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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros conferidos - Outubro/Novembro/Dezembro (2014)



Aí está a minha última Bibliovideoteca do ano contendo os filmes, séries e livro que conferi durante os meses de outubro, novembro e dezembro e suas respectivas notas. Além dos vídeos em que comento os filmes Boyhood, Interstellar e Garota Exemplar e a série How To Get Away With Murder. A todos os (poucos) leitores deste (pequeno) blog, eu desejo um ótimo fim de ano e um 2015 maravilhoso em todos os sentidos! Obrigada por me visitarem ;) 



FILMES VISTOS PELA PRIMEIRA VEZ: 
Boyhood (Richard Linklater, 2014) ★★★★★ 
Interstellar (Christopher Nolan, 2014) ★★ 
Garota Exemplar (David Fincher, 2014) ★★★★ 
Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 (Francis Lawrence, 2014) ★★★½ 
O Abutre (Dan Gilroy, 2014) ★★★★ 
Livre (Jean-Marc Vallée, 2014) ★★ 
O Grande Hotel Budapeste (Wes Anderson, 2014) ★★★½
O Lobo Atrás Da Porta (Fernando Coimbra, 2014) ★★★★ 
Uma Família Em Tóquio (Yoji Yamada, 2013)  ★★★★★ 
Riocorrente (Paulo Sacramento, 2014) ★★★★½ 
O Ciúme (Philippe Garrel, 2013) ★★★½
A Imagem Que Falta (Rithy Panh, 2013)★★★★★ 

REVISÕES: 
Touro Indomável (Martin Scorsese, 1980) ★★★★ 
A Origem (Christopher Nolan, 2010) ★★★½ 
Roubando Vidas (D. J. Caruso, 2004) ★★ 
Homem-Aranha (Sam Raimi, 2002) ★★★½ 
Homem-Aranha 2 (Sam Raimi, 2004) ★★★★ 
Homem-Aranha 3 (Sam Raimi, 2007) ★★½ 
A Vila (M. Night Shyamalan, 2004) ★★★½ 
Footloose (Herber Ross, 1984) ★★★½ 
Grandes Esperanças (Alfonso Cuarón, 1998) ★★★½ 
Onze Homens E Um Segredo (Steven Soderbergh, 2001) ★★★½ 
Antes De Partir (Rob Reiner, 2007) ★★★ 
Frozen (Chris Buck, Jennifer Michelle Lee, 2013) ★★★ 
X-Men: Dias De Um Futuro Esquecido (Bryan Singer, 2014) ★★★★★ 
X-Men (Bryan Singer, 2000) ★★★½ 
X-Men Origens: Wolverine (Gavin Hood, 2009) ★★½ 
Scarface (Brian De Palma, 1983) ★★★★★ 
Segundas Intenções (Roger Kumble,1999) ★★★
Histórias Cruzadas (Tate Taylor, 2011) ★½ 
Homem De Ferro 2 (Jon Favreau, 2010) ★★★½ 
Ela É Demais (Robert Iscove, 1999) ★★★



SÉRIES VISTAS EM OUTUBRO/NOVEMBRO/DEZEMBRO: 
Gotham (1ª temporada - em hiatus) ★★★½ 
The Walking Dead (4ª temporada - em hiatus) ★★★½ 
How To Get Away With Murder (1ª temporada - em hiatus) ★★★★ 
Marvel's Agents Of Shield (2ª temporada - em hiatus) ★★★½ 
The Big Bang Theory (8ª temporada - em hiatus) ★★ 

LIVRO DO MÊS DE DEZEMBRO: 
Entremundos (Neil Gaiman & Michael Reaves) ★★★★½

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[A vida, o universo e tudo mais] FELIZ NATAL com Coringa, Batman, Robin e o resto da trupe

Hey, amigos! Como estamos?

Arranjei um modo especial (e desconcertante) de dar Feliz Natal a todos os (três) leitores deste obscuro blog.


Natal com o Coringa.

Pois é.

Eu escrevi este texto no dia 12 de junho de 2014. No dia da abertura da Copa, quando o Brasil jogou contra a Croácia. Não tava a fim de ver o jogo.

Mas qual a razão de eu estar assistindo ao especial de Natal da série animada do Batman em pleno mês de junho? Bem, isso eu já não posso explicar, pois não tenho nenhuma resposta.

Assim como esse episódio do Batman não nos dá nenhuma resposta clara de nada de nada.

Vamos lá!

domingo, 14 de dezembro de 2014

[Filme aos domingos] Encontros e Desencontros


Segundo longa-metragem da filmografia de Sofia Coppola que já havia impactado platéias com As Virgens Suicidas. Neste, Encontros e Desencontros (Lost in Translation, no original), é notória sua evolução e maturidade como cineasta. Sofia apresenta um domínio de espaço e tempo incrível e sua câmera elegante e melancólica capta a beleza da cumplicidade entre seus dois protagonistas enquanto percorre as ruas da hipnotizante Tóquio. Charlotte (Scarlett Johansson), uma norte-americana recém-graduada em filosofia, acompanha o marido workaholic em uma viagem para o Japão, onde irá realizar um trabalho como fotógrafo. No mesmo hotel que ela encontra-se hospedado um decadente ator de meia-idade, Bob Harris (Bill Murray), que está lá para gravar um comercial de whisky que vai lhe render um bom cachê. Surge uma química e conexão imediata entre os dois americanos deslocados e solitários e a história se desenrola a partir dessa interação entre eles, bem como da relação de ambos com o próprio país - uma terra de contrastes que eles exploram e desvendam um ao lado do outro. O cenário (perfeito para a trama) corrobora o clima ideal e garante o charme da película. Tanto Scarlett quanto Murray estão inspirados e a cena final coroa perfeitamente um filme belo em cada fotograma com um sussurro inaudível para terceiros.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[Screencap] Her

Hi, I’m here!

O nome da seção é screencap, mas eu não pude resistir em postar gifs do filme Her dirigido por um dos meus cineastas preferidos, Spike Jonze. Mas esse é um dos prós de se ter um blog pessoal. Você pode subverter os próprios padrões e paradigmas estabelecidos para ele. Afinal, se eu pudesse definir o Sonhos Empoeirados em uma palavra, esta seria idiossincrasias. Há uma coleção delas por aqui.

