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[Guilty Pleasures] Ships: melhores fanvideos


Aposto que você também já shippou. Que você já torceu com afinco para algum casal de filme, série, livro, HQ ou telenovela.

Bem, hoje é Dia dos Namorados, portanto, não poderia ter uma data mais apropriada para um post sobre ships de séries.

Ship é a forma pela qual os fãs se referem aos casais da cultura pop. O termo vem de relationship (relacionamento) e surgiu em meados da década de 1990 com o Ship X, designação criada pelos fãs que viam uma ligação afetiva entre Dana Scully e Fox Mulder, a brilhante dupla/casal da série Arquivo X. Enquanto alguns espectadores se preocupavam apenas com os seres estranhos que apareciam na calada da noite e davam dor de cabeça a Mulder e Scully, outros estavam mais interessados no romance entre a dupla e em quando eles iriam finalmente ficar juntos para a alegria das shippers de plantão.

Shippers, por sua vez, tratam-se das pessoas que torcem por um casal.

Há quem diga que se você não shippou Mulder&Scully, nem mesmo pode se considerar um shipper legítimo. Exageros à parte, é fato incontestável que eles foram os pioneiros. Houve outros casais de seriados que arrebataram o público antes deles, é verdade (Capitão Kirk e Spock que o digam... ainda que nem se tratasse realmente de um casal, mas ok). Entretanto, foi com o ship X que surgiu a rivalidade nos fóruns (entre shippers e noromos, que compreendem aqueles que são contra a ideia de um casal); a interação entre as shippers (incluindo os encontros de fãs, virtuais e físicos/reais); as diversas fanfics explorando o relacionamento entre os personagens; e, obviamente, o termo em si.

Mas como nem tudo é fluffy nos fandoms da vida, existe também as ship wars: quando o grupo de fãs de um determinado casal entra em conflito com outro que torce por um casal rival da mesma obra. No fandom de Lost, a principal shipper war se dava entre as Jaters (Jack e Kate) e as Skaters (Sawyer e Kate). No fim das contas, as Jaters levaram a melhor. No fandom de House a briga era entre as Huddy (House e Cuddy) e as Hameron (House e Cameron), só para citar alguns exemplos.

Confesso que já fui mais shipper. Atualmente, em muitos casos, acho que os casais acabam prejudicando as tramas dos seriados. Talvez não exatamente os ships em si que prejudiquem, mas as shippers. O pessoal que torce e morre pelo casal, que adoram se envolver nas famigeradas ship wars. Isso me desanima um pouco a acompanhar certas produções (os roteiristas, de olho na audiência que o casal gera, acabam dando ênfase demais ao romance em detrimento de outros aspectos da narrativa); ou mesmo a participar dos grupos de discussão no facebook. Isto é, tem tantas séries incríveis que contam com mitologias extremamente envolventes... Porém, as pessoas se prendem apenas aos casais.

É frustrante reduzir uma série a um ship.

De qualquer modo, eu ainda tenho meus casais favoritos e separei os melhores fanvideos em tributo a eles para comemorar o Dia dos Namorados:

[Guilty Pleasures] Saved by the Bell

Cá estou novamente! Eu sempre prometo que vou aumentar a frequência de posts e nunca cumpro com a minha promessa. Tive muitas coisas importantes pra fazer nos últimos dias, inclusive arrumar a minha coleção de quadrinhos, o que me impediu de aparecer por aqui :) 

Pra começar, gostaria de agradecer pelas visitas! Muita gente passou por aqui por conta do texto que escrevi sobre a Copa do Mundo e eu sou muito grata a todos que leram, divulgaram, concordaram e discordaram de alguns ou vários pontos (como me disseram no facebook e twitter). 

E vamos para mais um guilty pleasure!


Conhecido no Brasil como Uma Galera do Barulho (título altamente criativo e com o selo "narrador da sessão da tarde" de aprovação), a série foi transmitida no Brasil pela sensacional emissora de Silvio Santos, o SBT, no início da década de 1990. Zack Morris, o protagonista, foi um dos meus heróis de infância. Pois é. 

