Mostrando postagens com marcador fragmentos. Mostrar todas as postagens

[Meus Escritos] Pílulas #3


Eu não gosto de nada padronizado. Gosto dos considerados estranhos, dos esquisitos. Daqueles que são únicos, que não imitam ninguém, que não copiam estilos - no máximo, combinam referências e mesclam influências. Gosto daqueles que não seguem padrões, os autênticos, os irreverentes. Gosto dos que tingem o cabelo das cores mais inusitadas, que usam roupas pouco usuais, que se arriscam nas cores, nos contrastes. Gosto daqueles que não tentam se encaixar, que não parecem comuns, que não possuem gostos normais. O normal cansa, me chateia. Gosto dos que andam na contramão do mundo. Gosto de ser surpreendida.


24/10/2014 22:13

[Meus Escritos] Pílulas #2


Você pode fazer um milhão de coisas boas, mas cometa um único deslize e é por ele que você será lembrado. As pessoas não estão interessadas em reconhecer seus acertos, elogiar suas virtudes ou agradecer por suas gentilezas e préstimos. Elas esperam que você cometa erros para poder julgá-lo, que tenha defeitos evidentes para que possam comentá-los, que perca a cabeça e seja grosseiro para que possam crucificá-lo.

Escrito em 06 de abril de 2011.

 ^___^
(@_@)
(^^^^^)
/ '''''' \

[Meus Escritos] Pílulas #1


Tem coisas que não nos caem bem. Que são como peças de roupa de um número muito maior ou muito menor que o nosso. Ou aqueles sapatos apertados que pegam no calcanhar. Ou aqueles tão soltos que saem do pé enquanto caminhamos. Amizades tóxicas, relacionamentos tóxicos, agressões verbais, falta de educação. São coisas que não nos caem bem. Dispa-se delas. Desfaça-se. Desapegue. Mande-as para o lixo. Vista-se de amizades sinceras, relacionamentos saudáveis, palavras gentis, boa educação. Vista-se com aquilo que lhe cai bem.

 ^___^
(@_@)
(^^^^^)
/ '''''' \

[Meus Escritos] A Noite dos Zumbis: Introdução

Oba! Bora começar o ano por aqui :) 
Logo dou início à série Febre das Listas com uma retrospectiva cultural de 2016. Porém, para inaugurar os posts de 2017 aqui no Sonhos, optei pela introdução de algo que fica entre um longo conto e um pequeno romance... Ainda não me decidi. Aí está a primeira parte de A Noite dos Zumbis.

Obs.: O protagonista e narrador trata-se de um personagem masculino com uma visão um tanto limitada e, às vezes, meio ignorante das coisas...


O mundo estava cheio de gente idiota.

E a internet foi dando cada vez mais voz para gente idiota se expressar livremente. Extrapolando os limites do aceitável, desrespeitando e invadindo o espaço do outro.

Não sei se a culpa é da internet. Acho que gente idiota sempre existiu. Só não tinham onde se manifestar antes da inclusão digital.

Cada vez que eu lia uma notícia ou via um post estúpido no facebook, eu tinha o desejo enorme de que o mundo fosse resetado.

Era necessário resetar.

Então, um dia aconteceu. 

O mundo foi infestado por uma legião de zumbis que a cada dia faziam uma centena de vítimas.

Eu passava o dia todo tentando escapar deles. Ou lutando com eles, matando-os... até finalmente aprender a lidar com os zumbis. Eram os únicos amigos que me restaram. 

Foi quando finalmente parei para pensar: será que o apocalipse zumbi foi, assim, uma coisa tão ruim?

E será que eu estava sendo cruel ao apoiar a extinção de gente idiota?

Bem, era um mundo onde não fazia mais sentido possuir alguma ideologia. Você parava para tentar formulá-la e, no meio do processo, tinha o cérebro devorado por uma daquelas criaturas que não conheciam leis, limites ou sentimentos.

A vida se tornou cada vez mais escassa e preciosa para ser desperdiçada com idealizações.

Por fim, agir era a melhor coisa que se podia fazer. Mesmo que nem eu e nem qualquer outro sobrevivente tivesse a menor ideia do que se deveria fazer e de como se deveria agir.

(continua...)

[Meus Escritos] Os seus, os vivos. Os meus, os mortos - Introdução


Vagueando por entre os sepulcros do cemitério municipal, parei para refletir sobre a vida.

A ironia de se pensar sobre a vida em um lugar repleto de morte...

Meio sem querer, consultei meu repertório de referências literárias e lembrei-me de um poema de Elisa Lucinda que dizia:
A lista de mortos da gente vai aumentando com o tempo. Quando eu era pequena não tinha noção desse morre, nasce… Mesmo porque ninguém meu morria.
Ao mesmo tempo em que me lembrei de um conto de Fernando Sabino: O Homem e o Menino sobre o encontro do escritor com ele mesmo, ainda menino.

Fiquei pensando o que faria se encontrasse, ali no cemitério, a versão mais jovem de mim que adorava correr por entre as sepulturas enquanto os outros acompanhavam o funeral (ainda muito jovem para entender toda a solenidade daquela cerimônia de despedida). Meu olhar foi dos presentes naquele enterro do passado para os túmulos, hoje abandonados, e, então, conclui melancolicamente:

“Os seus, os vivos. Os meus, os mortos. Eles são os mesmos. A única coisa que os difere [e eventualmente os transforma] é o tempo”.

[Screencap] O Hotel de Um Milhão de Dólares

Dirigido pelo cineasta alemão Wim Wenders, o belo O Hotel de Um Milhão de Dólares, longa de 2000, é centrado na misteriosa morte do filho de um bilionário que teria, supostamente, se jogado do alto do decadente hotel no qual residia. Um detetive é contratado para investigar se sua morte se trata realmente de suicídio ou de assassinato. Ao chegar ao Hotel de Um Milhão de Dólares do título - um projeto de hotel abandonado - se depara com as mais estranhas figuras. Todos os hóspedes, em sua maioria doentes mentais e dependentes químicos, são suspeitos. Cabe ao agente federal Skinner descobrir o que, de fato, aconteceu naquele excêntrico hotel. O filme é baseado em argumento de Bono Vox, o líder da banda irlandesa U2, que também assina a inspiradíssima trilha sonora. Inclusive, Bono faz um cameo em uma das cenas.

Dotado de poesia na composição dos frames, pródigo de belas imagens, foi bastante difícil escolher quais ilustrariam este post. Mas optei por um dos fotogramas iniciais e outro do final do filme.


[Quotes] O Último Reino (Série Crônicas Saxônicas)


O Último Reino (The Last Kingdom, no original, em inglês) é o primeiro volume da consagrada série literária As Crônicas Saxônicas, escrita por Bernard Cornwell, lançado no Brasil pela editora Record e traduzido por Alves Calado. O livro, em suas 364 páginas, retrata a Grã-Bretanha durante o período que compreende os séculos IX e X e o nascimento da Inglaterra como nação. A série de televisão, baseada no romance, estreou em 10 de outubro de 2015, transmitida pela BBC America dos Estados Unidos e BBC Two do Reino Unido.

O quote abaixo é do último capítulo, mas não apresenta spoilers.