Páginas

domingo, 21 de maio de 2017

[Perdida em traduções] Dez filmes famosos que surpreendentemente falharam no teste de Bechdel


Tradução livre do texto originalmente publicado no site Film School Rejects: 

O teste de Bechdel, se você não está familiarizado com o termo, é um ponto de referência para filmes desenvolvido por Alison Bechdel em 1985. Para um filme passar no teste de Bechdel, ele precisa conter uma coisa: uma cena na qual duas ou mais personagens femininas (que possuam nome) tenham uma conversa (isto é, um diálogo na qual as duas participem ativamente) sobre qualquer coisa, exceto homens. Qualquer coisa, mesmo que seja algo estereotipadamente feminino, como compras ou sapatos. Pode até mesmo ser sobre fezes de um cachorro. Não importa.

Parece simples, não é? Então pode ser um tanto chocante descobrir que de 2.500 filmes analisados, cerca de metade apenas passou no teste. E, para ser claro, passar não significa que o filme é bom ou ruim. Falhar no teste não significa que o filme é mau ou anti-mulheres, ou mesmo que passar faz do filme uma obra fortemente feminista. É apenas para fazer as pessoas pensarem a respeito da questão de gênero e como isso é apresentado nos filmes. De fato, o exemplo que Bechdel deu de filme que passou no teste é Alien, unicamente porque Ripley e Lambert tem uma breve conversa acerca do alienígena (vamos ignorar o fato de que o alien é um monstro peniano andante, e que isso foi antes dos Xenomorphos estabelecerem os sexos – as Rainhas não foram introduzidas na franquia até o filme de 1986, Aliens – O Resgate).

Mas ainda assim, surpreende descobrir que alguns dos filmes mais populares de todos os tempos falharam no teste e frequentemente por razões que você, talvez, nunca tenha considerado.

terça-feira, 9 de maio de 2017

[Meus Escritos] Pílulas #2


Você pode fazer um milhão de coisas boas, mas cometa um único deslize e é por ele que você será lembrado. As pessoas não estão interessadas em reconhecer seus acertos, elogiar suas virtudes ou agradecer por suas gentilezas e préstimos. Elas esperam que você cometa erros para poder julgá-lo, que tenha defeitos evidentes para que possam comentá-los, que perca a cabeça e seja grosseiro para que possam crucificá-lo.

Escrito em 06 de abril de 2011.

 ^___^
(@_@)
(^^^^^)
/ '''''' \

sábado, 29 de abril de 2017

[Café com páginas] Contos do Dragão (Parceria Editora Draco)


O Sonhos Empoeirados agora é parceiro da Editora Draco. Para quem não sabe, a Draco tem o maior acervo digital de contos, os #ContosdoDragão, uma coleção de e-books na qual são publicados contos de autores nacionais e lusófonos em versão single. Por vezes, esses contos integram antologias publicadas pela editora, outros são independentes delas. A Draco acredita que essa é uma ótima maneira dos leitores conhecerem novas histórias e novos autores, e também de promover a literatura nacional e os escritores estreantes.

domingo, 23 de abril de 2017

[Fashionismo nerd] Lisa Carol Fremont (Janela Indiscreta)


Há quanto tempo eu não posto um novo artigo nesta seção! Deve fazer mais de um ano. Afinal, escrever sobre moda permanece um desafio para mim, uma vez que não é realmente a minha praia. Mas vamos ao fashion icon de hoje, aliás, Grace Kelly não poderia faltar por aqui ;)

Janela Indiscreta é um thriller americano de 1954, dirigido pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock e, possivelmente, um dos meus filmes favoritos do diretor (embora seja muito difícil selecionar um favorito de sua filmografia). Estrelado por James Stewart e Grace Kelly, o longa acompanha o fotógrafo L. B. Jeffries (Stewart) que, entediado, após quebrar a perna e ter de ficar de molho em casa, em seu apartamento em Greenwich Village, passa a espiar os vizinhos com o auxílio de binóculos de sua janela. O que era para ser uma passatempo descompromissado, ainda que antiético, acaba se transformando em um intrincado mistério a ser resolvido, quando Jeff passa a suspeitar que um dos vizinhos assassinou a esposa. Há vários indícios de um homicídio e, ao lado da namorada Lisa (Kelly), e da enfermeira Stella (Thelma Ritter), ele se propõe a investigar, acompanhando o desenrolar dos fatos da janela de seu apartamento.

