mensalmente - e mais seis edições especiais, formando o número 666.

A série em live action respeita o canône, mas apresenta mudanças pontuais compreensíveis em relação à obra original - o produto final mantém a essência, mas é funcional enquanto televisão exatamente por conta dessas alterações. Desse modo traz um equilíbrio entre o gore e o caráter bizarro da HQ e uma visão mais realista dos acontecimentos, condizente com o meio ao qual foi adaptada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Feliz Dia dos Mortos

Quarta-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, Dia dos Fiéis Defuntos, feriado para os trabalhadores descansarem e refletirem, ou não, sobre a perda dos entes queridos, sobre a jornada daqueles que se foram, dia de visitar os sepulcros daqueles que partiram para outro plano espiritual.

Coincidentemente, desde ontem a ideia de uma coletânea de contos sobre a relação de crianças com a morte vem me atormentando a ponto de eu pegar rascunhos perdidos, lê-los, revisá-los e até mesmo escrever uma introdução para este projeto no meio do trabalho. 

Talvez eu poste aqui no blog. E, depois de resgatar os contos, vá publicando aos poucos neste aconchegante espaço. 

Mas a ideia, hoje, é recomendar algumas obras que versam sobre a morte. Vamos a elas:

sábado, 29 de outubro de 2016

[Tag] Crushes fictícios: #1 Batman

Eu sou daquelas que se apaixona por personagens. E não sou a única, pode ter certeza. Eu costumo dizer que uma obra só é capaz de me fisgar se algum de seus personagens despertar a minha paixão. Do contrário, não consigo me envolver. Seja um livro, filme, série... Eu tenho que ter apreço, afeição por algum personagem. E nem precisa ser o protagonista. Geralmente são os coadjuvantes. Na maior parte das vezes aqueles que sofrem bullying por parte dos próprios roteiristas (os que mais sofrem, mais subestimados, mais deixados de lado, mais coadjuvantes por excelência).

A ideia da tag era apresentar os meus cinco crushes da ficção - os personagens por quem desenvolvi paixões platônicas. Porém, a lista é enorme. E como nutro extremo carinho e admiração por cada um dos meus amores fictícios, achei justo dedicar um post inteiro para cada um deles. E para dar início a essa série de posts, vou começar com o primeiro de todos. Aquele que despertou em mim um amor platônico antes mesmo de eu saber que essa palavra existia. 

E, por incrível que pareça, um protagonista.


domingo, 9 de outubro de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Dias de vergonha.


Há dias em que um pouco de vergonha nos faz bem. Seja um constrangimento bobo ou um vexame de proporções épicas. Escorregar e levar um tombo no meio da rua ou se dar conta de que esqueceu o a carteira com o dinheiro em casa, bem quando você está no caixa prestes a pagar pelo produto que pegou na prateleira. Falar mal de alguém e a pessoa surgir na mesma hora, como se houvesse se teleportado ou se materializado na sua frente. Ou chamar acidentalmente um amigo pelo nome de um de seus desafetos declarados.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

[78 Rotações] Dublê de Corpo


"Eu não reconheço mais olhando as fotos do passado
O habitante do meu corpo
Esse estranho dublê de retratos"


Não lembro quando foi que me julguei adulta pela primeira vez. Recordo-me agora de ler um post de um amigo no facebook, dizendo que ficava chateado por não poder fazer mais determinadas coisas, exclusivamente por ser adulto. Foi então que me dei conta que temos quase a mesma idade e, bem... Eu relutei em aceitar, mas se ele é um adulto, eu também sou.

Pelo menos por fora, isto é, aparentemente... Mentalmente, não. Não mesmo.

Eu tenho um imóvel em meu nome, pago a maior parte das contas, me importo demais com o preço das coisas e me preocupo absurdamente com o futuro próximo. Ser adulto significa, muitas vezes, fazer o que não se gosta, infelizmente. Por ser necessário, por dependermos, de certa forma, exatamente daquilo de que não gostamos.

Devo mesmo ser adulta. Já que adultos costumam, via de regra, ser muito chatos e preocupados. E eu faço muitas coisas de que não gosto também.

Acho estranho me referir a mim mesma como adulta quando ainda sou cheia de manias infantis; faço contagem regressiva para estreias de filmes da Marvel (que nem existiam na minha infância, na verdade); choro com animações da Pixar e rio com as piadas saturadas e repetidas de Chaves.

