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[Fashionismo nerd] Twin Peaks

 

Twin Peaks é um fenômeno da década de 1990 que está de volta à telinha (que há muito deixou de ser telinha, convenhamos... Provavelmente, você deve ter uma de 75 polegadas na sua casa). A série criada por David Lynch e Mark Frost, lançando o mistério do assassinato de Laura Palmer, redefinindo os conceitos da teledramaturgia americana e inspirando diversas produções posteriores (de Arquivo X a Stranger Things, passando por True Detective), estreou em 8 de abril de 1990 na ABC, contando com duas temporadas. Nela,  o agente especial do FBI, Dale Cooper, e o xerife local, Harry Truman, se aventuravam nas mais inacreditáveis situações a fim de solucionar o mistério do assassinato da rainha do baile. Isso dentre cafés e donuts, tendo como cenário a fictícia cidade de Twin Peaks, localizada em Washington. Uma mistura inusitada de terror, drama, suspense e comédia que fez a alegria dos telemaníacos do início dos anos 90.

E, como em toda produção que carrega o selo David Lynch, o figurino também é muito importante. Especialmente no que diz respeito à grade de cores.

[Fashionismo nerd] O estilo urbano de Ashley Banks


Se você está na casa dos vinte e tantos anos, deve se lembrar daquelas gloriosas tardes em frente à televisão assistindo ao SBT. Naquela época, a emissora de Silvio Santos apresentava uma excelente programação - composta de enlatados, é verdade, mas ainda assim primorosa: Chaves, Simpsons e Um Maluco no Pedaço. Não necessariamente nesta ordem, aliás, a ordem mudou mais de uma vez enquanto os três seriados estiveram no ar.

Ma bene! Um Maluco no Pedaço, originalmente se chamava The Fresh Prince of Bel Air e foi transmitida pela emissora norte-americana NBC de 1990 a 1996, totalizando seis temporadas. Protagonizada por Will Smith que até então já era um rapper que desfrutava de relativo sucesso, a série serviu para catapultar sua carreira como ator. A sitcom (comédia de situação) narrava o cotidiano de uma família afrodescendente riquíssima que residia no elegante bairro de Bel-Air em Los Angeles. Neste cenário, surgia Will Smith, uma rapaz pobre da Filadélfia que chegava para abalar a rotina da refinada família. Ele era sobrinho do patriarca Philip Banks e fora enviado por sua mãe para morar na mansão de seus tios ricos, pois ela temia que o filho enveredasse pelo caminho do crime.

Segundo o próprio Smith, antes de dar início à produção da série, recebeu um conselho de seu amigo Alfonso Ribeiro, que interpretava seu primo Carlton Banks na sitcom. O ator sugeriu a Will que mantivesse seu nome original no seriado ao invés de optar por um nome fictício, uma vez que se a produção angariasse sucesso, ele seria marcado como o personagem e todos o chamariam pela alcunha da ficção e não por seu nome verdadeiro. Alfonso acertou em cheio, pois Will revelou que certa vez, saiu com Alfonso e os fãs que se aproximaram se referiram a ele constantemente como Carlton.

Dentre os personagens, destacava-se a filha caçula do casal Philip e Vivian Banks e também a mais inteligente dos três irmãos, Ashley. Vamos falar um pouco sobre o estilo dela:


[Febre das listas] 5 melhores momentos em séries de 2016

No segundo post da série Febre das Listas, eu destaco as minhas cenas favoritas das séries em 2016 em um tradicional top 5. Lembrando que, para quem não assistiu, a relação abaixo pode conter spoilers. Clicando nas descrições embaixo das fotos, é possível conferir as respectivas cenas no youtube.

Vamos a ela:


[Playlist + Personagem] As favoritas de Jesse Custer (Preacher)


E a série do pastor alcoólatra que apronta altas confusões ao lado de seus amigos Tulip e o vampiro irlandês, Cassidy, estreou na AMC e fez a alegria dos fãs da série oriunda dos quadrinhos.

Criada por Garth Ennis e fastasticamente ilustrada por Steve Dillon (que nos deixou recentemente), Preacher é uma road story que mescla elementos de western a uma vibe tarantinesca e acompanha Jesse Custer, o pastor, e sua jornada atrás de Deus que, curiosamente, abandonou seu posto. Para completar, é possuído por uma entidade que lhe confere o poder de ser obedecido por todos, como se sua voz fosse a própria palavra de Deus.. Publicada pelo selo Vertigo, divisão da DC Comics, entre 1995 e 2000, a série é dividida em sessenta e seis revistas - que foram lançadas mensalmente - e mais seis edições especiais, formando o número 666.

