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terça-feira, 30 de junho de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Junho (2015)


FILMES
Peter Pan (P.J. Hogan, 2003) Revisão ★★★½ 
Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (Steven Spielberg, 1981) Revisão ★★★½ 
Os Pássaros (Alfred Hitchcock, 1963) Revisão ★★★★ 

SÉRIES
Game of Thrones (5ª temporada - season finale) ★★½
Humans (piloto) ★★★
Dark Matter (piloto) ★★

LIVROS
O Guia do Mochileiro das Galáxias: A Vida, O Universo e Tudo Mais  (Douglas Adams) ★★★
MTV Bota Essa P#$* Pra Funcionar (Zico Goes) ★★★

sexta-feira, 26 de junho de 2015

[Fashionismo nerd] Sobretudo na cultura pop


Vem chegando o verão, o calor no coração…

Mentira! É hora de tirar esse clássico da Marina Lima da playlist, porque o inverno está aí. Agora é momento de repetir o lema da Casa Stark de Game of Thrones: "The winter is coming". O que é outra flagrante mentira, visto que o inverno começou há dias...

Bem, por estas bandas não faz muita diferença, já que em Curitiba são 360 dias de inverno rigoroso e nos cinco que restam vivemos uma combinação de todas as estações, de modo que somos obrigados a usar todo o nosso guarda-roupa (dentre trajes de calor e frio) na mesma semana. Quando é ano bissexto, no 366º dia faz sol, mas chove pela tarde. 

Exageros à parte, o fato é que chegou a hora de tirar o tradicional sobretudo de dentro do guarda-roupas. Amo sobretudos. Tenho um de couro que é o meu xodó. Provavelmente a peça que eu mais uso e sem a qual eu não vivo:

quarta-feira, 17 de junho de 2015

[Café com páginas] Uma fangirl sem criatividade



Fangirl 


Como uma entusiasta do universo das fanfics - até mesmo meu trabalho de conclusão de curso da faculdade abordou esse tema - e tudo que diz respeito ao conceito de cultura do fã, fui com altas expectativas ler Fangirl da escritora Rainbow Rowell. No entanto, não apenas me decepcionei, como esta pode ser considerada a minha segunda pior leitura de 2015, perdendo o posto de campeã somente para A Caça de Andrew Fukuda. Poucas vezes a sentença contendo o neologismo internético "queria desler" fez tanto sentido. A premissa é interessante, mas o desenvolvimento é fraquíssimo. O livro narra a história de Cath, uma garota que leva a vida de fã muito a sério. Ela é completamente aficionada por Simon Snow (uma série de livros fictícia) e seu mundo, praticamente, gira em torno disso. Ela tem pôsteres por todo o quarto, já leu e releu os livros, possui camisetas da série e também escreve fanfictions slash de Simon Snow. Cath tem uma irmã gêmea, Wren, que, assim como ela, também já foi muito fã de Snow. Mas chegou uma hora em que Wren decidiu simplesmente deixar o fandom para trás e viver mais sua própria vida. A história tem início quando as duas estão ingressando na faculdade e Cath vai escolher entre fazer amizades e viver novas experiências, ou ficar trancada no quarto do dormitório escrevendo fanfic. Fangirl é bobo, pueril, com uma narrativa tão ingênua que incomoda a cada novo parágrafo. A protagonista é irritante e desprovida de qualquer carisma. Espero que as pessoas que, por ventura, venham a ler este livro, não pensem que toda escritora de fanfics é tão antissocial e chata quanto a personagem central de Fangirl. E alguém pode me responder se Simon Snow era pra ser uma sátira de Harry Potter? Se era, ótimo. Agora, se não era... transformou-se em uma paródia involuntária. Todas as passagens que apresentam trechos de Simon Snow ou são constrangedoras, ou simplesmente massantes. Me deu vontade de pular essas páginas diversas vezes. Sem falar dos títulos dos livros fictícios de Snow. Falta imaginação, energia criativa, aquela centelha de inventividade. Rainbow Rowell não sabe dialogar com seu público; não sabe retratar a geração das redes sociais, aplicativos e hashtags sem parecer forçada e superficial. A execução da ideia carecia de uma autora que soubesse representar melhor este universo tão divertido da fanculture. Há alguns poucos quotes muito bons. Mas creio que é o único mérito que posso apontar deste desastre literário. Uma pena. Minhas sinceras desculpas a quem curtiu o livro, porém eu o achei fraco, raso, esquálido e desprovido de imaginação e criatividade. Leitura sofrível.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

[Guilty Pleasures] Ships: melhores fanvideos


Aposto que você também já shippou. Que você já torceu com afinco para algum casal de filme, série, livro, HQ ou telenovela.