Eu completei 28 anos no último dia 24 de setembro. Assim como no aniversário anterior, o desespero por estar me aproximando dos 30 e ainda não ter um rumo definido, me assaltou. Percebi também a que encaro aniversários de uma forma bem diferente do que encarava há dez anos.

sábado, 24 de setembro de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Presentes de aniversário [de grego] / O abajur


Vou começar este texto com uma declaração bastante óbvia: Todo aniversariante adora ganhar presentes. Não venha me dizer que não, todo mundo adora um mimo.

Aliás, odeio essa palavra mimo. Não a utilizem perto de mim. Tá, eu usei aqui, mas foi só porque não queria repetir a palavra presente na mesma sentença...

Enfim, o fato é que há coisas que você gosta mais de ganhar do que outras. E que você, se ainda não foi, será vítima dos famigerados presentes de grego um dia.

Eu sou a campeã em ganhar presentes de grego. E nem é porque sou muito exigente com presentes. Vejamos a minha lista de coisas com as quais eu adoro ser presenteada:

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

[Café com páginas] Metas Literárias

Hoje a sessão Café com Páginas é um pouco diferente.


Se você é o tipo de leitor que costuma estabelecer metas literárias todo começo de ano - estipulando um determinado número de livros a serem lidos por mês e ano - a fim de melhor organizar suas leituras, já deve ter se deparado eventualmente com algumas dificuldades para manter a meta. Por vezes algum problema no trabalho ou família que acaba fazendo com que você não consiga se concentrar e fique sem ler por dias; alguma viagem inesperada em que você esquece de levar o livro para ler no ônibus ou avião; muitos afazeres; muitos compromissos; muita preguiça; ou muito sono no fim da noite que te impedem de retomar ou avançar na leitura.

Aí vão algumas boas dicas para se manter dentro da meta:

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

[Escritora de Quinta] Ame-se


Ah, se amar... Se amar é bom demais. Nem sei bem por onde começar a falar sobre como é bom se amar. Estar contente e confortável com quem você é. Claro, não precisa estar totalmente satisfeito, afinal a insatisfação é que te leva a superar seus próprios limites, a encarar novos desafios, a tentar coisas novas todos os dias. Satisfação te leva ao comodismo. Mas voltando ao assunto sobre amar a si mesmo, o importante é aceitar que você é quem você é. E isso não deve mudar e nem ser algo ruim. Lembra-se daquela antiga música do Balão Mágico? Não precisa mudar. É tão lindo. Deixa assim como está. Pois é. 

Então tente. Olhe no espelho, encare seu reflexo. Há muitas coisas boas em nós que podemos usar a nosso favor. Esqueçamos por um momento dos nossos graves e desastrosos defeitos e foquemos no que há de bom em nós.

Mas enquanto você não respeitar a si mesmo e seus sentimentos, aprender a se amar será um processo árduo. Você não se respeita quando permanece alimentando relações não saudáveis. Você não se respeita, não cresce e não se ama quando permite que pessoas que você sabe que te fazem mal, continuem se aproximando e te machucando. Você não se respeita e não se ama nem um pouquinho quando não põe um ponto final em amizades tóxicas.

domingo, 28 de agosto de 2016

[Listas] Cinco livros que abandonei

Algumas leituras simplesmente não te conquistam. Costumo dizer que, certas vezes, não estou com espírito para determinadas narrativas. Tenho amigos leitores que jamais conseguiram deixar uma leitura inacabada. Por mais que estejam detestando o livro desde os primeiros parágrafos, vão até o fim. 

Sinceramente, não sei como conseguem insistir em leituras enfadonhas ou ruins. Não tenho nenhuma vergonha de dizer que as abandono pelo meio do caminho a fim de partir para histórias mais interessantes. O tempo é curto e precioso demais para dedicá-lo a livros ruins.

Não vou dizer que nunca finalizei a leitura de péssimos livros. Infelizmente, terminei vários. E foram poucos os que abandonei. Mas aí vai uma lista que, inclusive, não contém apenas livros ruins. Há alguns ótimos títulos que, por algum infortúnio, não conseguiram me fisgar:

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

[Espaço Criativo] Hotéis no cinema

Para ler ouvindo: Hotel by Moby

Nem eu mesma conheço a procedência do meu fascínio por hotéis. Mas deve vir da cultura pop. O Mistério do Cinco Estrelas de Marcos Rey era um dos meus livros favoritos na infância e, confesso, era fã daquele segmento criado por Roberto Gómez Bolaños (o Chaves) que se passava em um hotel, o Chompiras :)