A série em live action respeita o canône, mas apresenta mudanças pontuais compreensíveis em relação à obra original - o produto final mantém a essência, mas é funcional enquanto televisão exatamente por conta dessas alterações. Desse modo traz um equilíbrio entre o gore e o caráter bizarro da HQ e uma visão mais realista dos acontecimentos, condizente com o meio ao qual foi adaptada.


[Tag] Crushes fictícios: #1 Batman

Eu sou daquelas que se apaixona por personagens. E não sou a única, pode ter certeza. Eu costumo dizer que uma obra só é capaz de me fisgar se algum de seus personagens despertar a minha paixão. Do contrário, não consigo me envolver. Seja um livro, filme, série... Eu tenho que ter apreço, afeição por algum personagem. E nem precisa ser o protagonista. Geralmente são os coadjuvantes. Na maior parte das vezes aqueles que sofrem bullying por parte dos próprios roteiristas (os que mais sofrem, mais subestimados, mais deixados de lado, mais coadjuvantes por excelência).

A ideia da tag era apresentar os meus cinco crushes da ficção - os personagens por quem desenvolvi paixões platônicas. Porém, a lista é enorme. E como nutro extremo carinho e admiração por cada um dos meus amores fictícios, achei justo dedicar um post inteiro para cada um deles. E para dar início a essa série de posts, vou começar com o primeiro de todos. Aquele que despertou em mim um amor platônico antes mesmo de eu saber que essa palavra existia. 

E, por incrível que pareça, um protagonista.



[Fashionismo nerd] Karen Page


Se você é fã de uma boa adaptação de quadrinhos, certamente já conferiu a produção da Netflix Marvel's Daredevil baseada nas páginas do herói homônimo da Marvel Comics, conhecido por estas bandas como Demolidor. Nota-se de longe que a principal referência para a composição do personagem e de sua trama na telinha é a obra de Frank Miller. A série se destaca como um dos melhores produtos derivados de quadrinhos até agora. Sobre a produção em si, eu já falei lá no Bloggallerya. Neste post eu destaco o estilo da personagem Karen Page. Uma das figuras mais bem construídas da série, a assistente jurídica mostra força, coragem e determinação, mesmo não possuindo os sentidos super aguçados de Matt Murdock ou sendo perita em combate como a Elektra. Ela é mais cerebral e sempre segue as pistas certas, confiando em seu sexto sentido.

Além de ganhar um dos melhores textos da segunda temporada de Demolidor (ao lado de Foggy Nelson), a personagem interpretada pela atriz americana Deborah Ann Woll, também tem um dos melhores guarda-roupas.


[Fashionismo nerd] Curtas madeixas

Durante muito tempo tive não apenas resistência, mas aversão a cortes de cabelo muito curtos. Creio que é porque meu pai cortava meu cabelo muito curto na infância e isso me traumatizou. Aliás, pais adoram tanto destruir o cabelo dos filhos [não intencionalmente, eu sei] que eu até acredito que esse seja um dos pré-requisitos para ser pai. Enfim, mais tarde, quando eu tinha mais ou menos 11 ou 12 anos, uma leve desatenção de minha irmã mais velha culminou em um grave incidente: ela passou a tesoura no meu cabelo que estava amarrado em um rabo de cavalo. Meu lindo cabelão que batia na cintura, agora batia, quando muito, no meu pescoço. E ele demorou exatos DOIS anos para crescer. Quando finalmente cresceu, eu prezei pelos meus cabelos longos. Não deixava que tocassem nele. Sempre pedia que cortassem no máximo dois dedos. Ele estava quase sempre pela cintura.  

Demorei até arriscar um corte curto novamente. Com 16 tive coragem de cortá-lo de modo que ficou um pouco abaixo dos ombros. Mas apenas com 25 tomei a decisão de cortá-lo na altura do pescoço. E foi uma sábia decisão. Passei a ser defensora do corte feminino curto. Acho um charme, passa uma impressão maior de confiança, força e independência.

Por mais aversão que eu tivesse às madeixas curtas na adolescência, sempre admirei nas outras mulheres [aquela velha história: fica bom nos outros, não em mim].  É claro que precisa combinar com seu formato de rosto. Em algumas mulheres o cabelo curtíssimo fica melhor do que as longas madeixas. 