Her que, por incrível que pareça, recebeu o título de Ela no Brasil (ao invés de algum título mais eloquente, como sempre acontece por estas bandas), é um filme de 2013, estrelado por Joaquin Phoenix e pela voz (isso mesmo!) de Scarlett Johansson, que narra o improvável romance entre um homem solitário e a voz de seu sistema operacional. Ganhou merecidamente o Oscar de Melhor Roteiro Original dentre outras indicações e prêmios. 


“Às vezes acho que já senti tudo que eu deveria sentir. E que, de agora em diante, não sentirei mais nada novo. Somente versões menores do que eu já senti".


"Se apaixonar é uma loucura. É como uma forma socialmente aceitável de insanidade"


terça-feira, 11 de novembro de 2014

[A vida, o universo e tudo mais] Alguns fatos sobre mim

A minha foto favorita
Nome completo: Andrizy Schwartz Bento

Data de nascimento: 24 de setembro de 1988

Sou blogueira desde 2006, quando criei o meu primeiro blog em uma plataforma que não existe mais. Não lembro qual era o link, mas o estranho título era A Dama do Caos. Nele, eu me arrisquei a postar as minhas primeiras resenhas críticas de cinema, além de crônicas e poesias de minha autoria. O A Dama do Caos era um embrião do Sonhos Empoeirados.

Em 2007, ao lado de algumas amigas da faculdade, criei um blog destinado a postar bobagens que encontrávamos na internet (dentre vídeos e letras de músicas bregas), além de brincadeiras que apenas nós e um grupo seleto éramos capazes de compreender. Como era lotado de piadas internas, só fazia sentido pra gente.

Em 2008 minha irmã, um amigo e eu inauguramos o Bloggallerya que, devido a falta de tempo e nosso envolvimento com outras redes sociais como o twitter, durou apenas cinco meses, mas permanece (inativo) no ar.

Em 2009, com meu grupo de cinema da faculdade, criamos o In Quadro, como parte do nosso projeto de audiovisual. Nele, postamos resenhas críticas de filmes e o diário de bordo das nossas produções (remakes e curtas-metragens).

Em 2011 retomamos o Bloggallerya em um novo endereço que, orgulhosamente, permanece no ar até o presente momento. Além do trio inaugural, já contamos com cerca de dez colaboradores e sempre estamos em busca de novos membros que curtam a arte de blogar. O blog destina-se a postagem de artigos sobre cinema, literatura, seriados, quadrinhos, música e cultura pop em geral.

Nota-se que cinema é um dos meus assuntos favoritos. Mesmo antes de entrar para a faculdade de jornalismo, cursar a pós-graduação em Comunicação, Cultura e Arte e ter aulas e oficinas sobre o tema. Já naquela época eu gostava de ler (especialmente nas antigas revistas de cinema do meu pai) e assistir a programas de televisão relacionados à sétima arte. Comecei a ler textos opinativos sobre filmes na internet em 2006 e os websites Omelete, A Galáxia (extinto), Filmes do Chico e Kollision eram meus favoritos e meus guias nesse universo.

Mas são coisas que todos que já passaram pelo meu blog e/ou que me conhecem pessoalmente e das redes sociais sabem a meu respeito. Assim sendo, decidi responder a um questionário de 75 perguntas para me apresentar melhor.

Antes, porém, a foto que me define de certa forma... minha coleção de X-Men, que apesar de parecer irrelevante e perda de tempo pra muita gente, é uma parte fundamental minha. Estranho, né? Mas há hobbies que nos tornam pessoas melhores e mais legais :)



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

E o povo elegeu o ódio para representá-lo...


Quando a Copa do Mundo acabou, muitos disseram que havia chegado ao fim a Copa das Copas. Um exagero, claro. Mas, de fato, havia chegado ao fim a Copa da diversão, dos memes, da criatividade difundida nas redes sociais. Como eu disse no texto mais lido deste pequeno blog, a Copa das zoeras, do "incomparável humor brasileiro".

A Copa passou e chegou o momento de se preocupar com quem iria governar o país.  No começo deu gosto de ver o quanto o povo estava participando, se empenhando em apresentar argumentos válidos e consistentes, defendendo seus pontos de vista - já antecipando que esta seria a eleição presidencial mais disputada da história desde 1989... Até o momento em que as pessoas se renderam ao fanatismo cego e passaram não só a defender com unhas e dentes partidos e candidatos como se eles fossem santos, como a insultar quem ousasse discordar, quem desse uma opinião contrária. 

Radicalismos, de qualquer espécie, nos tornam ignorantes. Extremismo nos torna cegos. Só aceitamos as nossas verdades; fazemos vista grossa e fechamos os olhos para qualquer aspecto negativo; passamos a acreditar naquilo que queremos acreditar, mesmo que se tratem de rumores infundados, inverdades, flagrantes mentiras.

Portanto, é com alívio que digo que chegaram ao fim as Eleições do preconceito, da arrogância, da intolerância, da misoginia, do culto ao ódio, da xenofobia, da homofobia. Acabou a Eleição da falta de respeito e de educação, dos insultos, da agressividade, das ofensas aos amigos, aos próximos, aos familiares. 

Bem, será que acabou mesmo?

Às pessoas que tanto clamaram por mudanças, digo apenas que não adianta e jamais irá adiantar mudar o presidente se o povo não muda, se permanece com a mesma mentalidade mesquinha, retrógrada e arrogante. Se as pessoas não reveem seus conceitos e não fazem um mínimo de esforço em deixar a ignorância de lado, o país não anda pra frente. Muito pelo contrário, só retrocede.

Um breve resumo das Eleições 2014
A principal mudança deve partir de nós. A mudança no país começa com a nossa mudança de atitude. Enquanto não aprendermos a respeitar e aceitar que nem todas as pessoas pensam como nós, reeleger ou eleger um novo presidente não fará grande diferença. 

Fica o desejo de que, numa próxima, tenhamos mais maturidade e respeito para lidar com as opiniões contrárias às nossas sem partir para a baixaria que dominou as redes sociais nos últimos meses, sem partir para a agressividade. Não há debate quando não há tolerância e educação. Não há discussão de ideias quando, ao invés de se recorrer a argumentos, recorremos a insultos e provocações.