O hotel onde vou me instalar, seja por um fim de semana ou por um pouco mais do que isso, é um dos itens fundamentais e que requer maior atenção nos meus roteiros de viagem. Eu sou uma pessoa bem incomum, admito. Eu prefiro a viagem em si do que o destino final. Me preocupo mais com o hotel em que vou me hospedar do que desbravar o lugar que estou conhecendo.

domingo, 7 de agosto de 2016

[Café com páginas] Simulacron 3



Daniel F. Galouye não figura na lista de autores aclamados do gênero ficção científica como Arthur C. Clarke ou Isaac Asimov. Nem mesmo teve sua obra reconhecida postumamente como Philip K. Dick. E, infelizmente, nem parece correr o risco de vir a ser redescoberto por uma nova safra de leitores aficionados por sci-fi. Talvez seja pelo fato de não possuir a mesma energia narrativa transformadora, o texto denso e complexo dos demais citados. Mas, ainda assim, vale a pena dar uma oportunidade e descobrir sua obra. O conceito de simulacro - de um universo simulado e artificial que imita a realidade - já é interessante por si só. Soma-se a isso uma boa construção de enredo que fisga o leitor de imediato, deixando-o curioso desde as primeiras páginas para conhecer o desdobramento dessa intrigante história, e temos um livro digno de se ter na estante. A narrativa acompanha o protagonista Douglas Hall que se vê confuso e aterrorizado diante da descoberta de que vive em um mundo virtual, falso, que apenas reproduz a realidade, criado artificialmente com o propósito de se estudar a natureza humana. Ainda mais curioso é o fato de a população deste universo simulado ter desenvolvido seu próprio simulador de ambiente. Isto é: um mundo virtual dentro de outro mundo virtual. E isso anos antes de Christopher Nolan lançar seu Inception. Paralelamente, há uma interessante trama política - fator que aciona as suspeitas do protagonista a respeito de seu mundo fake. O conceito de simulacro, aliado ao mote político, levanta questionamentos de ordem moral, filosófica, religiosa e social, alertando para os terrores de um regime ditatorial; o perigo de divergir do senso comum, da opinião estabelecida e imposta por poderosos (mencionando a tortura contra rebeldes); e da ganância que leva um ser humano a querer brincar de Deus. Em suma, reflexões que todo e qualquer bom sci-fi deve proporcionar ao leitor. Um filme baseado no livro foi lançado em 1999 com o título de 13º Andar. Por ter sido lançado no mesmo ano (poucos meses antes) e abordar a mesma temática de Matrix - entretanto, sem o orçamento milionário do filme da Warner Studios - acabou ofuscado e passando despercebido pela maioria do público, tendo chegado diretamente ao mercado de home video no Brasil. Pelo visto, Galouye, mesmo depois de sua morte, permanece sendo um sujeito sem sorte.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

[Escritora de quinta] Dando um jeito na bagunça


Somos um bando de procrastinadores irremediáveis. Uma geração que não acredita em estabilidade, que pula de uma faculdade para outra, ou se forma, mas deixa o diploma de lado para se aventurar por outra área, que detesta rotina e, portanto, não aguenta permanecer muito tempo em um mesmo emprego, quer e exige novidades, anseia por novas experiências, por inovações e experimentações, nunca está satisfeita. Porém, diante da crise financeira, da deterioração do mercado de trabalho, das expectativas desanimadoras, e do fato de sermos imediatistas, constantemente nos frustramos e adiamos sonhos, deixamos para lá, procrastinamos - nem tanto pela preguiça, mas pela falta de motivação diante de um cenário desalentador. Ora, se o futuro não me parece muito promissor, por que me preocupar em tocar um projeto agora? Em fazer algo interessante neste momento? Deixa pra depois...

Dar um jeito na nossa bagunça interna é bem complicado. E foi tentando dar um jeito na bagunça do meu quarto que parei para colocar as coisas em perspectiva e analisá-las. Organização e empenho eram o que me faltava para arrumar meu quarto. E, frequentemente, é o que falta para arrumar a vida.

Essa introdução, contudo, não faz diferença. É só um capricho de autora, a mania de florear um texto, começar de um jeito e terminar de outro... Pois, na verdade, esse post tem a intenção de oferecer dicas de como faxinar o quarto.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

[Fashionismo nerd] Karen Page


Se você é fã de uma boa adaptação de quadrinhos, certamente já conferiu a produção da Netflix Marvel's Daredevil baseada nas páginas do herói homônimo da Marvel Comics, conhecido por estas bandas como Demolidor. Nota-se de longe que a principal referência para a composição do personagem e de sua trama na telinha é a obra de Frank Miller. A série se destaca como um dos melhores produtos derivados de quadrinhos até agora. Sobre a produção em si, eu já falei lá no Bloggallerya. Neste post eu destaco o estilo da personagem Karen Page. Uma das figuras mais bem construídas da série, a assistente jurídica mostra força, coragem e determinação, mesmo não possuindo os sentidos super aguçados de Matt Murdock ou sendo perita em combate como a Elektra. Ela é mais cerebral e sempre segue as pistas certas, confiando em seu sexto sentido.