Paralelamente à investigação do assassinato, Lisa tenta convencer Jeff a se casar com ela, mas o fotógrafo está relutante. Ele garante que ambos são de mundos muito diferentes. Ela é uma glamourosa modelo e editora de uma revista de moda que usa vestidos caríssimos vindos direto de Paris. Enquanto ele, tem um estilo bem simplório não apenas de se vestir, mas de viver. Lisa é persistente e, também, muito inteligente para uma personagem da sexista Hollywood da década de 50 (Hollywood continua sexista, mas naquela época era ainda mais). Ela tem um papel relevante na resolução do mistério, arriscando a própria pele ao invadir o apartamento do suposto assassino. Ao final da película, ela aparece trajando jeans comuns, recostada no sofá do apartamento de Jeff, como se desse a entender que abdicou de seu estilo para viver ao lado dele Mas, enquanto o fotógrafo dorme, Lisa deixa de lado seu exemplar de Além dos Altos Himalaias e abre uma edição da famosa revista de moda Harper's Bazaar, mostrando que permanece sendo a mesma Lisa de sempre.

sábado, 15 de abril de 2017

[Café com páginas] Blacksad

"Há um monte de clichês sobre nós, gatos. Um deles é que possuímos nove vidas. A verdade é que eu nunca realmente quis descobrir se isso era verdade ou não".

Descobri Blacksad em uma lista anticonvencional de melhores graphic novels de todos os tempos. Uma que, sabiamente, não incluía nem Watchmen, nem Sandman e nem V de Vingança. Estas estão presentes em todas as listas que elencam o crème de la crème da nona arte e, para falar a verdade, não precisam ser citadas toda vez. Há um universo vasto de graphic novels excelentes e pouco divulgadas que merecem ser descobertas e lidas. E Blacksad, roteirizada por Juan Diaz Canales e ilustrada, pintada e arte-finalizada por Juanjo Guarnido é um desses títulos. 

A princípio, confesso que senti um pouco de preconceito. Animais antropomórficos? A primeira coisa que me veio à cabeça foram as animações de Hannah Barbera. Mas essa impressão logo se dissipou assim que me deparei com a primeira página. A arte é realmente fabulosa. O primeiro volume da HQ intitulado Em Algum Lugar Entre as Sombras, traz o gato detetive John Blacksad investigando o assassinato de uma bela atriz com quem já teve um affair no passado. Curioso notar que se a história contasse com personagens humanos, provavelmente seria pra lá de manjada. Afinal, é um mote já saturado das típicas tramas noir. Mas ao utilizar a metáfora do mundo animal a fim de fazer paralelos com a natureza feroz, de violência e criminalidade das megalópoles, a obra acerta em cheio. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

[Escritora de Quinta] Atualmente, a tua mente...


Nossa mente é um lugar estranho. Praticamente inabitável. Arrisco dizer que é o mais perigoso dos lugares para se viver. Uma área de extremo risco. E se ela é uma terra fértil, pior ainda. Maquinamos planos malignos que jamais ousamos colocar em prática. Idealizamos sonhos sem mover uma palha sequer para concretizá-los. Desejamos pessoas que estão diante de nós, ou geograficamente muito distantes, fantasiamos e as transformamos em objetos de nossos pensamentos pecaminosos. Planejamos discursos que não verbalizamos. Engendramos ardis, vinganças, paranoias que nos sufocam, nos constrangem, nos aprisionam, nos preocupam à toa, que tiram nosso sono, que nos fazem enfiar uma faca nos pulsos ou meter uma bala na cabeça.

sábado, 25 de março de 2017

[Café com páginas] Mensagens Para Você - Cartas Inesquecíveis do Cinema

Eu nutro interesse e admiração por livros epistolares, embora não tenha lido muitos do gênero em minha trajetória como leitora – algo que pretendo corrigir. Nessa era em que as informações correm na velocidade da luz, são acessíveis para todos aqueles que possuem um smartphone ou um notebook ao alcance dos dedos e mensagens são trocadas com um imediatismo surpreendente, as cartas ainda são a mais poética forma de comunicação entre duas pessoas. Esqueça as correntes e os bons dias nos grupos da família no whatsapp. A aura lírica e o encanto quase enigmático das cartas superam qualquer rede social ou aplicativo moderno.

Dá para acreditar que, nos anos 1990, que nem estão assim tão longe, as pessoas ainda se correspondiam por meio de epístolas? Muitos não tinham telefone em casa (era caro instalá-los e mantê-los), e tinham de se contentar em esperar com ansiedade a chegada do carteiro que depositava a correspondência na caixinha do correio. Hoje, ainda aguardamos sua vinda com ansiedade, mas para receber nossas encomendas da Amazon e do AliExpress.

Mensagens Para Você – Cartas Inesquecíveis do Cinema de Mariza Gualano é um livro que reúne algumas das cartas mais famosas, belas, alegres e tristes do cinema. A ideia do livro é muito bem sacada e a execução não decepciona. Tanto a seleção de cartas quando o projeto gráfico são de encher os olhos. Daqueles livros para se ler em uma tarde e manter na estante e no coração pelo resto da vida. 

quinta-feira, 16 de março de 2017

[Escritora de quinta] Textão sobre dicas para ser feliz


Você quer ser feliz? Não leia os comentários. Nem de sites, nem de blogs, nem do youtube. Muito menos dos portais de notícias. Há pessoas venenosas, inventando histórias. Pessoas que dispõem de muito tempo ocioso para elaborar mentiras e proclamar maldades. Provavelmente, elas estão numa pior, sem emprego, não estudam e ainda não conheceram a Netflix. Por isso estão postando comentários amargos e cruéis pela internet afora.