Bem, hoje é Dia dos Namorados, portanto, não poderia ter uma data mais apropriada para um post sobre ships de séries.

Ship é a forma pela qual os fãs se referem aos casais da cultura pop. O termo vem de relationship (relacionamento) e surgiu em meados da década de 1990 com o Ship X, designação criada pelos fãs que viam uma ligação afetiva entre Dana Scully e Fox Mulder, a brilhante dupla/casal da série Arquivo X. Enquanto alguns espectadores se preocupavam apenas com os seres estranhos que apareciam na calada da noite e davam dor de cabeça a Mulder e Scully, outros estavam mais interessados no romance entre a dupla e em quando eles iriam finalmente ficar juntos para a alegria das shippers de plantão.

Shippers, por sua vez, tratam-se das pessoas que torcem por um casal.

Há quem diga que se você não shippou Mulder&Scully, nem mesmo pode se considerar um shipper legítimo. Exageros à parte, é fato incontestável que eles foram os pioneiros. Houve outros casais de seriados que arrebataram o público antes deles, é verdade (Capitão Kirk e Spock que o digam... ainda que nem se tratasse realmente de um casal, mas ok). Entretanto, foi com o ship X que surgiu a rivalidade nos fóruns (entre shippers e noromos, que compreendem aqueles que são contra a ideia de um casal); a interação entre as shippers (incluindo os encontros de fãs, virtuais e físicos/reais); as diversas fanfics explorando o relacionamento entre os personagens; e, obviamente, o termo em si.

Mas como nem tudo é fluffy nos fandoms da vida, existe também as ship wars: quando o grupo de fãs de um determinado casal entra em conflito com outro que torce por um casal rival da mesma obra. No fandom de Lost, a principal shipper war se dava entre as Jaters (Jack e Kate) e as Skaters (Sawyer e Kate). No fim das contas, as Jaters levaram a melhor. No fandom de House a briga era entre as Huddy (House e Cuddy) e as Hameron (House e Cameron), só para citar alguns exemplos.

Confesso que já fui mais shipper. Atualmente, em muitos casos, acho que os casais acabam prejudicando as tramas dos seriados. Talvez não exatamente os ships em si que prejudiquem, mas as shippers. O pessoal que torce e morre pelo casal, que adoram se envolver nas famigeradas ship wars. Isso me desanima um pouco a acompanhar certas produções (os roteiristas, de olho na audiência que o casal gera, acabam dando ênfase demais ao romance em detrimento de outros aspectos da narrativa); ou mesmo a participar dos grupos de discussão no facebook. Isto é, tem tantas séries incríveis que contam com mitologias extremamente envolventes... Porém, as pessoas se prendem apenas aos casais.

É frustrante reduzir uma série a um ship.

De qualquer modo, eu ainda tenho meus casais favoritos e separei os melhores fanvideos em tributo a eles para comemorar o Dia dos Namorados:

sábado, 6 de junho de 2015

[Meus escritos] Cartão de Visitas (ou Crônica de uma Visita Não Anunciada)

"Os roteiristas de Arquivo X estavam mesmo certos. A verdade está lá fora..."

Para ouvir lendo: "Side" by Travis




Por mais clichê que isso possa soar, se tratava mesmo de um belo dia, realmente bonito e ensolarado, quando os extraterrestres resolveram invadir a Terra. Eu acordei, olhei pela janela e lá estavam eles. Se achando os donos do pedaço. Como se tivessem todo o direito de estacionar em nosso território e fazer um passeio turístico por estas bandas.
Eu esperava que eles fossem apenas turistas.
A ideia de eles ficarem, conviverem conosco e, posteriormente, nos controlarem, era assustadora (uma vez que é sabido que eles possuem inteligência superior e até mesmo dons especiais. Pelo menos foi o que os filmes de Steven Spielberg me ensinaram. E eu confio plenamente em Spielberg. O cara é um Deus do cinema. Ele é para o cinema o que Beethoven é para a música. Desculpem-me por minhas referências simplistas, mas eu não sou conhecido por ter um amplo repertório... bem, deixem-me continuar com meu relato antes que eu perca o fio da meada).

Assim que as famílias sem graça e sem sal dessa vizinhança morna, pacata, tranquila, enfadonha e chata demais, se deram conta das naves espaciais aterrissadas nos quintais de suas propriedades, trancaram todas as portas e janelas. Alguns passaram a espiar por entre as frestas das cortinas, outros correram para se esconder debaixo de suas camas e mesas.
Ridículo.
Está certo que nosso conhecimento acerca de extraterrestres é baseado apenas no que vimos no cinema americano. Mas não é possível que exista no universo um povo tão ou mais atrasado do que nós. Não, Deus não seria assim tão sacana. Se é que ele existe realmente...