Além de ganhar um dos melhores textos da segunda temporada de Demolidor (ao lado de Foggy Nelson), a personagem interpretada pela atriz americana Deborah Ann Woll, também tem um dos melhores guarda-roupas.

domingo, 3 de julho de 2016

[Screencap] O Hotel de Um Milhão de Dólares

Dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders, o belo O Hotel de Um Milhão de Dólares, longa de 2000, é centrado na misteriosa morte do filho de um bilionário que teria, supostamente, se jogado do alto do decadente hotel no qual residia. Um detetive é contratado para investigar se sua morte se trata realmente de suicídio ou de assassinato. Ao chegar ao Hotel de Um Milhão de Dólares do título - um projeto de hotel abandonado - se depara com as mais estranhas figuras. Todos os hóspedes, em sua maioria doentes mentais e dependentes químicos, são suspeitos. Cabe ao agente federal Skinner descobrir o que, de fato, aconteceu naquele excêntrico hotel. O filme é baseado em argumento de Bono Vox, o líder da banda irlandesa U2, que também assina a inspiradíssima trilha sonora. Inclusive, Bono faz um cameo em uma das cenas.

Dotado de poesia na composição dos frames, pródigo de belas imagens, foi bastante difícil escolher quais ilustrariam este post. Mas optei por um dos fotogramas iniciais e outro do final do filme.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

[Quotes] O Último Reino (Série Crônicas Saxônicas)


O Último Reino (The Last Kingdom, no original, em inglês) é o primeiro volume da consagrada série literária As Crônicas Saxônicas, escrita por Bernard Cornwell, lançado no Brasil pela editora Record e traduzido por Alves Calado. O livro, em suas 364 páginas, retrata a Grã-Bretanha durante o período que compreende os séculos IX e X e o nascimento da Inglaterra como nação. A série de televisão, baseada no romance, estreou em 10 de outubro de 2015, transmitida pela BBC America dos Estados Unidos e BBC Two do Reino Unido.

O quote abaixo é do último capítulo, mas não apresenta spoilers.

sábado, 25 de junho de 2016

[Tag] Confissões de um bibliófilo

Hoje, vamos de tag! :)

1. Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe?

Romance de banca e a evolução do gênero cujos maiores expoentes são Nora Roberts, Nicholas Sparks e Meg Cabot. Não gosto de nada meloso e nem de histórias de amor irreais demais. São tramas muito idealizadas, com personagens idealizados. Muita quimera para o meu gosto. Também não gosto de nada dessa literatura atual pseudo-erótica, com essa pegada de romance de banca, o que é chamado pela internet afora de livros hot, como esses genéricos de Cinquenta Tons de Cinza e Toda Sua. Já não gosto nada dos originais, imagina dos genéricos? Não é por questões morais (vejam, eu adoro Henry Miller), mas acho mal escritos mesmo e muito distante da realidade do que são, de fato, o amor e o sexo.

domingo, 19 de junho de 2016

[Playlist + Personagem] As favoritas do Quicksilver de X-Men


Essa nova seção é mais uma das ideias loucas que invadiu minha mente em uma madrugada insone. Inspirada pelas cenas emblemáticas do personagem Mercúrio (Quicksilver no original, em inglês), interpretado pelo ator Evan Peters em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e no recente X-Men: Apocalypse, decidi dar início a uma série de posts apresentando as músicas prediletas dos meus personagens favoritos da ficção. 

Vai funcionar da seguinte maneira: analisando o perfil psicológico dos personagens, seus costumes, hábitos, hobbies e quotes em séries e filmes, eu vou tentar montar playlists contendo aquelas que poderiam ser suas músicas prediletas, mas que o cânone [ainda] não comprovou. Como o nosso gosto musical diz muito sobre nossas personalidades, vou me basear exatamente nisso para criar as tais playlists. Sei que o negócio vai parecer um tanto quanto fanfiction, porque predileções musicais de personagens raramente são discutidas na dramaturgia (ora, qual é? música é importante na vida de todos, esse tópico deveria ser mais abordado). Todavia aquele que inaugura nossa seção já deixou bem claro que curte Jim Croce e Eurythmics, como pudemos conferir nos filmes.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

[Espaço criativo] Decorações inspiradas em histórias em quadrinhos


Passeando pelo instagram e por alguns blogs de decoração, percebi que decorações inspiradas ou que aludem a histórias em quadrinhos são tendência. Para falar bem a verdade, HQs estão na moda. Se você não escolheu um lado durante a divulgação de Civil War (#TeamCap ou #TeamIronMan), certamente se sentiu um tanto quanto excluído da sociedade, isto é, das redes sociais.

