Hoje, vamos de tag! :)
1. Qual é o gênero de literatura que você se mantém longe?
Romance de banca e a evolução do gênero cujos maiores expoentes são Nora Roberts, Nicholas Sparks e Meg Cabot. Não gosto de nada meloso e nem de histórias de amor irreais demais. São tramas muito idealizadas, com personagens idealizados. Muita quimera para o meu gosto. Também não gosto de nada dessa literatura atual pseudo-erótica, com essa pegada de romance de banca, o que é chamado pela internet afora de livros hot, como esses genéricos de Cinquenta Tons de Cinza e Toda Sua. Já não gosto nada dos originais, imagina dos genéricos? Não é por questões morais (vejam, eu adoro Henry Miller), mas acho mal escritos mesmo e muito distante da realidade do que são, de fato, o amor e o sexo.
Essa nova seção é mais uma das ideias loucas que invadiu minha mente em uma madrugada insone. Inspirada pelas cenas emblemáticas do personagem
Mercúrio (
Quicksilver no original, em inglês), interpretado pelo ator
Evan Peters em
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e no recente
X-Men: Apocalypse, decidi dar início a uma série de posts apresentando as músicas prediletas dos meus personagens favoritos da ficção.
Vai funcionar da seguinte maneira: analisando o perfil psicológico dos personagens, seus costumes, hábitos, hobbies e quotes em séries e filmes, eu vou tentar montar playlists contendo aquelas que poderiam ser suas músicas prediletas, mas que o cânone [ainda] não comprovou. Como o nosso gosto musical diz muito sobre nossas personalidades, vou me basear exatamente nisso para criar as tais playlists. Sei que o negócio vai parecer um tanto quanto fanfiction, porque predileções musicais de personagens raramente são discutidas na dramaturgia (ora, qual é? música é importante na vida de todos, esse tópico deveria ser mais abordado). Todavia aquele que inaugura nossa seção já deixou bem claro que curte Jim Croce e Eurythmics, como pudemos conferir nos filmes.
Passeando pelo instagram e por alguns blogs de decoração, percebi que decorações inspiradas ou que aludem a histórias em quadrinhos são tendência. Para falar bem a verdade, HQs estão na moda. Se você não escolheu um lado durante a divulgação de
Civil War (#TeamCap ou #TeamIronMan), certamente se sentiu um tanto quanto excluído da sociedade, isto é, das redes sociais.
Bem diferente de alguns anos atrás, quando me encaravam de maneira estranha nos sebos e livrarias por estar comprando quadrinhos ou quando viam as fotos da minha coleção de HQs e me perguntavam se era presente para o sobrinho ¬¬
Aparentemente, até bem pouco tempo atrás, gostar de histórias em quadrinhos ou era coisa de moleque ou coisa de criança. O fato de ser menina e já estar bem grandinha, significavam que eu não poderia ficar perdendo tempo e dinheiro com HQs, algo que não me levaria a nada... Bem, o meu artigo sobre Adaptações de Histórias em Quadrinhos para o Cinema e vários dos meus textos sobre a nona arte publicados nos meus blogs me abriram as portas para alguns freelas por aí afora que me salvaram financeiramente na segunda metade de diversos meses. Pra mim, falar de quadrinhos é algo tão natural quanto é, para a maioria dos brasileiros, falar mal do governo. Ou de futebol.
Mas eu já falei sobre
minha relação com os quadrinhos em outra ocasião. Hoje eu quero falar sobre
decoração e quadrinhos. Que sirva de inspiração para quem, assim como eu, tem vontade de decorar o quarto com itens que remetem às HQs, aderindo a uma estética
por-art:
2004, eu estava no segundo ano do ensino médio e tinha um professor de história babaca, machista, racista, homofóbico, disfarçado de esquerda socialista e ex-militante político (uma baboseira que eu nunca acreditei de fato). Jamais aprendi uma linha sequer de história com ele, isto porque o fulano preferia dedicar os cinquenta minutos da aula a contar causos de sua vida (muitos duvidosos) e a vomitar um discurso preconceituoso. Denegrir a mulher era com ele mesmo. Não vou repetir as idiotices que ele dizia, porque já estou poluindo este espaço o suficiente ao fazer esse breve resumo de quem foi meu professor de história, mas tem um episódio que eu gostaria de relatar aqui.
Houve uma vez em que ele se manifestou fervorosamente (até demais) contra o aborto, usando o infame argumento:
- Na hora de fazer foi bom. Quando abriu as pernas, sabia o que estava fazendo, por que não se cuidou? Daí vai lá, a assassina, e mata o bebê.
Indignada, esperei que soasse a campainha sinalizando o fim da aula e, respeitosamente, o chamei até minha carteira. Meio desconfiado, pois sabia que eu era uma das muitas alunas que o odiava (mas uma das poucas que o odiava abertamente), ele veio até mim. Fiz uma pergunta a ele, já sabendo a resposta, mas a intenção era outra:
Durante muito tempo tive não apenas resistência, mas aversão a cortes de cabelo muito curtos. Creio que é porque meu pai cortava meu cabelo muito curto na infância e isso me traumatizou. Aliás, pais adoram tanto destruir o cabelo dos filhos [não intencionalmente, eu sei] que eu até acredito que esse seja um dos pré-requisitos para ser pai. Enfim, mais tarde, quando eu tinha mais ou menos 11 ou 12 anos, uma leve desatenção de minha irmã mais velha culminou em um grave incidente: ela passou a tesoura no meu cabelo que estava amarrado em um rabo de cavalo. Meu lindo cabelão que batia na cintura, agora batia, quando muito, no meu pescoço. E ele demorou exatos DOIS anos para crescer. Quando finalmente cresceu, eu prezei pelos meus cabelos longos. Não deixava que tocassem nele. Sempre pedia que cortassem no máximo dois dedos. Ele estava quase sempre pela cintura.
Demorei até arriscar um corte curto novamente. Com 16 tive coragem de cortá-lo de modo que ficou um pouco abaixo dos ombros. Mas apenas com 25 tomei a decisão de cortá-lo na altura do pescoço. E foi uma sábia decisão. Passei a ser defensora do corte feminino curto. Acho um charme, passa uma impressão maior de confiança, força e independência.
Por mais aversão que eu tivesse às madeixas curtas na adolescência, sempre admirei nas outras mulheres [aquela velha história: fica bom nos outros, não em mim]. É claro que precisa combinar com seu formato de rosto. Em algumas mulheres o cabelo curtíssimo fica melhor do que as longas madeixas.
Mãe é mãe. É incrível como todas elas tem algo em comum. Mas falo das mães de verdade, aquelas que criam seus filhos, que se importam com a educação, bem-estar e sucesso dos mesmos. Elas podem ser do tipo tradicionais ou modernas, rigorosas ou mais liberais. Podem ser do tipo que iam pra rua antes de ser modinha, em plena década de 1980, um ano após a reabertura democrática, protestar grávidas como a minha. Pois é. Que orgulho, não? Mas não importa, elas sempre vão carregar suas similaridades. Frases de mãe. Quem nunca escutou? Se não da mãe biológica, pelo menos daquela que representou o papel de mãe em sua vida.
Aí está a caneca que dei de presente de Dia das Mães para a minha mãe no ano passado [Este ano, eu dei o último filme do James Bond, uma vez que ela é fã confessa e este era o único que faltava em sua coleção]. Enfim, foi um presente bem apropriado. Repleto de frases que cansei de ouvir da minha mãe ao longo de 27 anos de vida.