Aceitemos as opiniões divergentes. Desejemos aos nossos amigos um bom voto. Que tenhamos em mente que cada um vota em quem quiser. O nosso dever é respeitar as escolhas dos outros e é nosso direito exigir respeito às nossas escolhas também.

Temos que dar e ser o exemplo. Reclamar de corrupção ao mesmo tempo em que nos mostramos xenófobos e racistas, nos torna hipócritas. Xenofobia e racismo são crimes assim como corrupção. Não adianta pedir por igualdade e um Brasil melhor quando nós mesmos não respeitamos o nosso próximo. Não adianta reclamar da educação no país se nós somos mal-educados nas redes sociais e no dia-a-dia, se não vemos problema nenhum em agir como perfeitos ignorantes. 

Liberdade de expressão é uma coisa. Intolerância é outra bem diferente. Discurso de ódio não é opinião.

Que nossa amizade e respeito estejam acima de ideologias políticas. 

Para evoluir como eleitores, precisamos primeiramente evoluir como seres humanos.

Nós somos a mudança.

*Salut*

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros conferidos - Agosto/Setembro (2014)



Postando com atraso (bota atraso nisso) os vídeos em que comento os filmes, séries e livro (no singular mesmo) conferidos durante os meses de agosto e setembro. Mais abaixo estão relacionados todos os filmes que vi e revi durante esses dois meses, bem como as séries e a leitura do mês,  e suas respectivas notas.



FILMES VISTOS PELA PRIMEIRA VEZ
The Rover (David Michôd, 2014) ★★
Hawking (Philip Martin, 2004) ★★★
A Bela e a Fera (Christophe Gans, 2014) ★★★
Impulsividade (Mike Mills (II), 2005) ★★
Tatuagem (Hilton Lacerda, 2013) ★★
Sangue Negro (Paul Thomas Anderson, 2007) ★★★
A Imigrante / Era Uma Vez em Nova York (James Gray, 2013) ★★½
Flor do Deserto (Sherry Horman, 2010) ★★½

REVISÕES:
Guardiões da Galáxia (James Gunn, 2014) ★★
Hairspray - Em Busca da Fama (Adam Shankman, 2007) ★★
As Patricinhas de Beverly Hills (Amy Heckerling, 1995) ½
Wall-E (Andrew Stanton, 2008) ★★
Um Grande Garoto (Chris Weitz, Paul Weitz, 2002) ½
Lembranças (Allen Coulter, 2010) 
Dirty Dancing - Ritmo Quente (Emile Ardolino, 1987) 
Os Três Mosqueteiros (Stephen Herek, 1993) 
Chinatown (Roman Polanski, 1974) ★★½
Ghost - Do Outro Lado da Vida (Jerry Zucker, 1990) ½


SÉRIES VISTAS EM AGOSTO/SETEMBRO: 
House of Cards - 1ª temporada ★★★★★ 
Gotham - Piloto ★★★½ 

LIVRO DO MÊS DE SETEMBRO: 
A Guerra dos Tronos - As Crônicas de Gelo e Fogo - Vol. 1 (George R. R. Martin) ★★★★½

terça-feira, 30 de setembro de 2014

[Screencap] Anti-Herói Americano


Anti-Herói Americano (originalmente American Splendor) é um filme de 2003, dirigido por Shari Springer Berman e Robert Pulcini e baseado na série de histórias em quadrinhos independentes de mesmo nome, American Splendor, criada pelo saudoso Harvey Pekar (1939 - 2010). A obra autobiográfica foca nas frustrações do cotidiano. O longa inspirado na HQ de Pekar combina ficção com cenas documentais e sequências em animação. Foi o vencedor do Festival de Sundance de 2003, além de conquistar o prêmio da crítica na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes no mesmo ano e ser indicado ao Oscar de melhor roteiro adaptado em 2004. Abaixo, dois quotes geniais:


"Why does everybody have to be so stupid?"
"Por que todo mundo tem que ser tão estúpido?" - é uma das primeiras frases ditas no filme. Eu me pergunto o mesmo, Harvey...


"Eu não sou forte o bastante. Eu não sei como ser positivo" - Eu também não.

Harvey Pekar me representa!

Anti-Herói Americano está na minha lista de 26 filmes que me marcaram.

domingo, 28 de setembro de 2014

[Filme aos domingos] Ghost - Do Outro Lado da Vida


Graças ao maravilhoso projeto do Cinemark, de exibir filmes clássicos nos cinemas da rede, minha irmã e eu já tivemos a oportunidade de conferir alguns de nossos títulos favoritos na telona, no meio para o qual eles foram originalmente destinados. Dessa forma, pudemos realizar o sonho de ver Laranja Mecânica, Taxi Driver, Pulp Fiction e Chinatown no cinema. Assim que foram anunciados os filmes que fariam parte da terceira temporada do Clássicos Cinemark, minha irmã e eu fomos correndo conferir para já deixar os domingos livres de quaisquer outros compromissos a não ser sentarmos em bem selecionadas poltronas e curtir um ótimo filme na tela grande. Para a nossa surpresa, o inesperado sucesso assinado por Jerry Zucker, vencedor de dois Oscars em 1991 e reprisado incansáveis vezes na Sessão da Tarde, Ghost - Do Outro Lado da Vida, fazia parte da lista. E esse é simplesmente o filme favorito da minha mãe. Obviamente ela não pensou duas vezes e, na sexta-feira, já tínhamos os ingressos em mãos. Ainda que estivéssemos bastante cansadas devido à comemoração atrasada do meu aniversário ontem, sábado - que se estendeu para bem depois da meia-noite - decidimos sair de casa em um domingo de ruas mortas e enfrentar uma pequena viagem de cerca de 45 minutos até o centro de Curitiba para realizar um dos sonhos da minha mãe: ver Ghost no cinema.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

[Listas] 26 anos, 26 filmes

Hoje eu completo 26 anos. E fico feliz em dizer que 2014 está me saindo melhor do que a encomenda. Para um post de aniversário aqui no blog, tive a ideia de fazer uma lista com os 26 filmes que me marcaram de uma maneira ou de outra. Tem filmes incríveis nessa seleção, bem como outros que muitos consideram apenas razoáveis. Mas listas são subjetivas e alguns dos títulos que integram esta que fiz hoje podem ser imperfeitos em inúmeros aspectos, mas são especiais para mim ;)

Farei uma lista composta apenas por longas nacionais em breve.