[Nostalgia] Canal 21



"Meu Deus, como você é viciada em séries!"

Conclusão consideravelmente tardia a que minha mãe chegou no fim de semana passado. Estava eu, mais uma vez, fazendo alusão a algum personagem, ou comentando determinada cena de uma série... sinceramente não me lembro. Mas quando ela comparou a minha obsessão por séries ao vício dela por romances de banca durante a juventude, imediatamente tentei puxar pela memória quando a minha seriemania começou. 

A verdade é que não consigo definir qual foi o ponto de partida. A única afirmação que posso fazer é que o vício começou com as séries exibidas na TV aberta - a Rede Globo com a primeira, Barrados no Baile (meu passado me condena); a Rede Record com meu primeiro grande amor, Arquivo X; A Manchete com os Tokusatsus; o SBT com as mais variadas sitcoms como The Fresh Prince of Bel Air, Um Anjo Muito Doido, Full House e, por que não, Chaves

Claro que todas essas foram fundamentais para a minha obsessão se agravar no decorrer dos anos, mas teve uma emissora, hoje extinta*, que teve um papel extremamente marcante.


[Listas] Media Trackers

Se você é um tanto hiperativo e multifuncional como eu, acostumado a fazer milhares de coisas, tudo ao mesmo tempo agora (ver um filme, um episódio de série, ler um livro, uma HQ, arrumar o guarda-roupa, chupar cana e assobiar ao mesmo tempo), com certeza acaba meio confuso e perdido no excesso de coisas que inventa de fazer de uma só vez. 

A solução para a minha vida são os media trackers. Sites para marcar coisas, basicamente. Explico melhor: existe uma variedade enorme de redes sociais com funções bem específicas, nas quais você pode marcar os filmes que vê, episódios de séries que assiste e os livros que lê, de forma a organizar melhor sua vida. Assim você consegue ter um controle melhor do que consome em termos de cinema, televisão e literatura. Abaixo indico alguns dos principais media trackers:


[Nostalgia] Os anos 90 e os temas musicais brazucas de seriados e animações nipônicas (ou pseudo-nipônicas)

Eu juro que tentei pensar em um título menor, mas não consegui. Vai ficar assim mesmo. Enfim, ainda na vibe nostalgia anos 90, como vocês puderam perceber pelo artigo que escrevi há algumas semanas, decidi resgatar alguns dos temas musicais mais bizarros de desenhos animados e seriados nipônicos (ou que queriam ser nipônicos) da gloriosa década de 1990.

Os anos 90 eram engraçados. Além de ser permitido e livre para todos os públicos a banheira do Gugu em pleno domingo à tarde, mulheres seminuas e molhadas dançando no Sabadão, operadores de câmera se jogarem no chão a fim de filmarem embaixo das saias das meninas do Banana Split e crianças fazendo coreografias pornográficas para músicas indecentes, bastava algum desenho fazer um imenso sucesso para ganhar um tema musical interpretado por Sandy & Júnior, genéricos de Sandy & Junior, ou apresentadoras infantis (com shorts apertados e botas de cano alto) como forma de engrossar o marketing. Geralmente as letras eram pavorosas e as melodias, grudentas. Em suma, as músicas eram simplesmente infelizes. 

E como eu não tenho nada de mais interessante para fazer, aí vai um top 5 contendo essas preciosidades.


[Fashionismo nerd] Agent Carter e a moda e estilo dos anos 40


Quem diria que o post sobre o estilo da personagem Jemma Simmons de Agents of SHIELD se tornaria um dos mais lidos deste blog? E é por essas e outras que eu decidi falar do vestuário de outras personagens das séries da Marvel. A segunda heroína do estúdio a estrelar a seção fashionismo nerd é Peggy Carter.

A primeira aparição da personagem ocorreu na telona, em Capitão América: O Primeiro Vingador, début da nova versão do herói nos cinemas. E ali ela já mostrava ser uma personagem forte, determinada e cheia de personalidade, muito mais do que apenas o interesse romântico do herói. De lá pra cá, Peggy fez uma ponta na série Agents of SHIELD (em um flashback), apareceu já mais velha na sequência Capitão América 2: Soldado Invernal, no longa do Homem-Formiga e, claro, passou a protagonizar seu próprio show na emissora norte-americana ABC: Agent Carter, tido primeiramente como um spin-off de SHIELD, a série se concentra nas perigosas missões ultra-secretas que a destemida agente encara em plena década de 1940, contando com coadjuvantes de peso como Howard Stark (o pai de Tony Stark, o Homem de Ferro) e seu mordomo Jarvis (um excelente alívio cômico), dentre outros. Ela transmite ótimas mensagens feministas sem soar politicamente correta demais (ou seja, chata demais) e, não à toa, se tornou a heroína mais rentável da Casa das Ideias. Merecidamente.