Bem diferente de alguns anos atrás, quando me encaravam de maneira estranha nos sebos e livrarias por estar comprando quadrinhos ou quando viam as fotos da minha coleção de HQs e me perguntavam se era presente para o sobrinho ¬¬

Aparentemente, até bem pouco tempo atrás, gostar de histórias em quadrinhos ou era coisa de moleque ou coisa de criança. O fato de ser menina e já estar bem grandinha, significavam que eu não poderia ficar perdendo tempo e dinheiro com HQs, algo que não me levaria a nada... Bem, o meu artigo sobre Adaptações de Histórias em Quadrinhos para o Cinema e vários dos meus textos sobre a nona arte publicados nos meus blogs me abriram as portas para alguns freelas por aí afora que me salvaram financeiramente na segunda metade de diversos meses. Pra mim, falar de quadrinhos é algo tão natural quanto é, para a maioria dos brasileiros, falar mal do governo. Ou de futebol. 

Mas eu já falei sobre minha relação com os quadrinhos em outra ocasião. Hoje eu quero falar sobre decoração e quadrinhos. Que sirva de inspiração para quem, assim como eu, tem vontade de decorar o quarto com itens que remetem às HQs, aderindo a uma estética por-art:

domingo, 29 de maio de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] O corpo é meu, a escolha é minha


2004, eu estava no segundo ano do ensino médio e tinha um professor de história babaca, machista, racista, homofóbico, disfarçado de esquerda socialista e ex-militante político (uma baboseira que eu nunca acreditei de fato). Jamais aprendi uma linha sequer de história com ele, isto porque o fulano preferia dedicar os cinquenta minutos da aula a contar causos de sua vida (muitos duvidosos) e a vomitar um discurso preconceituoso. Denegrir a mulher era com ele mesmo. Não vou repetir as idiotices que ele dizia, porque já estou poluindo este espaço o suficiente ao fazer esse breve resumo de quem foi meu professor de história, mas tem um episódio que eu gostaria de relatar aqui. 

Houve uma vez em que ele se manifestou fervorosamente (até demais) contra o aborto, usando o infame argumento: 

- Na hora de fazer foi bom. Quando abriu as pernas, sabia o que estava fazendo, por que não se cuidou? Daí vai lá, a assassina, e mata o bebê. 

Indignada, esperei que soasse a campainha sinalizando o fim da aula e, respeitosamente, o chamei até minha carteira. Meio desconfiado, pois sabia que eu era uma das muitas alunas que o odiava (mas uma das poucas que o odiava abertamente), ele veio até mim. Fiz uma pergunta a ele, já sabendo a resposta, mas a intenção era outra: 

sábado, 21 de maio de 2016

[Fashionismo nerd] Curtas madeixas

Durante muito tempo tive não apenas resistência, mas aversão a cortes de cabelo muito curtos. Creio que é porque meu pai cortava meu cabelo muito curto na infância e isso me traumatizou. Aliás, pais adoram tanto destruir o cabelo dos filhos [não intencionalmente, eu sei] que eu até acredito que esse seja um dos pré-requisitos para ser pai. Enfim, mais tarde, quando eu tinha mais ou menos 11 ou 12 anos, uma leve desatenção de minha irmã mais velha culminou em um grave incidente: ela passou a tesoura no meu cabelo que estava amarrado em um rabo de cavalo. Meu lindo cabelão que batia na cintura, agora batia, quando muito, no meu pescoço. E ele demorou exatos DOIS anos para crescer. Quando finalmente cresceu, eu prezei pelos meus cabelos longos. Não deixava que tocassem nele. Sempre pedia que cortassem no máximo dois dedos. Ele estava quase sempre pela cintura.  

Demorei até arriscar um corte curto novamente. Com 16 tive coragem de cortá-lo de modo que ficou um pouco abaixo dos ombros. Mas apenas com 25 tomei a decisão de cortá-lo na altura do pescoço. E foi uma sábia decisão. Passei a ser defensora do corte feminino curto. Acho um charme, passa uma impressão maior de confiança, força e independência.

