Páginas

sábado, 29 de outubro de 2016

[Tag] Crushes fictícios: #1 Batman

Eu sou daquelas que se apaixona por personagens. E não sou a única, pode ter certeza. Eu costumo dizer que uma obra só é capaz de me fisgar se algum de seus personagens despertar a minha paixão. Do contrário, não consigo me envolver. Seja um livro, filme, série... Eu tenho que ter apreço, afeição por algum personagem. E nem precisa ser o protagonista. Geralmente são os coadjuvantes. Na maior parte das vezes aqueles que sofrem bullying por parte dos próprios roteiristas (os que mais sofrem, mais subestimados, mais deixados de lado, mais coadjuvantes por excelência).

A ideia da tag era apresentar os meus cinco crushes da ficção - os personagens por quem desenvolvi paixões platônicas. Porém, a lista é enorme. E como nutro extremo carinho e admiração por cada um dos meus amores fictícios, achei justo dedicar um post inteiro para cada um deles. E para dar início a essa série de posts, vou começar com o primeiro de todos. Aquele que despertou em mim um amor platônico antes mesmo de eu saber que essa palavra existia. 

E, por incrível que pareça, um protagonista.


Conheci o Batman em um desenho animado bem antigo que passava no programa da Mariane (uma pseudo-Xuxa) na Rede Manchete. Na mesma época, o SBT transmitia o clássico camp, trash e multicolorido seriado de 1966, Batman, também conhecido por estas bandas como Batman e Robin. Eu sentava no colo do meu saudoso pai e me divertia horrores vendo aquela que era considerada uma paródia autorizada do personagem.

O tempo foi passando e eu fui conhecendo outras versões do Homem-Morcego. Quanto mais crescia, mais me apaixonava pelo personagem. Todo o teor sombrio de suas histórias (contrastante com aspecto cômico do seriado que me apresentou sua primeira faceta em live action), seu psicológico atormentado, sua infância trágica e a vida dupla que levava (playboy excêntrico durante o dia, herói e justiceiro à noite) me fascinavam e eu me via mergulhada na caótica e decadente Gotham City, a cidade-natal de Batman que sempre exerceu em mim uma profunda atração.


Criado por Bob Kane, o personagem fez seu début nos quadrinhos em abril de 1939, na edição de número 27 da revista Detective Comics. Na época, representava um contraponto ao Superman. Não possuía poderes especiais e seu uniforme era em tons escuros ao contrário de seu rival da mesma editora. 

Após presenciar, ainda pequeno, o brutal assassinato de seus pais na saída de um teatro, Bruce Wayne é criado por seu mordomo e tutor Alfred Pennyworth. Torna-se um adulto melancólico, frio e soturno, com uma sede implacável de justiça. Um herói forjado no estigma do morcego (o animal que o aterrorizava na infância) que atua como vigilante nas noites e madrugadas da tortuosa Gotham.


Da década de 1940 para cá, o personagem ganhou a telinha da TV em diversas animações e seriados em live action, as telas do cinema em filmes emblemáticos e outros fracassos artísticos e comerciais, jogos de videogame e linhas inteiras de produtos que vão de material escolar a action figures caríssimas.

Eis o primeiro personagem que despertou esse sentimento estranho de paixão platônica em mim. Meu primeiro crush fictício de muitos que viriam pela frente. E o único que tem uma tag só para ele no meu blog =P


Aqui um texto que escrevi para o portal Mondo Bacana em homenagem aos 75 anos do personagem em 2014: Batman - 75 Curiosidades Sobre o Personagem, a minha resenha de Batman Begins postada neste blog, e um artigo que escrevi sobre o Especial de Natal da Série Animada do Batman (um dos melhores cartoons de heróis de todos os tempos, apesar do episódio fraquinho) e que também é um dos posts mais lidos do Sonhos Empoeirados.

*Salut*

Nenhum comentário:

Postar um comentário