E as HQs continuam prevalecendo em minhas listas de leituras:

Outra das minhas aquisições na Bienal de Quadrinhos de 2016 foi A Vida Com Logan: O Mundo em Nosso Quarto de Flavio Soares. Em tom autobiográfico, o quadrinho retrata o cotidiano de um casal e seus dois filhos, Logan e Max. O primeiro possui síndrome de down, mas esse passa longe de ser o foco da obra. Para falar a verdade, se eu não tivesse assistido à mesa Quadrinhos e Inclusão (da qual o autor participou) antes de comprar a HQ, só me daria conta de que o garoto é portador da síndrome lá pela página 34. Aliás, não me daria conta. Na verdade, é nessa página que a síndrome é mencionada. Isso porque Logan é um garoto comum, com uma grande imaginação como qualquer outra criança. Talvez, sua imaginação seja um pouco mais afiada do que a dos demais. Seu universo de faz de conta é construído a partir de seu repertório. E seu repertório é composto e moldado a partir daquilo que seu pai - um viciado em cultura pop - lhe apresentou. Portanto temos ótimas, pontuais e deliciosas referências a Batman, Calvin e Haroldo, Prison Break e Indiana Jones, só para citar alguns. A série de tirinhas compiladas neste álbum nos proporciona momentos ternos e divertidíssimos, no qual podemos conferir o cotidiano de Logan e os problemas inerentes a toda e qualquer família existente, o que torna fácil (e até mesmo inevitável) a identificação e conexão com os personagens. Ter acesso a um pouquinho do que é a vida com Logan é um deleite.
Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é traduzir. Desde pequena, eu pegava os encartes dos CDs da minha irmã, um dicionário de inglês e passava as minhas tardes traduzindo as letras de música. No começo desse ano eu fiquei feliz da vida ao encarar dois freelas de tradução. E foi por essas e outras que decidi criar esta seção de traduções livres aqui no blog.
Por que traduções livres? Bem, porque a ideia é traduzir, mas eu também tenho um estilo de texto muito forte, então eu não vou me limitar a traduzir. Gosto de dar minha cara a tudo aquilo que escrevo ou interpreto.
De onde surgiu o nome da seção? Do filme
Lost in Translation. O nome deste filme (já tão comentado por mim) é até irônico. Os filmes costumam ganhar traduções sofríveis aqui no Brasil e em Portugal. E justo aquele que tinha como título "
Perdidos em Traduções" recebeu o nome de
Encontros e Desencontros por estas bandas. Tá que nem é tão ruim, mas não tem nada a ver com o original
Sem mais delongas, vamos à tradução de hoje.
Ao contrário do ano passado, este post encerra a série Febre das Listas. Mas, assim como em 2016, creio que cometi mais acertos do que erros. Vamos a eles:
"Tempos Modernos" - Lulu Santos
"Like a Prayer" - Madonna
"The Animal Song" - Savage Garden (!!)
"Try" - Pink
"Saturn" - Sleeping at Last (novamente)
Eu não vejo melhor forma de começar um ano do que ouvindo Tempos Modernos. Enquanto existe esperanças, existe motivos para levantar da cama todos os dias e seguir em frente. Like a Prayer da Madonna continua poderosa mesmo quase trinta anos após seu lançamento. Por incrível que pareça a música do Savage Garden traz alguma perspectiva e uma sensação de leveza e liberdade. Pink diz sabiamente que temos de levantar e continuar tentando. E, pelo visto, já se tornou tradição inaugurar o ano com a música mais linda da face da Terra, Saturn.
E, finalmente, a minha lista contendo os melhores e os piores filmes de 2016. Lembrando que a relação compreende os títulos que entraram em circuito nacional no ano passado, isto é, que estrearam nos cinemas de todo o país. Infelizmente, não vi tantos filmes quanto gostaria. Dediquei meu tempo mais a quadrinhos e seriados, então muita coisa ficou de fora. Vou tentar corrigir isso este ano. Mais uma vez, destaco que listas são subjetivas em essência, portanto, concordem, discordem, ignorem, mas respeitem ;)
No segundo post da série Febre das Listas, eu destaco as minhas cenas favoritas das séries em 2016 em um tradicional top 5. Lembrando que, para quem não assistiu, a relação abaixo pode conter spoilers. Clicando nas descrições embaixo das fotos, é possível conferir as respectivas cenas no youtube.
Vamos a ela:
Abaixo, elenquei as minhas leituras de 2016. Adianto que li muito mais histórias em quadrinhos e graphic novels do que livros propriamente ditos.
Primeira leitura do ano:
Primeiro volume da consagrada série literária As Crônicas Saxônicas, escrita por Bernard Cornwell, que retrata a Grã-Bretanha durante o período que compreende os séculos IX e X e o nascimento da Inglaterra como nação. Se eu pretendo ler os outros volumes da série? Definitivamente!