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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

[78 Rotações] Dublê de Corpo


"Eu não reconheço mais olhando as fotos do passado
O habitante do meu corpo
Esse estranho dublê de retratos"


Não lembro quando foi que me julguei adulta pela primeira vez. Recordo-me agora de ler um post de um amigo no facebook, dizendo que ficava chateado por não poder fazer mais determinadas coisas, exclusivamente por ser adulto. Foi então que me dei conta que temos quase a mesma idade e, bem... Eu relutei em aceitar, mas se ele é um adulto, eu também sou.

Pelo menos por fora, isto é, aparentemente... Mentalmente, não. Não mesmo.

Eu tenho um imóvel em meu nome, pago a maior parte das contas, me importo demais com o preço das coisas e me preocupo absurdamente com o futuro próximo. Ser adulto significa, muitas vezes, fazer o que não se gosta, infelizmente. Por ser necessário, por dependermos, de certa forma, exatamente daquilo de que não gostamos.

Devo mesmo ser adulta. Já que adultos costumam, via de regra, ser muito chatos e preocupados. E eu faço muitas coisas de que não gosto também.

Acho estranho me referir a mim mesma como adulta quando ainda sou cheia de manias infantis; faço contagem regressiva para estreias de filmes da Marvel (que nem existiam na minha infância, na verdade); choro com animações da Pixar e rio com as piadas saturadas e repetidas de Chaves.

Eu completei 28 anos no último dia 24 de setembro. Assim como no aniversário anterior, o desespero por estar me aproximando dos 30 e ainda não ter um rumo definido, me assaltou. Percebi também a que encaro aniversários de uma forma bem diferente do que encarava há dez anos.

sábado, 24 de setembro de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Presentes de aniversário [de grego] / O abajur


Vou começar este texto com uma declaração bastante óbvia: Todo aniversariante adora ganhar presentes. Não venha me dizer que não, todo mundo adora um mimo.

Aliás, odeio essa palavra mimo. Não a utilizem perto de mim. Tá, eu usei aqui, mas foi só porque não queria repetir a palavra presente na mesma sentença...

Enfim, o fato é que há coisas que você gosta mais de ganhar do que outras. E que você, se ainda não foi, será vítima dos famigerados presentes de grego um dia.

Eu sou a campeã em ganhar presentes de grego. E nem é porque sou muito exigente com presentes. Vejamos a minha lista de coisas com as quais eu adoro ser presenteada:

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

[Café com páginas] Metas Literárias

Hoje a sessão Café com Páginas é um pouco diferente.


Se você é o tipo de leitor que costuma estabelecer metas literárias todo começo de ano - estipulando um determinado número de livros a serem lidos por mês e ano - a fim de melhor organizar suas leituras, já deve ter se deparado eventualmente com algumas dificuldades para manter a meta. Por vezes algum problema no trabalho ou família que acaba fazendo com que você não consiga se concentrar e fique sem ler por dias; alguma viagem inesperada em que você esquece de levar o livro para ler no ônibus ou avião; muitos afazeres; muitos compromissos; muita preguiça; ou muito sono no fim da noite que te impedem de retomar ou avançar na leitura.

Aí vão algumas boas dicas para se manter dentro da meta:

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

[Escritora de Quinta] Ame-se


Ah, se amar... Se amar é bom demais. Nem sei bem por onde começar a falar sobre como é bom se amar. Estar contente e confortável com quem você é. Claro, não precisa estar totalmente satisfeito, afinal a insatisfação é que te leva a superar seus próprios limites, a encarar novos desafios, a tentar coisas novas todos os dias. Satisfação te leva ao comodismo. Mas voltando ao assunto sobre amar a si mesmo, o importante é aceitar que você é quem você é. E isso não deve mudar e nem ser algo ruim. Lembra-se daquela antiga música do Balão Mágico? Não precisa mudar. É tão lindo. Deixa assim como está. Pois é. 

Então tente. Olhe no espelho, encare seu reflexo. Há muitas coisas boas em nós que podemos usar a nosso favor. Esqueçamos por um momento dos nossos graves e desastrosos defeitos e foquemos no que há de bom em nós.

Mas enquanto você não respeitar a si mesmo e seus sentimentos, aprender a se amar será um processo árduo. Você não se respeita quando permanece alimentando relações não saudáveis. Você não se respeita, não cresce e não se ama quando permite que pessoas que você sabe que te fazem mal, continuem se aproximando e te machucando. Você não se respeita e não se ama nem um pouquinho quando não põe um ponto final em amizades tóxicas.