Bem, creio que a série dispensa apresentações. Não exatamente por ser boa (hey, pra mim era excelente! Um marco da minha infância), mas porque basta dar uma olhada na abertura que você se dá conta de que se tratava essa sitcom. Era mais uma dessas séries protagonizadas por adolescentes que não gostam de estudar, aprontam todas na escola, com muitas risadas ao fundo, personagens sem grande profundidade e poucos conflitos. Era um seriado cômico (muito melhor do que iCarly e outras porcarias similares da Nickelodeon), com alguns raros momentos mais sérios. Na verdade, quando Saved by the Bell tentava ser séria, ela ficava um tanto constrangedora. Digitem Saved by the Bell I'm so excited no youtube para descobrirem do que estou falando. E, sim, a intérprete de Jessie Spano é aquela mesma que atuou em Showgirls do Paul Verhoeven (também conhecido como o filme que arruinou sua carreira), ilustre vencedor do Framboesa de Ouro.

Sim, marcou época!

[Guilty Pleasures] My So-Called Life

Só para não deixar o mês de junho sem postagens no blog, decidi inaugurar uma nova seção que não toma muito do meu tempo para elaborar o artigo e tudo mais...

Começarei este texto da forma mais clichê possível, mas... 

Todo mundo tem um guilty pleasure, ou prazer culposo. É aquilo que você gosta, mas tem vergonha de admitir e, por isso, curte sozinho, longe de todos, trancado em seu quarto.

Na real, essa definição é uma grande mentira. Atualmente é cool admitir seu guilty pleasure especialmente nas redes sociais.

Eu admito os meus e recebo dezenas de curtidas.


Decidi inaugurar a seção com uma série que não é dos meus maiores guilty pleasures, mas como eu estava pesquisando sobre ela outro dia, passei horas vendo vídeos e lendo artigos sobre (o que culminou em um sonho meu estrelado por Jared Leto, no qual éramos presos por consumirmos substâncias ilícitas!) resolvi começar por ela.

My So-Called Life estreou em 1994 na ABC e ficou conhecida por aqui como Minha Vida de Cão quando exibida no canal pago Multishow e como Meus Quinze Anos ao ser transmitida pelo SBT. Devido à baixa audiência, foi cancelada depois de apenas 19 episódios. Dizem por aí que ela enfrentava a concorrência da já decadente Beverly Hills, 90210 (a nossa famosa Barrados no Baile) e outras séries adolescentes que proliferavam na TV americana.

O que eu curtia na série, além do fato de contar com a ótima Claire Danes (um pouco antes de Romeu + Julieta e muito antes de Temple Grandin e Homeland) e Jared Leto (em sua fase pré-30 Seconds to Mars e quando ainda nem sonhava em ter um Oscar em sua estante), era o fato de ser menos "glam" do que BH 90210. Os personagens não eram reduzidos a rótulos e os conflitos vividos pelos adolescentes de MSCL eram mais genuínos, menos histriônicos do que os de Dylan, Brenda, Kelly, Brandon e outros. Eles não eram tão bonitinhos e ricos quanto os Barrados no Baile (sério, esse título é a coisa mais bizarra ever). E tinha um tom cômico agradável também, além de tramas mais sinceras. Em uma época em que os padrões estabelecidos por BH 90210 vigoravam na maior parte dos produtos do gênero, My So-Called Life optava por fugir de estereótipos e chavões narrativos, com enredos bem elaborados e figuras cativantes, retratando os dramas da adolescência da forma mais realista possível e com um jeito único de contar a história.

Contudo, mesmo com tantos atributos, foi uma série inexpressiva e que passou despercebida pela maioria... Após o cancelamento, no entanto, se tornou objeto de culto e ganhou uma seleta fanbase.

Aonde estavam estes fãs quando a série era exibida? Mas que coisa! É por culpa destas pessoas, os fãs tardios, que Firefly e Pushing Daisies foram canceladas...

Well...

Era um bom passatempo para o domingo à tarde, especialmente para quem curtia assistir ao SBT em pleno ano de 1999, comendo pipoca junto com as irmãs mais velhas. Não tínhamos nada de mais interessante pra fazer mesmo.

Mas eis uma boa pedida. Se séries adolescentes (ainda que com mais profundidade do que a maioria) não forem de seu agrado, pelo menos vale para conferir Danes e Leto em inicio de carreira.

Eis a abertura:



E eu era a única team Brian, acho. Aliás, minhas irmãs e eu. Os fãs eram todos team Jordan, o personagem do Leto.