26 - Blade Runner
25 - Sangue Negro
24 - Gritos e Sussurros
23 - O Sol Por Testemunha
22 - Anti-Herói Americano
21 - Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
20 - Sin City


19 - Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
18 - Oldboy
17 - Batman Begins
16 - Encontros e Desencontros
15 - A Lula e a Baleia


14 - A Dupla Vida de Véronique
13 - Donnie Darko
12 - X-Men 2
11 - Gravidade
10 - O Show de Truman


9 - 2001: Uma Odisséia no Espaço
8 - Elefante
7 - Pulp Fiction
6 - Os Sonhadores
5 - Closer 


4 - Embriagado de Amor
3 - A Caça
2 - Laranja Mecânica
1 - Janela Indiscreta

Menções honrosas: Frances Ha, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, Cidade dos Sonhos, Corpo Fechado, As Virgens Suicidas, A Partida, Em Chamas, Kill Bill: Vol. 2, Cães de Aluguel, Apocalypse Now, Drácula de Bram Stoker, Ela, Os Suspeitos, A Bela e a Fera (1947)

domingo, 14 de setembro de 2014

[Filme aos domingos] Elefante


Baseado em fatos reais, Elefante narra a história de dois jovens que, cansados de aceitar passivamente o bullying de que são vítimas na escola, revoltam-se, encomendam armas, e retornam ao colégio armados da cabeça aos pés para executar friamente diversos alunos. Antes disso, porém, enquanto ambos aguardam a chegada de suas armas em casa e planejam o assassinato em massa, Gus Van Sant registra um dia comum na vida de alguns dos estudantes que frequentavam o colégio. Os estereótipos mais tradicionais de high-school movies americanos aparecem na tela e pedem nossa atenção: as patricinhas, o atleta, a garota impopular e que tem problemas com a própria aparência. A câmera nas costas dos personagens os segue pelos corredores do colégio como se eles fossem alvos, de uma maneira quase traiçoeira. A natureza violenta dos dois jovens assassinos não é justificada por conta da influência de jogos de videogame ou simpatia com Hitler que ambos demonstram em determinados momentos do filme. Estes artifícios não são utilizados para explicar seus comportamentos e, sim, como uma espécie de escape ou hobby que eles possuem, talvez até mesmo para aplacar as suas frustrações. Van Sant se preocupou tanto em dar uma atmosfera documental para sua obra que o seu elenco é composto realmente por estudantes de uma escola situada em Portland e, para dar mais realismo, eles utilizam os próprios nomes. O que torna a obra crível e o resultado ainda mais impactante do que seria se fosse com atores conhecidos e nomes fictícios. Van Sant equilibra certa sutileza e elegância na abordagem e forma (especialmente quando narra os antecedentes do crime) com a brutalidade e crueza do conteúdo. Excelente filme de um diretor que por vezes tropeça em sua carreira, mas que faz filmes memoráveis, representativos e de qualidade narrativa e visual inquestionáveis para compensar seus equívocos. Quando Van Sant acerta, faz um filme como Elefante, digno de revisitas.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

[78 Rotações] Hoje eu joguei tanta coisa fora... ♫


♫ Hoje eu joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim 

Estes são os primeiros versos da canção Tendo a Lua da banda brasiliense Os Paralamas do Sucesso. O compositor e líder da banda, Herbert Viana, descreveu precisamente como é a minha vida uma vez por semana. Eu estou sempre fazendo limpezas gerais no meu quarto. E tem quem se pergunte: precisa mesmo fazer isso toda semana? Bem, precisa. Quase sem perceber, vou acumulando coisas inúteis, dentre papéis, garrafinhas d'água ou suco, envelopes, embrulhos de presente, tubos de caneta, latas e caixas. Volta e meia encontro algum aparelho eletrônico antigo e que já não uso há eras. Vou juntando tudo em sacolas de plástico, separando o que é reciclável do que não é, para depois depositar na enorme caçamba de lixo que fica à direita do portão do meu condomínio. 

Depois que termino a limpeza e a arrumação, gosto de dar uma boa olhada no meu quarto e constatar como Herbert Viana estava certo: o meu quarto fica bem melhor assim, sem as coisas antigas e inúteis que estavam se acumulando em um canto qualquer do meu guarda-roupa, em alguma prateleira da estante, nas gavetas que eu passo dias sem abrir. 

Outro ponto positivo de fazer limpezas gerais e me livrar das coisas velhas é o fato de que sempre encontro dinheiro perdido pelos meus bolsos e bolsas. Desde moedas de valor quase insignificante até o cúmulo de uma nota de cinquenta reais. Como é possível esquecer notas de cinquenta reais em um bolso de um velho casaco e nem sentir falta? Eis uma pergunta, dentre tantas outras, para a qual eu não tenho uma resposta.

A verdade é que tenho uma incrível facilidade para me desapegar de coisas. É uma pena não ter a mesma facilidade quando se trata de pessoas. Já devo ter comentado em algum lugar (se não deste blog, pelas minhas redes sociais) que sou do tipo que dá chances demais às pessoas mesmo quando elas me magoam e decepcionam constantemente. Perdoo um sem-número de vezes. Passo anos tolerando mentiras, chantagens emocionais, e escondendo que sei que a pessoa fala mal de mim pelas costas com suas amigas que me detestam de graça. 

Esqueço que pessoas que falam mal de todo mundo para mim, com certeza devem falar mal de mim para todo mundo. 

Valorizo demais o que já vivi com aqueles que me desapontaram. É muito difícil simplesmente apagar da memória que tivemos um passado, uma história, coisas legais que partilhamos. Então, opto pela decisão mais complicada: a de tentar sufocar as mágoas e decepções que a pessoa me provocou. Tentar valorizar as coisas boas que vivemos juntas em detrimento das ruins que ela me fez passar e sofro em silêncio.

Um erro terrível. Pois o ser, se aproveitando desta minha característica que fica numa tênue linha (ou corda bamba) entre a qualidade e o defeito, só tende a piorar. Sabe que vai ser perdoado, mais dia menos dia, então continua a fazer o que sabe que vai me machucar de uma forma ou de outra. 

