O corredor também pode ser encarado como uma peça da casa ao invés de um simples local de passagem e acesso para outros cômodos. Isto é, o corredor não precisa se limitar a paredes vazias e a serem vítimas constantes do ostracismo durante o planejamento da decoração.
Nem eu mesma conheço a procedência do meu fascínio por hotéis. Mas deve vir da cultura pop. O Mistério do Cinco Estrelas de Marcos Rey era um dos meus livros favoritos na infância e, confesso, era fã daquele segmento criado por Roberto Gómez Bolaños (o Chaves) que se passava em um hotel, o Chompiras :)
O hotel onde vou me instalar, seja por um fim de semana ou por um pouco mais do que isso, é um dos itens fundamentais e que requer maior atenção nos meus roteiros de viagem. Eu sou uma pessoa bem incomum, admito. Eu prefiro a viagem em si do que o destino final. Me preocupo mais com o hotel em que vou me hospedar do que desbravar o lugar que estou conhecendo.
Somos um bando de procrastinadores irremediáveis. Uma geração que não acredita em estabilidade, que pula de uma faculdade para outra, ou se forma, mas deixa o diploma de lado para se aventurar por outra área, que detesta rotina e, portanto, não aguenta permanecer muito tempo em um mesmo emprego, quer e exige novidades, anseia por novas experiências, por inovações e experimentações, nunca está satisfeita. Porém, diante da crise financeira, da deterioração do mercado de trabalho, das expectativas desanimadoras, e do fato de sermos imediatistas, constantemente nos frustramos e adiamos sonhos, deixamos para lá, procrastinamos - nem tanto pela preguiça, mas pela falta de motivação diante de um cenário desalentador. Ora, se o futuro não me parece muito promissor, por que me preocupar em tocar um projeto agora? Em fazer algo interessante neste momento? Deixa pra depois...
Dar um jeito na nossa bagunça interna é bem complicado. E foi tentando dar um jeito na bagunça do meu quarto que parei para colocar as coisas em perspectiva e analisá-las. Organização e empenho eram o que me faltava para arrumar meu quarto. E, frequentemente, é o que falta para arrumar a vida.
Essa introdução, contudo, não faz diferença. É só um capricho de autora, a mania de florear um texto, começar de um jeito e terminar de outro... Pois, na verdade, esse post tem a intenção de oferecer dicas de como faxinar o quarto.
Passeando pelo instagram e por alguns blogs de decoração, percebi que decorações inspiradas ou que aludem a histórias em quadrinhos são tendência. Para falar bem a verdade, HQs estão na moda. Se você não escolheu um lado durante a divulgação de
Civil War (#TeamCap ou #TeamIronMan), certamente se sentiu um tanto quanto excluído da sociedade, isto é, das redes sociais.
Bem diferente de alguns anos atrás, quando me encaravam de maneira estranha nos sebos e livrarias por estar comprando quadrinhos ou quando viam as fotos da minha coleção de HQs e me perguntavam se era presente para o sobrinho ¬¬
Aparentemente, até bem pouco tempo atrás, gostar de histórias em quadrinhos ou era coisa de moleque ou coisa de criança. O fato de ser menina e já estar bem grandinha, significavam que eu não poderia ficar perdendo tempo e dinheiro com HQs, algo que não me levaria a nada... Bem, o meu artigo sobre Adaptações de Histórias em Quadrinhos para o Cinema e vários dos meus textos sobre a nona arte publicados nos meus blogs me abriram as portas para alguns freelas por aí afora que me salvaram financeiramente na segunda metade de diversos meses. Pra mim, falar de quadrinhos é algo tão natural quanto é, para a maioria dos brasileiros, falar mal do governo. Ou de futebol.
Mas eu já falei sobre
minha relação com os quadrinhos em outra ocasião. Hoje eu quero falar sobre
decoração e quadrinhos. Que sirva de inspiração para quem, assim como eu, tem vontade de decorar o quarto com itens que remetem às HQs, aderindo a uma estética
por-art:
Minha intenção, originalmente, era postar um conto sobre extraterrestres no blog. Infelizmente, não consegui terminá-lo a tempo. Na verdade, falta apenas o título. Nunca pensei que fosse tão difícil encontrar um título para um conto sobre alienígenas… Enfim, a questão é que ele não foi finalizado, portanto, ao invés do conto, decidi publicar um artigo sobre o município em que moro desde que nasci: Piraquara. Este artigo foi escrito há mais ou mesmo três anos, em 2012, durante a minha pós-graduação. Tive a ideia de postá-lo no Sonhos após a palestra de boas-vindas aos novos funcionários da Prefeitura de Piraquara (incluindo esta que vos fala), na qual o prefeito destacou o fato de o município ter crescido em meio a preconceitos por conta do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (antigo Leprosário São Roque) e o complexo penal. Pedindo licença para transcrever suas palavras: "O aeroporto de São José dos Pinhais é de Curitiba. O autódromo de Pinhais é de Curitiba. O presídio de Piraquara é de Piraquara". O fato é que isso me fez relembrar do texto que escrevi em 2012 e decidi resgatá-lo do meu HD externo. Não que alguém se importe realmente com tudo o que foi dito até agora, mas vamos ao post:
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Êêê! Bem-vindo a Piraquara, um município altamente violento.
Não garanto que você sairá vivo daqui... |
Cerca de quarenta e cinco minutos de viagem do
Berço das águas, ou
Capital das águas, até o centro da capital paranaense. Estas são expressões utilizadas para denominar
Piraquara. Contudo, para os moradores, o município é mais comumente chamado de
cidade-dormitório.
O fato de ser conhecida como berço das águas diz respeito a um elemento do imaginário popular. O mesmo quando nos referimos a ela como cidade-dormitório, pois é uma imagem de fácil associação quando é público e notório que uma grande fatia dos moradores trabalha no centro de Curitiba, ou em outros municípios vizinhos que compõem a Região Metropolitana. Mas isso não é o pior. Piraquara também é vista por muitos como uma cidade extremamente violenta por abrigar o famoso presídio e ser manchete de jornais apenas quando algum grave crime ocorre no município.