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domingo, 28 de agosto de 2016

[Listas] Cinco livros que abandonei

Algumas leituras simplesmente não te conquistam. Costumo dizer que, certas vezes, não estou com espírito para determinadas narrativas. Tenho amigos leitores que jamais conseguiram deixar uma leitura inacabada. Por mais que estejam detestando o livro desde os primeiros parágrafos, vão até o fim. 

Sinceramente, não sei como conseguem insistir em leituras enfadonhas ou ruins. Não tenho nenhuma vergonha de dizer que as abandono pelo meio do caminho a fim de partir para histórias mais interessantes. O tempo é curto e precioso demais para dedicá-lo a livros ruins.

Não vou dizer que nunca finalizei a leitura de péssimos livros. Infelizmente, terminei vários. E foram poucos os que abandonei. Mas aí vai uma lista que, inclusive, não contém apenas livros ruins. Há alguns ótimos títulos que, por algum infortúnio, não conseguiram me fisgar:

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

[Espaço Criativo] Hotéis no cinema

Para ler ouvindo: Hotel by Moby

Nem eu mesma conheço a procedência do meu fascínio por hotéis. Mas deve vir da cultura pop. O Mistério do Cinco Estrelas de Marcos Rey era um dos meus livros favoritos na infância e, confesso, era fã daquele segmento criado por Roberto Gómez Bolaños (o Chaves) que se passava em um hotel, o Chompiras :)

O hotel onde vou me instalar, seja por um fim de semana ou por um pouco mais do que isso, é um dos itens fundamentais e que requer maior atenção nos meus roteiros de viagem. Eu sou uma pessoa bem incomum, admito. Eu prefiro a viagem em si do que o destino final. Me preocupo mais com o hotel em que vou me hospedar do que desbravar o lugar que estou conhecendo.

domingo, 7 de agosto de 2016

[Café com páginas] Simulacron 3



Daniel F. Galouye não figura na lista de autores aclamados do gênero ficção científica como Arthur C. Clarke ou Isaac Asimov. Nem mesmo teve sua obra reconhecida postumamente como Philip K. Dick. E, infelizmente, nem parece correr o risco de vir a ser redescoberto por uma nova safra de leitores aficionados por sci-fi. Talvez seja pelo fato de não possuir a mesma energia narrativa transformadora, o texto denso e complexo dos demais citados. Mas, ainda assim, vale a pena dar uma oportunidade e descobrir sua obra. O conceito de simulacro - de um universo simulado e artificial que imita a realidade - já é interessante por si só. Soma-se a isso uma boa construção de enredo que fisga o leitor de imediato, deixando-o curioso desde as primeiras páginas para conhecer o desdobramento dessa intrigante história, e temos um livro digno de se ter na estante. A narrativa acompanha o protagonista Douglas Hall que se vê confuso e aterrorizado diante da descoberta de que vive em um mundo virtual, falso, que apenas reproduz a realidade, criado artificialmente com o propósito de se estudar a natureza humana. Ainda mais curioso é o fato de a população deste universo simulado ter desenvolvido seu próprio simulador de ambiente. Isto é: um mundo virtual dentro de outro mundo virtual. E isso anos antes de Christopher Nolan lançar seu Inception. Paralelamente, há uma interessante trama política - fator que aciona as suspeitas do protagonista a respeito de seu mundo fake. O conceito de simulacro, aliado ao mote político, levanta questionamentos de ordem moral, filosófica, religiosa e social, alertando para os terrores de um regime ditatorial; o perigo de divergir do senso comum, da opinião estabelecida e imposta por poderosos (mencionando a tortura contra rebeldes); e da ganância que leva um ser humano a querer brincar de Deus. Em suma, reflexões que todo e qualquer bom sci-fi deve proporcionar ao leitor. Um filme baseado no livro foi lançado em 1999 com o título de 13º Andar. Por ter sido lançado no mesmo ano (poucos meses antes) e abordar a mesma temática de Matrix - entretanto, sem o orçamento milionário do filme da Warner Studios - acabou ofuscado e passando despercebido pela maioria do público, tendo chegado diretamente ao mercado de home video no Brasil. Pelo visto, Galouye, mesmo depois de sua morte, permanece sendo um sujeito sem sorte.