Por mais aversão que eu tivesse às madeixas curtas na adolescência, sempre admirei nas outras mulheres [aquela velha história: fica bom nos outros, não em mim].  É claro que precisa combinar com seu formato de rosto. Em algumas mulheres o cabelo curtíssimo fica melhor do que as longas madeixas. 

quinta-feira, 12 de maio de 2016

[Escritora de quinta] Boas maneiras em situações embaraçosas

"Vamos sair?"
"Não dá, tenho compromisso. Vários nadas pra fazer nesse fds"
É quase automático. Se um velho conhecido bate palma em frente ao seu portão, você o convida para entrar, sentar-se no sofá, tomar um café e prosear durante toda a tarde. Quando chega a hora de a visita ir embora, você não hesita em proferir os clássicos é cedo! e fica um pouco mais, o papo tá bom! Ainda que internamente, você esteja dando pulinhos de alegria e festejando. Não porque a visita seja desagradável... Bem, às vezes é. Mas você comemora secretamente mais pelo fato de que tudo o que quer em um resto de sábado preguiçoso, é colocar seu pijama favorito e ver um filme ou maratonar um seriado na Netflix. É claro que você não vai dizer isso para as visitas, ainda que elas suspeitem que o "fica mais um pouco" esteja impregnado de falsidade, essas frases e boas maneiras foram criadas com o objetivo de transmitir conforto tanto para o visitante quanto para o visitado, para dar aquela sensação de que a visita é bem-vinda e o anfitrião parecer a mais educada, gentil e simpática das criaturas.

domingo, 8 de maio de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Feliz Dia das Mães

Mãe é mãe. É incrível como todas elas tem algo em comum. Mas falo das mães de verdade, aquelas que criam seus filhos, que se importam com a educação, bem-estar e sucesso dos mesmos. Elas podem ser do tipo tradicionais ou modernas, rigorosas ou mais liberais. Podem ser do tipo que iam pra rua antes de ser modinha, em plena década de 1980, um ano após a reabertura democrática, protestar grávidas como a minha. Pois é. Que orgulho, não? Mas não importa, elas sempre vão carregar suas similaridades. Frases de mãe. Quem nunca escutou? Se não da mãe biológica, pelo menos daquela que representou o papel de mãe em sua vida. 

Aí está a caneca que dei de presente de Dia das Mães para a minha mãe no ano passado [Este ano, eu dei o último filme do James Bond, uma vez que ela é fã confessa e este era o único que faltava em sua coleção]. Enfim, foi um presente bem apropriado. Repleto de frases que cansei de ouvir da minha mãe ao longo de 27 anos de vida.

sábado, 30 de abril de 2016

[78 rotações] Desafio das bandas


É um desafio de facebook na verdade que eu decidi fazer em formato de tag/lista no meu antro particular de idiossincrasias. E, como sou extremamente indecisa, vai ter mais de uma opção para cada item, sim! Dizem que é uma característica de todo libriano ter dificuldade em tomar decisões. E como a boa libriana que sou, ainda não decidi se acredito ou desacredito de horóscopo. Enfim, chega de papo e bora lá!

domingo, 24 de abril de 2016

[Nostalgia] Canal 21



"Meu Deus, como você é viciada em séries!"

Conclusão consideravelmente tardia a que minha mãe chegou no fim de semana passado. Estava eu, mais uma vez, fazendo alusão a algum personagem, ou comentando determinada cena de uma série... sinceramente não me lembro. Mas quando ela comparou a minha obsessão por séries ao vício dela por romances de banca durante a juventude, imediatamente tentei puxar pela memória quando a minha seriemania começou. 

A verdade é que não consigo definir qual foi o ponto de partida. A única afirmação que posso fazer é que o vício começou com as séries exibidas na TV aberta - a Rede Globo com a primeira, Barrados no Baile (meu passado me condena); a Rede Record com meu primeiro grande amor, Arquivo X; A Manchete com os Tokusatsus; o SBT com as mais variadas sitcoms como The Fresh Prince of Bel Air, Um Anjo Muito Doido, Full House e, por que não, Chaves

Claro que todas essas foram fundamentais para a minha obsessão se agravar no decorrer dos anos, mas teve uma emissora, hoje extinta*, que teve um papel extremamente marcante.

domingo, 17 de abril de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Dicas para produzir um bom texto