Amigos leais e verdadeiros me dão chacoalhões o tempo todo: como você, que eu julgava uma pessoa inteligente e madura, consegue ser tão boba e ingênua?

Não sei. Tenho uma fraqueza incompreensível quando se trata de relacionamentos que são uma via de mão única. E estes, estão sempre ali, com suas palavras bonitinhas, mas mentirosas. Suas falsas declarações de afeto nas redes sociais.

Mas embora eu leve anos para me desfazer destas pessoas e tirá-las definitivamente da minha vida, uma hora isso acaba acontecendo. Sei que o processo é lento, mas mesmo eu, o cúmulo da tolerância, em algum momento me farto de ser o saco de pancadas. Quando finalmente desapego, não olho mais para trás, é um adeus definitivo. Evito pensar nelas, nas coisas boas que vivi com elas, nos momentos e demonstrações de afeto que julguei verdadeiros, mas não passaram de puro interesse ou conveniência. Eu realmente excluo da minha vida.

Grande coisa, não é? Depois de tudo o que passei, tomar uma atitude destas nem pode ser considerado algo admirável. É, sinceramente, um ato tardio. 

A canção dos Paralamas sempre serve como trilha para minhas limpezas gerais, sempre embalando as minhas arrumações. Não se trata nem de ser inevitável, é automático mesmo cantar esses primeiros versos (com os quais dei início a este post) cada vez que arrumo meu armário, minhas estantes, a cabeceira da cama, a mesinha do computador... 

Porém, ontem, ao notar que, desprovida de qualquer sentimento de tristeza ou nostalgia, joguei fora cartas, cartões e fotos de pessoas que foram embora, aliás, que eu mandei embora (ainda que tardiamente), percebi que dei um salto. Talvez eu tenha realmente evoluído. Ou me tornado mais fria... Alguma vez, aquelas cartas e fotos já me fizeram sofrer (por mais cafona que essa frase tenha soado). ontem só consegui ver uma compilação de mentiras e mais mentiras que me pegaram despreparada para uma súbita gargalhada que surpreendeu a mim mesma. 

Foram para o lixo. Sem dor. Sem amor. Sem qualquer outro sentimento. Apenas a sensação de alívio e de alegria por não sofrer desnecessariamente por quem nunca de fato gostou de mim.

Ontem compreendi melhor a música dos Paralamas... Joguei tanta coisa fora... Cartas e fotografias, gente que foi embora... a casa fica bem melhor assim. Não se trata apenas de jogar coisas fora, mas nos livrar também das lembranças de quem foi embora. Não daqueles que partiram e deixaram aquela saudade dolorosa que nos apanha em momentos inesperados, em uma hora qualquer do dia - aqueles pelos quais faríamos qualquer coisa para tê-los ao nosso lado novamente. E, sim, daqueles que foram embora porque não tiveram uma nova oportunidade (depois de tantas desperdiçadas). Aqueles que foram por não saberem valorizar e retribuir o companheirismo, a parceria, a amizade que ofertamos tão genuína e honestamente um dia.

O quote do filme Closer fica martelando em minha cabeça: Eu teria te amado pra sempre. Mas como não houve reconhecimento e valorização, a minha vida fica bem melhor assim.


domingo, 17 de agosto de 2014

[Filme aos domingos] A História de Stephen Hawking


Interessante, ainda que superficial retrato da vida do físico teórico britânico Stephen Hawking. O maior trunfo desta produção de 2004, realizada pela BBC, é a presença de um excelente Benedict Cumberbatch (pré-Sherlock) em uma interpretação sensível do cosmólogo. O filme retrata alguns dos momentos cruciais da vida de Hawking, em um recorte preciso - desde o diagnóstico da doença que o acometeu ainda aos 21 anos, a Esclerose Lateral Amiotrófica (doença degenerativa que causa paralisia motora progressiva e irreversível) até a demonstração da validez da Teoria Geral da Relatividade proposta por Einstein, contando com o auxílio do professor de Cambridge, Roger Penrose. O filme ainda aborda passagens de sua vida acadêmica, a difícil convivência com a doença e o início de seu romance com Jane Wilde, que viria a ser sua primeira esposa. Bem elencado e cuidadoso na reconstituição da época, essa produção feita especialmente para a televisão e dirigida por Philip Martin, apresenta uma ótimo equilíbrio entre ficção e realidade, jamais pecando pelo excesso de melodrama, ou por soar didática demais.

Outro filme baseado na vida do cosmólogo intitulado A Teoria de Tudo, dirigido por James Marsh e estrelado por Eddie Redmayne e Felicity Jones, está previsto para estrear nos cinemas brasileiros em 22 de janeiro do ano que vem.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

[Bibliovideoteca] Séries, livros e hq's conferidos - JUNHO/JULHO (2014)


Como prometido, aí está o vídeo em que comento as séries, livros e hq's lidos em junho e julho. E, mais abaixo, as notas:



SÉRIES VISTAS EM JUNHO/JULHO:
The Big Bang Theory 5ª temporada ★★★
The Big Bang Theory 6ª temporada ★★★½
The Big Bang Theory 7ª temporada ★★½
Marvel: Agents of Shield 1ª temporada ★★½
Game of Thrones 4ª temporada ★★
Flash (piloto) 

LIVROS E HQ'S LIDOS EM JUNHO/JULHO:
O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman) ★★½
Batman: A Piada Mortal (Alan Moore e Brian Bolland) ★★★

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

[Bibliovideoteca] Filmes vistos e revistos - JUNHO/JULHO (2014)


Olá! Como estamos? =)

Eu vou muito bem, os últimos dias foram realmente muito agradáveis. Dentre as várias coisas que fiz (e deixei de fazer), dei início ao meu vlog destinado a indicações de filmes, séries, livros e HQs. Aí está o link do meu canal: https://www.youtube.com/user/DrySB e abaixo o meu primeiro vídeo no qual eu comento os filmes que vi durante os meses de junho e julho. Ainda mais abaixo, no post, estão relacionados todos os filmes que vi e revi nos dois últimos meses e suas respectivas notas.


