Os sinais de meu nervosismo estão nos cantos de meus dedos. Tenho a repulsiva mania de mordê-los quando fico ansiosa até que fiquem em estado deplorável. Nesse ponto, me assemelho muito ao Justin Cobb, protagonista de Impulsividade, com a diferença de que ele costumava chupar o dedo... Boa parte dos diálogos de Closer parecem me definir. Me sinto solitária, ainda que em lugares enormes e em meio à multidão, assim como a Charlotte de Encontros e Desencontros. E um tanto estranha e incompreendida como Donnie Darko. Sonho em correr pelas ruas ao som "Modern Love" de David Bowie. Sou uma coletânea de cenas e diálogos memoráveis de meus filmes favoritos.
Como hoje, 24 de setembro, é meu aniversário, resolvi - assim, meio na loucura - fazer este post especial. Abaixo, resumi a minha vida em frames, gifs, quotes e personagens do cinema. Afinal, a sétima arte é uma das minhas maiores paixões e tem me guiado e orientado de certa forma nestes últimos 27 anos.
Confira a lista e parabéns para mim :)
People are strange, when you're a stranger
Faces look ugly when you're alone...
Dormir o dia inteiro. Festejar a noite inteira. Nunca envelhecer. Nunca morrer. É divertido ser um vampiro.
Houve um tempo em que os vampiros teenagers que estavam em alta no cinema eram legais. Mas isso foi na década de 1980, em Os Garotos Perdidos (The Lost Boys, 1987), um filme de Joel Schumacher, um diretor que eu não gosto muito, mas que criou este universo que dominou minha infância nos anos 1990, quando o filme se tornou um clássico da Sessão da Tarde. Adeptos de uma moda bastante extravagante, os vampiros de Os Garotos Perdidos se tornaram referência de estilo para muita gente. A verdadeira miscelânea de elementos utilizados por representantes de diferentes tribos e afunilados em um único look, poderia até soar estranho, quase bizarro, mas compunha uma moda divertida, moderninha, jovem e totalmente cool para a época. E se destaca mesmo por conta das vertentes distintas nas quais se inspirou, pela estranheza da composição, pelo visual caótico.
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| Bora mais um dia? |
Setembro começou chuvoso. Já no primeiro dia do mês, aqui onde eu moro, uma virada brusca no tempo - um plot twist climático - fez com que o sol se escondesse repentinamente e um vento forte e uma garoa constante (que não demorou para se converter em chuva) surgissem, assim do nada. Detalhe que eu inventei de ir de saia e salto alto para o trabalho. Isto quer dizer que, além de passar frio, corri o risco de escorregar nas ruas e calçadas molhadas e enlameadas no caminho de volta para casa, após o expediente.
Foram os primeiros indícios de meu suposto inferno astral.