Na verdade, o título deste post já tem algo de sofista. Escrever um bom texto independe de regras. Você pode ser o mestre da gramática, dominar a língua portuguesa como ninguém, e ainda assim escrever um texto desinteressante. Por outro lado, já vi textos muito bons em blogs por aí afora que só necessitavam de revisão. Eram textos deliciosos no tom, na abordagem, no desenvolvimento, mas com alguns erros estruturais e de tipografia que incomodavam um pouco. Um texto irá depender de inúmeros fatores para ser considerado bom pelo leitor. Primeiro: ele é o público-alvo desse texto? Para quem ele é direcionado? Há uma diversidade de assuntos que podem lhe interessar, bem como uma imensa quantidade de tópicos aos quais você pode ser indiferente. Um texto ser considerado bom ou não dependerá do repertório não apenas do autor, como do leitor. É bastante subjetivo.

Dito isso, trabalhando esporadicamente como revisora freelancer – seja de apostilas de conteúdo e-learning, livros didáticos e postagens em sites – achei interessante fazer este post com o objetivo de dar algumas dicas gerais de como se escrever um texto legal, independente de para quem ele é direcionado.

sábado, 26 de março de 2016

[Screencap] X-Men


Fui pega de surpresa com o último trailer de X-Men: Apocalypse. Não que eu tenha achado o trailer uau, incrível! Para falar a verdade, acho que há coisas na franquia que precisam ser melhoradas. Principalmente o senso estético do diretor Bryan Singer. Mas isso é papo para outro momento. O fato que me pegou de surpresa foi o diálogo que abre o trailer, entre os jovens Professor Xavier e Erik "Magneto" Lehnsherr. É praticamente o mesmo diálogo (com algumas poucas alterações) que ocorreu entre suas versões mais velhas na cena final do primeiro filme dos X-Men de 2000, enquanto os personagens jogavam xadrez na prisão de plástico em que Magneto cumpria sua pena. E que foi aproveitado (sabiamente, diga-se de passagem) no início de um dos trailers do ótimo X-Men 2 de 2003. Afinal, aquela conversa era o que os gringos costumam chamar de foreshadowing.

domingo, 20 de março de 2016

[Listas] Media Trackers

Se você é um tanto hiperativo e multifuncional como eu, acostumado a fazer milhares de coisas, tudo ao mesmo tempo agora (ver um filme, um episódio de série, ler um livro, uma HQ, arrumar o guarda-roupa, chupar cana e assobiar ao mesmo tempo), com certeza acaba meio confuso e perdido no excesso de coisas que inventa de fazer de uma só vez. 

A solução para a minha vida são os media trackers. Sites para marcar coisas, basicamente. Explico melhor: existe uma variedade enorme de redes sociais com funções bem específicas, nas quais você pode marcar os filmes que vê, episódios de séries que assiste e os livros que lê, de forma a organizar melhor sua vida. Assim você consegue ter um controle melhor do que consome em termos de cinema, televisão e literatura. Abaixo indico alguns dos principais media trackers:

domingo, 28 de fevereiro de 2016

[Nostalgia] Os anos 90 e os temas musicais brazucas de seriados e animações nipônicas (ou pseudo-nipônicas)

Eu juro que tentei pensar em um título menor, mas não consegui. Vai ficar assim mesmo. Enfim, ainda na vibe nostalgia anos 90, como vocês puderam perceber pelo artigo que escrevi há algumas semanas, decidi resgatar alguns dos temas musicais mais bizarros de desenhos animados e seriados nipônicos (ou que queriam ser nipônicos) da gloriosa década de 1990.

Os anos 90 eram engraçados. Além de ser permitido e livre para todos os públicos a banheira do Gugu em pleno domingo à tarde, mulheres seminuas e molhadas dançando no Sabadão, operadores de câmera se jogarem no chão a fim de filmarem embaixo das saias das meninas do Banana Split e crianças fazendo coreografias pornográficas para músicas indecentes, bastava algum desenho fazer um imenso sucesso para ganhar um tema musical interpretado por Sandy & Júnior, genéricos de Sandy & Junior, ou apresentadoras infantis (com shorts apertados e botas de cano alto) como forma de engrossar o marketing. Geralmente as letras eram pavorosas e as melodias, grudentas. Em suma, as músicas eram simplesmente infelizes. 

E como eu não tenho nada de mais interessante para fazer, aí vai um top 5 contendo essas preciosidades.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

[Fashionismo nerd] Agent Carter e a moda e estilo dos anos 40


Quem diria que o post sobre o estilo da personagem Jemma Simmons de Agents of SHIELD se tornaria um dos mais lidos deste blog? E é por essas e outras que eu decidi falar do vestuário de outras personagens das séries da Marvel. A segunda heroína do estúdio a estrelar a seção fashionismo nerd é Peggy Carter.