FILMES VISTOS PELA PRIMEIRA VEZ
Guardiões da Galáxia (James Gunn, 2014) ★★★
Tudo Por um Furo (Adam McKay, 2013★★★½
Depois de Lúcia (Michel Franco, 2012) ★★★
Academia de Vampiros (Mark Waters, 2014) 
Vidas ao Vento (Hayao Miyazaki, 2013) ★★½

REVISÕES:
Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976) ★★½
Pulp Fiction (Quentin Tarantino, 1994) ★★★
Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971) ★★★
Jogos Vorazes (Gary Ross, 2012) ★★★½
Intrigas (Davis Guggenheim, 2000) ★½
Monstros S/A (Peter Docter e David Silverman, 2001) ★★★½
X-Men 2 (Bryan Singer, 2003) ★★★
X-Men: O Confronto Final (Brett Ratner, 2006) ★★★
X-Men: Primeira Classe (Matthew Vaughn, 2011) ★★★
Homem de Ferro (Jon Favreau, 2008) ★★★
Paprika (Satoshi Kon, 2006) ★★★
O Senhor do Anéis - A Sociedade do Anel (Peter Jackson, 2001) ★★½
O Senhor dos Anéis - As Duas Torres (Peter Jackson, 2002) ★★
O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei (Peter Jackson, 2003) ★★★

No próximo post: séries, livros e hq's conferidos em junho e julho
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★ = ruim
★★ = regular
★★★ = bom
★★★★ = ótimo
★★★★ = excelente
½ é o que fica pelo caminho...

sexta-feira, 25 de julho de 2014

[Guilty Pleasures] Saved by the Bell

Cá estou novamente! Eu sempre prometo que vou aumentar a frequência de posts e nunca cumpro com a minha promessa. Tive muitas coisas importantes pra fazer nos últimos dias, inclusive arrumar a minha coleção de quadrinhos, o que me impediu de aparecer por aqui :) 

Pra começar, gostaria de agradecer pelas visitas! Muita gente passou por aqui por conta do texto que escrevi sobre a Copa do Mundo e eu sou muito grata a todos que leram, divulgaram, concordaram e discordaram de alguns ou vários pontos (como me disseram no facebook e twitter). 

E vamos para mais um guilty pleasure!


Conhecido no Brasil como Uma Galera do Barulho (título altamente criativo e com o selo "narrador da sessão da tarde" de aprovação), a série foi transmitida no Brasil pela sensacional emissora de Silvio Santos, o SBT, no início da década de 1990. Zack Morris, o protagonista, foi um dos meus heróis de infância. Pois é. 

Bem, creio que a série dispensa apresentações. Não exatamente por ser boa (hey, pra mim era excelente! Um marco da minha infância), mas porque basta dar uma olhada na abertura que você se dá conta de que se tratava essa sitcom. Era mais uma dessas séries protagonizadas por adolescentes que não gostam de estudar, aprontam todas na escola, com muitas risadas ao fundo, personagens sem grande profundidade e poucos conflitos. Era um seriado cômico (muito melhor do que iCarly e outras porcarias similares da Nickelodeon), com alguns raros momentos mais sérios. Na verdade, quando Saved by the Bell tentava ser séria, ela ficava um tanto constrangedora. Digitem Saved by the Bell I'm so excited no youtube para descobrirem do que estou falando. E, sim, a intérprete de Jessie Spano é aquela mesma que atuou em Showgirls do Paul Verhoeven (também conhecido como o filme que arruinou sua carreira), ilustre vencedor do Framboesa de Ouro.

Sim, marcou época!

sábado, 12 de julho de 2014

[A vida, o universo e tudo mais] Na alegria e na tristeza, na vitória e na derrota


Meu pai costumava dizer que o humor brasileiro é incomparável. Ele era muito bem-humorado. E supersticioso quando o assunto era futebol. Viu o Brasil ser cinco vezes campeão em Copas do Mundo; em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Sempre vestindo sua jaqueta da sorte nas finais que o país disputou - a qual ele não tirava enquanto o capitão da seleção não erguesse a taça. Às vezes penso que o fato de nossa seleção nunca mais ter ganho o Mundial, tem a ver com a ausência de meu pai e sua jaqueta da sorte... Brincadeiras à parte, ele também viu o Brasil perder para o Uruguai  dentro de casa em 1950, e ser derrotado na final contra a França em 1998. Ao longo dos anos, viu o Brasil ser consagrado como o país do futebol; o país com o maior número de títulos em Copas do Mundo. E até imagino como ele receberia esse placar de 7x1; a derrota mais humilhante que sofremos na história do torneio. Primeiro, ele ficaria revoltado com a inércia dos jogadores em campo, criticaria a falta de atitude, de preparo, de concentração. Depois, como o bom brasileiro que era, certamente iria rir de cada piadinha feita nos meios de comunicação nacionais acerca do histórico vexame da Seleção Brasileira.

Ele estava certo quando dizia que o brasileiro é dono de um humor incomparável. Podemos rir dos outros, mas rimos muito mais de nós mesmos. Mas não é aquele humor autodepreciativo dos britânicos. A gente ri da nossa desgraça e dos nossos fracassos como uma forma de superação. Sabemos que nunca adiantou sentar e chorar. Então vemos o lado engraçado da coisa. Não nos colocamos para baixo. Apenas mantemos em mente que só seria trágico se não fosse cômico. E que sempre tem uma próxima vez. Primeiro rimos, depois tentamos de novo.


Chorar não vai nos trazer o hexa. Nem se revoltar, protestar queimando bandeiras ou culpar o governo pela derrota em campo. 

É muito mais divertido e saudável exorcizar nossos fantasmas desabafando do nosso jeito irreverente nas redes sociais. Obviamente, ignorando os conservadores do facebook que acham que tudo é culpa do PT e curtindo a liberdade que o twitter nos oferece, rindo com os companheiros virtuais e encarando tudo com bom humor. Rir é o melhor remédio. Espanta aquilo que nos assombra e também faz bem à saúde. E o melhor é que o povo das redes sociais não perde tempo. Vou repetir aqui o que eu disse no meu mural do FB: 

Orgulho de ser brasileira! Única nação que perde de 7x1 e faz as melhores piadas das redes sociais. Os alemães não pensariam em sacadas tão geniais quanto as nossas! #ChupaMundo

Tenho certeza que nenhum outro povo tem a agilidade e criatividade que o brasileiro tem na hora de tirar sarro de si mesmo. E isso que nos faz únicos. Nosso timing cômico, o improviso, as sacadas rápidas e inspiradas. Podem dizer o que quiserem de nós, mas somos  um povo espirituoso.


