[Café com páginas] Fumaça e Espelhos - Neil Gaiman


Algumas vezes, a única maneira de saber que uma história tinha acabado era quando não havia mais palavras a serem escritas.


[Meus Escritos] Os seus, os vivos. Os meus, os mortos - Introdução


Vagueando por entre os sepulcros do cemitério municipal, parei para refletir sobre a vida.

A ironia de se pensar sobre a vida em um lugar repleto de morte...

Meio sem querer, consultei meu repertório de referências literárias e lembrei-me de um poema de Elisa Lucinda que dizia:
A lista de mortos da gente vai aumentando com o tempo. Quando eu era pequena não tinha noção desse morre, nasce… Mesmo porque ninguém meu morria.
Ao mesmo tempo em que me lembrei de um conto de Fernando Sabino: O Homem e o Menino sobre o encontro do escritor com ele mesmo, ainda menino.

Fiquei pensando o que faria se encontrasse, ali no cemitério, a versão mais jovem de mim que adorava correr por entre as sepulturas enquanto os outros acompanhavam o funeral (ainda muito jovem para entender toda a solenidade daquela cerimônia de despedida). Meu olhar foi dos presentes naquele enterro do passado para os túmulos, hoje abandonados, e, então, conclui melancolicamente:

“Os seus, os vivos. Os meus, os mortos. Eles são os mesmos. A única coisa que os difere [e eventualmente os transforma] é o tempo”.

[Playlist + Personagem] As favoritas de Jesse Custer (Preacher)


E a série do pastor alcoólatra que apronta altas confusões ao lado de seus amigos Tulip e o vampiro irlandês, Cassidy, estreou na AMC e fez a alegria dos fãs da série oriunda dos quadrinhos.

Criada por Garth Ennis e fastasticamente ilustrada por Steve Dillon (que nos deixou recentemente), Preacher é uma road story que mescla elementos de western a uma vibe tarantinesca e acompanha Jesse Custer, o pastor, e sua jornada atrás de Deus que, curiosamente, abandonou seu posto. Para completar, é possuído por uma entidade que lhe confere o poder de ser obedecido por todos, como se sua voz fosse a própria palavra de Deus.. Publicada pelo selo Vertigo, divisão da DC Comics, entre 1995 e 2000, a série é dividida em sessenta e seis revistas - que foram lançadas mensalmente - e mais seis edições especiais, formando o número 666.

A série em live action respeita o canône, mas apresenta mudanças pontuais compreensíveis em relação à obra original - o produto final mantém a essência, mas é funcional enquanto televisão exatamente por conta dessas alterações. Desse modo traz um equilíbrio entre o gore e o caráter bizarro da HQ e uma visão mais realista dos acontecimentos, condizente com o meio ao qual foi adaptada.


Feliz Dia dos Mortos

Quarta-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, Dia dos Fiéis Defuntos, feriado para os trabalhadores descansarem e refletirem, ou não, sobre a perda dos entes queridos, sobre a jornada daqueles que se foram, dia de visitar os sepulcros daqueles que partiram para outro plano espiritual.

Coincidentemente, desde ontem a ideia de uma coletânea de contos sobre a relação de crianças com a morte vem me atormentando a ponto de eu pegar rascunhos perdidos, lê-los, revisá-los e até mesmo escrever uma introdução para este projeto no meio do trabalho. 

Talvez eu poste aqui no blog. E, depois de resgatar os contos, vá publicando aos poucos neste aconchegante espaço. 

Mas a ideia, hoje, é recomendar algumas obras que versam sobre a morte. Vamos a elas:


[Tag] Crushes fictícios: #1 Batman

Eu sou daquelas que se apaixona por personagens. E não sou a única, pode ter certeza. Eu costumo dizer que uma obra só é capaz de me fisgar se algum de seus personagens despertar a minha paixão. Do contrário, não consigo me envolver. Seja um livro, filme, série... Eu tenho que ter apreço, afeição por algum personagem. E nem precisa ser o protagonista. Geralmente são os coadjuvantes. Na maior parte das vezes aqueles que sofrem bullying por parte dos próprios roteiristas (os que mais sofrem, mais subestimados, mais deixados de lado, mais coadjuvantes por excelência).

A ideia da tag era apresentar os meus cinco crushes da ficção - os personagens por quem desenvolvi paixões platônicas. Porém, a lista é enorme. E como nutro extremo carinho e admiração por cada um dos meus amores fictícios, achei justo dedicar um post inteiro para cada um deles. E para dar início a essa série de posts, vou começar com o primeiro de todos. Aquele que despertou em mim um amor platônico antes mesmo de eu saber que essa palavra existia. 

E, por incrível que pareça, um protagonista.



[Tag] Três cenas de filmes que me representam


[A vida, o universo e tudo mais] Dias de vergonha.


Há dias em que um pouco de vergonha nos faz bem. Seja um constrangimento bobo ou um vexame de proporções épicas. Escorregar e levar um tombo no meio da rua ou se dar conta de que esqueceu o a carteira com o dinheiro em casa, bem quando você está no caixa prestes a pagar pelo produto que pegou na prateleira. Falar mal de alguém e a pessoa surgir na mesma hora, como se houvesse se teleportado ou se materializado na sua frente. Ou chamar acidentalmente um amigo pelo nome de um de seus desafetos declarados.