A primeira aparição da personagem ocorreu na telona, em Capitão América: O Primeiro Vingador, début da nova versão do herói nos cinemas. E ali ela já mostrava ser uma personagem forte, determinada e cheia de personalidade, muito mais do que apenas o interesse romântico do herói. De lá pra cá, Peggy fez uma ponta na série Agents of SHIELD (em um flashback), apareceu já mais velha na sequência Capitão América 2: Soldado Invernal, no longa do Homem-Formiga e, claro, passou a protagonizar seu próprio show na emissora norte-americana ABC: Agent Carter, tido primeiramente como um spin-off de SHIELD, a série se concentra nas perigosas missões ultra-secretas que a destemida agente encara em plena década de 1940, contando com coadjuvantes de peso como Howard Stark (o pai de Tony Stark, o Homem de Ferro) e seu mordomo Jarvis (um excelente alívio cômico), dentre outros. Ela transmite ótimas mensagens feministas sem soar politicamente correta demais (ou seja, chata demais) e, não à toa, se tornou a heroína mais rentável da Casa das Ideias. Merecidamente.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] O que eu aprendi com os anos 90

Que o Quentin Tarantino passou um ano inteiro fazendo campanha para o Oscar, para perder para o Forrest Gump. Então, ele decidiu ir ao MTV Movie Awards.


Que década maravilhosa, não é? Época em que Pulp Fiction ganhava de Melhor Filme na premiação de cinema da MTV. E os outros indicados também eram maravilhosos. 

Que Pimpolho era um cara bem legal, pena que não podia ver mulher.


Que toda vez que o pessoal do Só Pra Contrariar chegava em casa, a barata da vizinha estava na cama deles

E que o Alexandre comprou uma bombinha pra se defender.

Que o cameraman dos programas do Gugu se jogava no chão para conseguir filmar embaixo das saias das meninas do Banana Split e quase levava um chute delas por causa disso.


Atrevido!

domingo, 31 de janeiro de 2016

[Febre das Listas] 10 melhores momentos das séries em 2015

Para quem me conhece, sabe que sou aficionada por séries. Não assisti todas que gostaria em 2015, mas selecionei os melhores momentos daquelas que pude conferir para fechar a febre das listas. Assim, desapego do ano passado, dou início aos posts que olham para o futuro e o Sonhos adentra definitivamente 2016. Contemplem as cenas dos seriados que me marcaram no ano que se foi logo mais abaixo (em algumas, é possível clicar para conferir as cenas no youtube)

*Atenção: esse post pode conter spoilers. Portanto, parafraseando Marcelo Adnet: Se não gosta de spoiler, é melhor sair daqui, porque lá vem mais um...

sábado, 23 de janeiro de 2016

[Febre das listas] Cinema: Os melhores, os piores, os mais ou menos de 2015

Eis minha relação de melhores e piores de 2015. Lembrando que a lista compreende os filmes que estrearam em circuito nacional no ano passado, portanto, não estranhem se virem títulos de 2014 abaixo. Lembrando também que listas são subjetivas em essência e por excelência. Discordâncias irão sempre existir ;)

domingo, 17 de janeiro de 2016

[Febre das listas] Retrospectiva Literária 2015

Aí está um apanhado das minhas leituras de 2015:

E foi dada a largada
Não poderia ter começado 2015 melhor. Um dos livros mais instigantes e criativos que li no ano passado. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

[Febre das listas] Primeiros erros (e acertos) de 2016

Olá :)

Este é o primeiro post de 2016 e o título nada mais é do que uma brincadeira, aludindo à clássica balada oitentista de Kiko Zambianchi (posteriormente gravada pelo Capital Inicial e até pela Simony!), pois, a verdade é que, nesses primeiros dez dias do ano, cometi mais acertos do que erros, felizmente. Muita coisa boa aconteceu nesse início de 2016 e não estamos nem na segunda semana de janeiro...

Por isso mesmo, por ser tão cedo, é que não posso me dar ao luxo de começar a celebrar. Muitas águas ainda vão rolar, mas, por hora, posso dizer que estou bem e contente. Bem diferente do final do ano passado, como os três leitores deste obscuro blog devem se lembrar...

Mas vamos dar início à febre das listas, com esse post no qual elenquei os meus primeiros passos em 2016: a primeira música, o primeiro filme, o primeiro disco, e por aí vai...