[A vida, o universo e tudo mais] O que eu aprendi com os anos 90

Que o Quentin Tarantino passou um ano inteiro fazendo campanha para o Oscar, para perder para o Forrest Gump. Então, ele decidiu ir ao MTV Movie Awards.


Que década maravilhosa, não é? Época em que Pulp Fiction ganhava de Melhor Filme na premiação de cinema da MTV. E os outros indicados também eram maravilhosos. 

Que Pimpolho era um cara bem legal, pena que não podia ver mulher.


Que toda vez que o pessoal do Só Pra Contrariar chegava em casa, a barata da vizinha estava na cama deles

E que o Alexandre comprou uma bombinha pra se defender.

Que o cameraman dos programas do Gugu se jogava no chão para conseguir filmar embaixo das saias das meninas do Banana Split e quase levava um chute delas por causa disso.


Atrevido!


[Febre das Listas] 10 melhores momentos das séries em 2015

Para quem me conhece, sabe que sou aficionada por séries. Não assisti todas que gostaria em 2015, mas selecionei os melhores momentos daquelas que pude conferir para fechar a febre das listas. Assim, desapego do ano passado, dou início aos posts que olham para o futuro e o Sonhos adentra definitivamente 2016. Contemplem as cenas dos seriados que me marcaram no ano que se foi logo mais abaixo (em algumas, é possível clicar para conferir as cenas no youtube)

*Atenção: esse post pode conter spoilers. Portanto, parafraseando Marcelo Adnet: Se não gosta de spoiler, é melhor sair daqui, porque lá vem mais um...


[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Outubro (2015)


FILMES 
Que Horas Ela Volta (Anna Muylaert, 2015) ★★★★½
O Amor É Estranho (Ira Sachs, 2014) ★★★★
Divertida Mente (Pete Docter, Ronaldo Del Carmen, 2015) ★★★★
007 - Operação Skyfall (Sam Mendes, 2012) ★★★½
Vidas Sem Rumo (Francis Ford Coppola, 1983) Revisão ★★★½

SÉRIES 
Agents of SHIELD (3ª temporada - em andamento) ★★★★
The Walking Dead (6ª temporada - season premiere) ★★★½
The Big Bang Theory (9ª temporada - em andamento) ★★★
Gotham (2ª temporada - em andamento) ★★½
Quantico (1ª temporada - season premiere) ★★★★

LIVROS & HQs 
[Os Novos 52] Batgirl (Gail Simone; ilustradores diversos) - Edições #1 a #23 ★★★★

Nas caixas de som: Gabrielle Aplin - "Please Don't Say You Love Me"

[Nostalgia] Doug

Postando este texto com um pouco de atraso, uma vez que ele foi originalmente pensado para a comemoração do Dia da Criança, em 12 de outubro. Contudo, este é o mês da criança, então continua valendo ;)


Eu parava tudo o que estava fazendo para sentar no sofá (ou no chão mesmo, sobre o tapete, o que era mais frequente) em frente à televisão para ver Doug. Fosse na Rede Cultura ou no SBT. Sempre me identifiquei com o personagem-título, com suas inseguranças, neuras, sonhos, imaginação fértil, a obsessão por histórias em quadrinhos e como curtia utilizar sua criatividade em projetos pessoais que significavam demais para ele.


[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Setembro (2015)


FILMES 
A Gangue (Miroslav Slaboshpitsky, 2015) ★★★★
O Conto da Princesa Kaguya (Isao Takahata, 2013) ★★★★½
Blade Runner (Ridley Scott, 1982) Revisão ★★★★★
Os Vingadores: A Era de Ultron (Joss Whedon, 2015) Revisão ★★★½
Watchmen (Zack Snyder, 2009) Revisão ★★★
Cosmopolis (David Cronenberg, 2012)  Revisão ★★★★
Batman Begins (Christopher Nolan, 2005) Revisão ★★★★