Afinal de contas, são tantos problemas, um leão por hora e um dragão por dia para matar, que não dá para levar as coisas tão a sério, nem se frustrar por qualquer motivo ou desistir diante de qualquer adversidade que apareça em nosso caminho. Temos mais é que levantar a cabeça e seguir em frente dando uma boa gargalhada.

Claro que não há como generalizar, pois sempre tem aqueles que partem para a ignorância, como eu já citei. Por exemplo, os que colocam a culpa na Dilma, que nem estava em campo. O governo tem muitos problemas. Tanto o atual quanto os anteriores. E ouso dizer que os anteriores tinham muito mais problemas do que o atual. E esta afirmação é baseada em fatos, estudo e pesquisa e não achismos ou preconceito. Mas o governo não tem nada a ver com Copa do Mundo. 

Quanto a queimar bandeiras como forma de protesto, não me surpreendo, mas não deixa de ser uma estupidez tamanha. Não me surpreendo porque a maioria das pessoas só enfeita suas casas e automóveis com bandeiras do Brasil em época de Copa, passando a impressão de que apenas são brasileiros quando a seleção está em campo e, claro, vence a partida. Porém, vexame maior do que perder de 7x1 para a Alemanha em uma semifinal do evento esportivo mais assistido do mundo, é queimar a bandeira do país quando esta nada tem a ver com futebol. A bandeira representa a nação, não a seleção. A bandeira é o símbolo do nosso país, não de uma empresa.


Entretanto, ano passado vi casos de falso patriotismo ainda piores e mais graves. Nunca vou esquecer das manifestações de junho de 2013 por uma série de fatores. E, infelizmente, um deles é o falso patriotismo. Eu não sabia se ria ou lamentava a participação de tantos que, antes da onda de protestos, só sabiam criticar o Brasil; aqueles que diziam que nada prestava neste país, que queriam mais é que afundasse mesmo, que não se importavam com a própria terra em que nasceram, tornando claro - e com muito orgulho - seu complexo de vira-lata. Muitos que nunca sequer estiveram fora do Brasil, ou que o máximo que fizeram foi visitar a Disney e, mesmo assim, achavam que tinham autoridade e conhecimento suficiente para dizer que qualquer outro país era melhor, e como era "muito melhor viver nos Estados Unidos", quando não viram quase nada além de Mickey, Pateta e fogos de artifício por lá. O discurso mudou repentinamente durante as manifestações. Por conta da atenção que o assunto recebeu da mídia e de toda a repercussão que gerou, estas mesmas pessoas que passaram a vida desancando o país em que nasceram, começaram a comprar cartolinas e fazer cartazes para protestar. O motivo? O amor à pátria e a preocupação que sentiam com o amado e idolatrado Brasil. Pior ainda, participaram dos protestos mais vazios, sem sentido e sem propósito. Aqueles contra a corrupção, organizados por fascistas pró-armamento, nos quais cantaram a plenos pulmões o Hino Nacional e se autoproclamaram antipartidaristas... Tamanha a alienação destas pessoas.

Mas nem me espanto - depois de passarem a vida afirmando e reafirmando na internet que eram americanizadas mesmo e se posicionando sempre contra o Brasil, participar das manifestações para estas pessoas nem tinha a ver com ser brasileiro com muito orgulho, com muito amor. Elas apenas queriam se sentir parte de algo, tentar entrar para a história, poderem dizer no futuro para seus filhos e netos "eu estava lá". Em suma, queriam apenas aparecer, se mostrar, fazer exposição de suas patéticas figuras.

Queimar bandeiras após uma partida de futebol constrangedora foi ridículo e estúpido, mas não é a única demonstração de falso patriotismo que podemos apontar.


De qualquer maneira, minha crença no ser humano se fortalece quando percebo que, nas redes sociais, especialmente no twitter (reduto de brasileiros donos de dedinhos inquietos, muitos chamados de ativistas de sofá), as pessoas procuram rir da derrota, mas se sentem envergonhadas mesmo de atitudes como esta, destes "protestos" vazios e sem sentido. E se expressam com muita dignidade, afirmando que são Brasil na vitória e na derrota. E que estarão lá torcendo por um terceiro lugar. Não há mais nada que possamos fazer, afinal.

Fazendo um balanço geral daquela terça-feira cinzenta, podemos resumi-la em uma palavra: decepção. E são inúmeros os motivos. Perdemos em casa, de goleada. Nunca sofremos uma derrota tão dura quanto esta. Mas poderia ser pior; poderíamos não ter feito aquele único gol quase no fim da partida e perdido de 0. O jogador alemão, Miroslav Klose, ultrapassou Ronaldo e agora é o maior artilheiro de todas as Copas, com 16 gols. Mas poderia ser pior; poderia ser um argentino, nossos eternos inimigos no futebol. E o recorde dos recordes: a seleção da Alemanha fez os cinco gols mais rápidos da história do Mundial - em apenas 29 minutos de partida.

...

Bem, estou encontrando dificuldades em pensar em algo que seja pior do que isso, mas vejam o lado cômico: se é pra ser derrotado e humilhado, que seja registrado no Guinness Book. E tem isso também:


Eram tantos gols, que se fez necessária a barrinha de rolagem. Preciso de uma imagem para ilustrar o que senti quando vi isso:


E, convenhamos, eles podiam ter dado um jeitinho de forma a não precisar da constrangedora barra de rolagem:


No terceiro gol da Alemanha, eu já estava chorando. De rir. Gargalhando mesmo, porque parecia brincadeira. 

Este pode ter sido o nosso maior vexame em Copas, mas não foi o primeiro e nem o único que passamos.

Como eu mencionei anteriormente, o Brasil já perdeu em casa, em 1950, quando sediamos o Mundial pela primeira vez. E na final, contra o Uruguai.

