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domingo, 23 de outubro de 2016

[Tag] Três cenas de filmes que me representam



Quero Ser Grande (Penny Marshall, 1988)



Esta é um símbolo da minha infância. Responsável pela primeira indicação de Tom Hanks ao Oscar, o filme acompanha a história de um garoto que, diante de uma misteriosa máquina cigana em um parque de diversões, pede para ser grande. E como se trata de Hollywood, seu desejo é atendido; na manhã seguinte, ele acorda como um adulto. A emblemática sequência em que Tom Hanks dança sobre o piano gigante ao lado do saudoso Robert Loggia, tocando com os pés "Chopsticks" e "Heart and Soul" é o clássico majoritário da minha vida.

Frances Ha (Noah Baumbach, 2012)



Já teci alguns comentários sobre o filme por aqui. Um ótimo ensaio sobre a recusa em crescer, a obrigação de fazê-lo e as dificuldades enfrentadas no início da vida adulta. Me identifico demais com Frances. Especialmente por ser daquelas que abrem mão de certas oportunidades de crescimento pensando nos outros, esquecendo-se que os outros jamais farão isso por mim. E estão certos. Você deve depositar suas esperanças de um futuro promissor em você mesmo e não anular-se em favor dos demais; você deve apostar na sua felicidade e não ver a felicidade dos outros como prioridade e se deixar em segundo plano. Cruel, mas é verdade. Sobre a cena do filme que me representa: é impossível não se sentir contagiado ao ver Frances correr e dançar (com passos desajeitados de uma bailarina desengonçada) pela rua ao som de Modern Love do David Bowie após receber uma boa notícia. Dá vontade de sair pela rua e reproduzir essa cena.

Easy A: A Mentira (Will Gluck, 2010) 



Esse simpático exemplar de filme adolescente que recupera o estilo e charme das comédias teenagers dos anos 80 (inclusive, este faz diversas referências a clássicos da época, como Clube dos Cinco, Curtindo a Vida Adoidado e Namorada de Aluguel), traz a adorável e talentosa Emma Stone encabeçando o elenco no papel de Olive. Na trama, a protagonista conta uma mentirinha para a melhor amiga na escola e acaba sendo ouvida por uma religiosa radical que espalha o boato aos quatro cantos do colégio. Isso faz com que Olive se torne popular, mas de uma maneira negativa, sendo vista como uma garota "vulgar" e "fácil". A cena mais divertida do filme (dentre tantas) é a aquela em que Olive recebe um cartão musical com a "pior música da história", segundo ela, "Pocketful Of Sunshine". Acontece que, depois de abrir o cartão, não consegue tirar da cabeça a música-chiclete que a acompanha durante todo o fim de semana enquanto ela faz tarefas rotineiras. Me identifico demais com a cena, especialmente porque tive meu momento Olive e "Pocketful Of Sunshine" depois de ouvir "Hello" da Adele. Assim como a personagem de Emma Stone, depois de um fim de semana inteiro com a música na cabeça e entoando seus versos ao almoçar, tomar banho e arrumar meu guarda-roupa, na segunda-feira, ela já era o toque do meu celular.

*Salut*

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