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sábado, 31 de dezembro de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Aquele que encerra 2016...

 Não foi, assim, tão ruim. Mas também não foi aquelas maravilhas… 
Não foi muito bom, mas também não vamos exagerar... 

Você pode entrar em constantes conflitos e se estapear virtualmente com aquele parente que mantém por consideração em sua lista de amigos no facebook. E pelos motivos mais diversos: futebol, política, feminismo, novelas, e pelo puro prazer de contrariá-lo (ou o dele de contrariar você). Mas a esquerda e a direita, os centristas e frentistas, todos concordam que esse ano foi ruim.

E para quem não tem o hábito de compreender ironias, o frentistas ali foi uma destas.

2016 foi um ano difícil para muita gente. Estudiosos alegam que 2016 é uma anomalia temporal causada pelo Oscar de Melhor Ator concedido a Leonardo DiCaprio. Se ele tivesse perdido mais uma vez, nenhuma catástrofe teria acontecido.

sábado, 17 de dezembro de 2016

[Espaço criativo] Decoração com discos de vinil

 

Lá pelos idos dos anos 1990, os velhos vinis foram substituídos pelos CDs. Compactos, práticos e facilmente pirateáveis, a principal diferença entre os CDs e os bolachões é que os primeiros não tinham lado B, então você não precisava se preocupar em "virar o disco na vitrola". E os pequenos CDs também não ficavam tão bonitos na estante. 

Os anos passaram, veio o século XXI e, com ele, a descoberta óbvia: vinis são muito melhores do que CDs.

Discos de vinil são, hoje, itens de colecionador. Se antes, no auge dos compact discs, você podia adquirir LPs dos Beatles, Raul Seixas, Rolling Stones e Pink Floyd por uma bagatela de 50 centavos no sebo mais próximo (afinal, eram velharias sem valor para muita gente), atualmente, tem de desembolsar uma pequena fortuna para ter estes exemplares em sua estante. 

Ninguém mais compra CDs. Mas discos de vinil, sim. Nem que não se tenha onde tocar (os preços das vitrolas variam de R$300, que é o custo daquelas mais simples, até R$1.000 para as mais sofisticadas), nem que seja apenas para postar em seu instagram e ganhar dezenas de likes. Nem que seja só para pagar de vintage

Eu ainda ouço os meus discos em um velho aparelho que está aqui em casa desde meus tenros anos. E isso é ser vintage de verdade: ter um toca discos que sobreviveu às décadas.

Mas, se você não tem mais onde ouvi-los, não está nem aí para coleções, acha que eles estão ocupando espaço na sua estante e, tampouco, pensa em vendê-los, de repente, pode usá-los como itens de decoração. Agora, se você os aprecia demais para isso, mas mesmo assim quer decorar sua casa com bolachões como nos exemplos abaixo, então resta dar uma fuçada na sua coleção e verificar se não há alguns discos de que você não gosta ou que estão riscados demais, ou arriscar dando uma passadinha no sebo e comprando, por um punhado de centavos, LPs de bandas e artistas desconhecidos, de pouco ou nenhum sucesso, que não fariam diferença na sua coleção. Você ainda pode fazer vinis utilizando cartolina, tinta e papel laminado.

Aí é só exercitar a criatividade e imaginação e fazer como os nossos amigos abaixo:

domingo, 11 de dezembro de 2016

[Café com páginas] Temporada de Acidentes



Eu venho utilizando muito a frase não existe história ruim, existe história mal contada nos últimos tempos. Infelizmente, Temporada de Acidentes de autoria da franco-irlandesa Moïra Fowley-Doyle, é daquelas obras que se enquadram na famigerada categoria de livros com premissa excelente, mas mal desenvolvida. 

Todo ano, no mês de outubro, a família de Cara é assombrada pela temporada de acidentes que dá título à história. Eles têm de ser excessivamente cautelosos, guardando todas as facas e outros objetos pontiagudos em gavetas com chave e evitando mexer com fogo. A atenção deve ser redobrada no trânsito e Cara e seus irmãos devem até mesmo deixar de comparecer às aulas de educação física. Mas nem todo o cuidado é suficiente para evitar que eles sejam vítimas da sombria temporada que assalta a família todos os anos na mesma época. As sequelas vão de simples arranhões e cortes até tragédias de proporções avassaladoras e fatalidades.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

[Escritora de quinta] Sobre o processo árduo de escrever


As minhas ideias surgem totalmente desordenadas, descoordenadas e desalinhadas pela madrugada. Na maior parte das vezes, uma mesma linha de raciocínio dá origem a três diferentes textos que deixo para escrever no outro dia, pela manhã. Textos que demoro a postar nos meus blogs, pois sou exigente comigo mesma e os reviso e corrijo centenas de vezes. E, na maior parte delas, mesmo com toda a revisão, ainda deixo passar alguns erros de concordância ou vírgulas em lugares errados. Nem sempre a persistência leva à perfeição.

Mas, de todo modo, quando finalmente ordeno, coordeno e alinho minhas ideias, percebo que me expresso melhor por escrito do que verbalmente.