Em 1998, perdemos outra final. Desta vez, para os donos da casa, a França. A palavra "amarelou" ficou na boca do povo durante muitos e muitos meses. E que gosto amargo aquela derrota deixou. Um telejornal até fez um clipe dos momentos vexatórios com o tema musical de Titanic.

Na Copa de 2006, a vergonha pode não ter sido, assim, tão grande. Mas a nossa seleção, que havia conquistado o penta quatro anos antes, só chegou até às quartas de final e com Roberto Carlos arrumando a meia enquanto a bola rolava no gramado em direção ao gol. Esse fato rendeu piadas para o ano todo. E olha que, naquela época, twitter nem existia. Mas os programas humorísticos e chargistas de plantão não perderam tempo.


Em 2010, as redes sociais já bombavam. E a virada da Holanda contra o Brasil nas quartas de final foi um dos assuntos mais comentados. O Brasil estava ganhando de 1x0 no primeiro tempo. No segundo, os dois gols da Holanda nos eliminaram do Mundial.

E eu jurando que o Brasil podia fazer o mesmo com a Alemanha desta vez. Mas no terceiro gol, eu perdi totalmente as esperanças e fui para o twitter e facebook, rir e tirar um sarro com a galera.

Uma hora ou outra, mais dia menos dia, o trágico placar do jogo de terça deixará de ser o tópico principal, de ser meme do facebook, de ser piada em 140 caracteres no twitter. Não vai ser totalmente esquecido, mas teremos outros assuntos para comentar e zoar.


Eu só espero que tenhamos aprendido a lição. Afinal, se a nossa seleção chegou aonde chegou, foi por uma questão de sorte. E, para aqueles que não acreditam nesta palavra, tudo bem. Posso usar outra: vantagens. Tivemos várias. Com aquela seleção, eu acho impressionante termos conquistado um lugar entre os quatro primeiros. E não é questão de antipatriotismo, mas não merecíamos o título desta vez. Tínhamos dois bons jogadores: Neymar e Thiago Silva. O primeiro fazia gols, e também é habilidoso, fez boas jogadas individuais. Já o segundo é realmente um bom zagueiro e não há como contestar. David Luiz tem seus méritos também. E Júlio César fez o que podia. Se destacou quando defendeu dois pênaltis na partida contra o Chile nas oitavas de final. Porém, não pôde fazer muito no jogo contra a Alemanha, ficando sem muitas oportunidades de defesa. Tínhamos alguns talentos, é verdade. Mas era uma equipe que não funcionava em conjunto. Não havia entrosamento. O que víamos em campo era uma total ausência de sintonia entre os jogadores e nenhuma boa tática, nenhum preparo. Se eu passei a Copa inteira reclamando de erros bobos  da nossa seleção (como toques de bola que nem eu erraria), nessa semifinal, então... os jogadores brasileiros pareciam baratas tontas que, após o primeiro gol dos adversários, entraram em desespero, se desestruturaram de vez. Eles simplesmente não sabiam jogar juntos.

[E olha que entendo pouquíssimo de futebol. Meu interesse pelo esporte só desperta de quatro em quatro anos. E quando desperta, até porque, depois do penta, eu não liguei muito para as Copas de 2006 e 2010. E atribuo o meu escasso conhecimento ao meu pai. Este, sim, passava horas falando de futebol como um especialista. Mas posso dizer que tenho experiência em vexames esportivos. Minha dupla de vôlei, no colégio, ficou em último lugar e já joguei uma partida de tetris na qual eu não fiz nenhum ponto... Tetris conta como esporte? Whateva, mesmo assim nada se iguala ao 7x1].

Havia outras opções para se assistir na hora do jogo...

O país do futebol apresentou um futebol muito feio. E não acho que teria sido assim tão diferente se Thiago e Neymar estivessem em campo. Provavelmente perderíamos de 4x2. E, convenhamos, uma seleção não pode se resumir a apenas dois jogadores. Todos ali são profissionais e tinham o dever de jogar bem. Mas não jogaram. Ficou claro o quão dependente este time era dos dois citados. E esse foi o grande erro.

Também não vejo motivo para crucificá-los em praça pública. Os meninos desapontaram em todos as partidas, mas, no fundo, parece que estavam cientes disso. Até onde vi, os piás eram todos simpáticos, humildes e gente boa. E o fato de perderem feio não me fez mudar meu pensamento sobre eles. Especialmente o David Luiz que é um cara legal e que eu acho que ainda tem muito a mostrar.


No entanto, isto não significa que não podemos rir. Não acho que demonstrar senso de humor diante desta tragédia esportiva é desrespeitar os jogadores. Não acho que tirar sarro seja sinônimo de antipatriotismo. Bora superar, galera. E nada melhor do que superar com bom humor.

Esta pode não ter sido a Copa das Copas. Pelo menos não para o povo brasileiro. Mas foi a Copa das zoeras. Como meu pai dizia, do "incomparável humor brasileiro". Rimos muito, nos divertimos bastante. E agradeço, sem sombra de dúvidas, ao pessoal que faz parte das minhas redes sociais. Vocês trouxeram frescor, opiniões respeitosas e um cômico show de criatividade para minhas timelines. Por essas e outras que essa Copa foi tão legal ;)

Os Simpsons previram...
E sempre tem a próxima, uma nova chance. A verdade é que aprendemos muito com cada fracasso. As derrotas são necessárias. Se apenas vencêssemos sempre, nos julgaríamos por cima da carne seca e nos acomodaríamos. E é na acomodação que reside o perigo. Vencer sempre nos torna arrogantes, mesquinhos e seres humanos repelentes com um pavoroso complexo de superioridade. Pelo contrário, as derrotas nos fazem perceber nossos erros, o que e como podemos melhorar.

Quem sabe, da próxima, para reparar o supracitado vexame desta Copa, não nos tornamos, enfim, hexacampeões? Não foi o que aconteceu depois da derrota para a França em 1998? Não conquistamos o penta em 2002? Quem sabe?


Não há razões para entristecer. O Brasil é o único país que participou de todas as 20 edições da Copas do Mundo realizadas até agora. Também é o maior vencedor do torneio, com cinco títulos. Isso, ninguém tira de nós.

E aposto que enquanto eu escrevia este post, a Alemanha fez mais 7 gols.


Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor

*Salut*

Fonte das imagens: twitter / youpix