SÉRIES 
Mr. Robot (1ª temporada) ★★★★★
Agent Carter (1ª temporada) ★★★★½
Gotham (2ª temporada - season premiere) ★★½
The Big Bang Theory (9ª temporada - season premiere) ★★★½
Agents of SHIELD (3ª temporada - season premiere) ★★★★

LIVROS & HQs 
O Guia do Mochileiro das Galáxias: Praticamente Inofensiva (Douglas Adams) ★★★½
Ex Machina Vol. 01: Estado de Emergência (Brian K. Vaughan, Tony Harris, Tom Feister) ★★★★★
Watchmen (Alan Moore, Dave Gibbons)  Revisão ★★★★½

Nas caixas de som: Vertical Horizon - "Everything you want"

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Agosto (2015)


FILMES 
Quarteto Fantástico (Josh Trank, 2015) ★½
O Primeiro Amor (Rob Reiner, 2010) ★★½
Clube dos Cinco (John Hughes, 1985) Revisão ★★★★★
Drácula de Bram Stoker Revisão (Francis Ford Coppola, 1992) ★★★★★
Os Intocáveis Revisão (Brian De Palma, 1987) ★★★★★

SÉRIES 
Humans (1ª temporada - season finale) ★★★½
Sense8 (1ª temporada) ★★★½
Mr. Robot (piloto) ★★★★★

LIVROS & HQs 
Encontro com Rama (Arthur C. Clarke) ★★★★
O Guia do Mochileiro das Galáxias: Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes (Douglas Adams) ★★★
Old City Blues (Giannis Milonogiannis) ★★★½

[Tag] Todo mundo gosta... menos eu

Não fui indicada por ninguém e, na verdade, nem sei se essa tag existe. Mas decidi respondê-la mesmo assim. Quem me conhece, sabe que eu sou meio do contra. Às vezes, muito raras vezes, é proposital. Mas, na maioria dos casos, eu realmente não gosto de coisas legais (ou não) que quase todos os outros gostam. Estes itens amados por todos, menos por mim, estão elencados abaixo:

Bob Esponja


De que se trata? Um desenho animado sobre uma esponja-do-mar falante, amarela, chatíssima e bem lesada. 
Por que não gosto? Não vejo graça, não vejo carisma, não vejo nada de nada e a risada dele me irrita profundamente.


[Nostalgia] Cemitério das Marcas

E finalmente eu inauguro a seção Nostalgia aqui no blog =)



Você voou com a VASP ou Varig? Teve conta no Bamerindus? Comprou na Disapel (se é do Sul), Arapuã, Mesbla ou Brasileiras? Usou o creme dental Kolynos? Tomou sorvete Yopa? Fez uma ligação pela Intelig? Melhor ainda: assistiu à Rede Manchete

Ah, quanta saudade da Manchete... =')

Se você viveu os anos 1970, 1980 e 1990, certamente não apenas ouviu falar de tudo isso, como também foi usuário destas marcas, hoje falidas (exceto pela Kolynos que, na verdade, foi comprada pela Colgate e virou Sorriso).

E, para abrir a seção Nostalgia, nada melhor do que conferir algumas das propagandas mais célebres protagonizadas por estas que hoje ocupam um lugar de destaque na nossa memória e um sepulcro no cemitério das marcas:


[Café com páginas] Videoclipes, VJs e Vinhetas Malucas



O chilique do Caetano Veloso no VMB 2004 entrou para a história, meio sem querer, por culpa de um técnico da banda do próprio artista que deixou um microfone aberto atrás do palco. Essa e outras histórias são relatadas no livro de Zico Goes cujo título é uma referência explícita ao episódio protagonizado pelo músico. A opção acertada e hilária de Zico (diretor de programação da MTV durante boa parte da trajetória da emissora) em nomear seu livro de Bota Essa Porra Pra Funcionar, deixa evidente uma das características mais marcantes da MTV Brasil: a autossátira. Como disse a ex-VJ Astrid Fontenelle no discurso de encerramento do canal em 30 de setembro de 2013: "foram 23 anos tirando sarro da gente mesmo". Foram 23 anos também de muita música, rebeldia, quebra de tabus e engajamento social. Com uma linguagem despojada, descontraída, em um tom de livro de memórias, e contando com prefácio do jornalista e ex-VJ Zeca Camargo, Zico faz um apanhado da história de uma das emissoras mais simpáticas que já tive o prazer de sintonizar na minha televisão. Mas vai ainda além, dando uma verdadeira aula de como fazer televisão e apresentando uma análise competentíssima da publicidade no país e do comportamento do jovem brasileiro.