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[Perdida em traduções] Cinquenta tons de um relacionamento abusivo

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é traduzir. Desde pequena, eu pegava os encartes dos CDs da minha irmã, um dicionário de inglês e passava as minhas tardes traduzindo as letras de música. No começo desse ano eu fiquei feliz da vida ao encarar dois freelas de tradução. E foi por essas e outras que decidi criar esta seção de traduções livres aqui no blog. 

Por que traduções livres? Bem, porque a ideia é traduzir, mas eu também tenho um estilo de texto muito forte, então eu não vou me limitar a traduzir. Gosto de dar minha cara a tudo aquilo que escrevo ou interpreto. 

De onde surgiu o nome da seção? Do filme Lost in Translation. O nome deste filme (já tão comentado por mim) é até irônico. Os filmes costumam ganhar traduções sofríveis aqui no Brasil e em Portugal. E justo aquele que tinha como título "Perdidos em Traduções" recebeu o nome de Encontros e Desencontros por estas bandas. Tá que nem é tão ruim, mas não tem nada a ver com o original

Sem mais delongas, vamos à tradução de hoje.


[Meus Escritos] A Noite dos Zumbis: Introdução

Oba! Bora começar o ano por aqui :) 
Logo dou início à série Febre das Listas com uma retrospectiva cultural de 2016. Porém, para inaugurar os posts de 2017 aqui no Sonhos, optei pela introdução de algo que fica entre um longo conto e um pequeno romance... Ainda não me decidi. Aí está a primeira parte de A Noite dos Zumbis.

Obs.: O protagonista e narrador trata-se de um personagem masculino com uma visão um tanto limitada e, às vezes, meio ignorante das coisas...


O mundo estava cheio de gente idiota.

E a internet foi dando cada vez mais voz para gente idiota se expressar livremente. Extrapolando os limites do aceitável, desrespeitando e invadindo o espaço do outro.

Não sei se a culpa é da internet. Acho que gente idiota sempre existiu. Só não tinham onde se manifestar antes da inclusão digital.

Cada vez que eu lia uma notícia ou via um post estúpido no facebook, eu tinha o desejo enorme de que o mundo fosse resetado.

Era necessário resetar.

Então, um dia aconteceu. 

O mundo foi infestado por uma legião de zumbis que a cada dia faziam uma centena de vítimas.

Eu passava o dia todo tentando escapar deles. Ou lutando com eles, matando-os... até finalmente aprender a lidar com os zumbis. Eram os únicos amigos que me restaram. 

Foi quando finalmente parei para pensar: será que o apocalipse zumbi foi, assim, uma coisa tão ruim?

E será que eu estava sendo cruel ao apoiar a extinção de gente idiota?

Bem, era um mundo onde não fazia mais sentido possuir alguma ideologia. Você parava para tentar formulá-la e, no meio do processo, tinha o cérebro devorado por uma daquelas criaturas que não conheciam leis, limites ou sentimentos.

A vida se tornou cada vez mais escassa e preciosa para ser desperdiçada com idealizações.

Por fim, agir era a melhor coisa que se podia fazer. Mesmo que nem eu e nem qualquer outro sobrevivente tivesse a menor ideia do que se deveria fazer e de como se deveria agir.

(continua...)

[Café com páginas] Fumaça e Espelhos - Neil Gaiman


Algumas vezes, a única maneira de saber que uma história tinha acabado era quando não havia mais palavras a serem escritas.


[Quotes] O Último Reino (Série Crônicas Saxônicas)


O Último Reino (The Last Kingdom, no original, em inglês) é o primeiro volume da consagrada série literária As Crônicas Saxônicas, escrita por Bernard Cornwell, lançado no Brasil pela editora Record e traduzido por Alves Calado. O livro, em suas 364 páginas, retrata a Grã-Bretanha durante o período que compreende os séculos IX e X e o nascimento da Inglaterra como nação. A série de televisão, baseada no romance, estreou em 10 de outubro de 2015, transmitida pela BBC America dos Estados Unidos e BBC Two do Reino Unido.

O quote abaixo é do último capítulo, mas não apresenta spoilers.