domingo, 12 de março de 2017

Títulos Nacionais de Filmes Estrangeiros - Oscar 2017

Inspirada por uma das minhas últimas leituras, o Perdidos na Tradução, de autoria do professor e tradutor Iuri Abreu, que fala sobre os títulos nacionais de filmes estrangeiros, decidi analisar os nomes que os filmes que concorreram à categoria principal, a de melhor filme, no Oscar deste ano, receberam por estas bandas. Já de cara não é preciso analisar muito para perceber que a febre do subtítulo acometeu as distribuidoras na hora de lançar os longas em território brasileiro.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

[Café com páginas] A Vida Com Logan: O Mundo em Nosso Quarto


E as HQs continuam prevalecendo em minhas listas de leituras:

Outra das minhas aquisições na Bienal de Quadrinhos de 2016 foi A Vida Com Logan: O Mundo em Nosso Quarto de Flavio Soares. Em tom autobiográfico, o quadrinho retrata o cotidiano de um casal e seus dois filhos, Logan e Max. O primeiro possui síndrome de down, mas esse passa longe de ser o foco da obra. Para falar a verdade, se eu não tivesse assistido à mesa Quadrinhos e Inclusão (da qual o autor participou) antes de comprar a HQ, só me daria conta de que o garoto é portador da síndrome lá pela página 34. Aliás, não me daria conta. Na verdade, é nessa página que a síndrome é mencionada. Isso porque Logan é um garoto comum, com uma grande imaginação como qualquer outra criança. Talvez, sua imaginação seja um pouco mais afiada do que a dos demais. Seu universo de faz de conta é construído a partir de seu repertório. E seu repertório é composto e moldado a partir daquilo que seu pai - um viciado em cultura pop - lhe apresentou. Portanto temos ótimas, pontuais e deliciosas referências a Batman, Calvin e Haroldo, Prison Break e Indiana Jones, só para citar alguns. A série de tirinhas compiladas neste álbum nos proporciona momentos ternos e divertidíssimos, no qual podemos conferir o cotidiano de Logan e os problemas inerentes a toda e qualquer família existente, o que torna fácil (e até mesmo inevitável) a identificação e conexão com os personagens. Ter acesso a um pouquinho do que é a vida com Logan é um deleite.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

[Perdida em traduções] Cinquenta tons de um relacionamento abusivo

Uma das coisas que eu mais gosto de fazer é traduzir. Desde pequena, eu pegava os encartes dos CDs da minha irmã, um dicionário de inglês e passava as minhas tardes traduzindo as letras de música. No começo desse ano eu fiquei feliz da vida ao encarar dois freelas de tradução. E foi por essas e outras que decidi criar esta seção de traduções livres aqui no blog. 

Por que traduções livres? Bem, porque a ideia é traduzir, mas eu também tenho um estilo de texto muito forte, então eu não vou me limitar a traduzir. Gosto de dar minha cara a tudo aquilo que escrevo ou interpreto. 

De onde surgiu o nome da seção? Do filme Lost in Translation. O nome deste filme (já tão comentado por mim) é até irônico. Os filmes costumam ganhar traduções sofríveis aqui no Brasil e em Portugal. E justo aquele que tinha como título "Perdidos em Traduções" recebeu o nome de Encontros e Desencontros por estas bandas. Tá que nem é tão ruim, mas não tem nada a ver com o original

Sem mais delongas, vamos à tradução de hoje.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

[Meus Escritos] Pílulas #1


Tem coisas que não nos caem bem. Que são como peças de roupa de um número muito maior ou muito menor que o nosso. Ou aqueles sapatos apertados que pegam no calcanhar. Ou aqueles tão soltos que saem do pé enquanto caminhamos. Amizades tóxicas, relacionamentos tóxicos, agressões verbais, falta de educação. São coisas que não nos caem bem. Dispa-se delas. Desfaça-se. Desapegue. Mande-as para o lixo. Vista-se de amizades sinceras, relacionamentos saudáveis, palavras gentis, boa educação. Vista-se com aquilo que lhe cai bem.

 ^___^
(@_@)
(^^^^^)
/ '''''' \

domingo, 29 de janeiro de 2017

[Febre das listas] Primeiro erros (e acertos) de 2017

Ao contrário do ano passado, este post encerra a série Febre das Listas. Mas, assim como em 2016, creio que cometi mais acertos do que erros. Vamos a eles:

Primeiras músicas:
"Tempos Modernos" - Lulu Santos
"Like a Prayer" - Madonna
"The Animal Song" - Savage Garden (!!)
"Try" - Pink
"Saturn" - Sleeping at Last (novamente)


Eu não vejo melhor forma de começar um ano do que ouvindo Tempos Modernos. Enquanto existe esperanças, existe motivos para levantar da cama todos os dias e seguir em frente. Like a Prayer da Madonna continua poderosa mesmo quase trinta anos após seu lançamento. Por incrível que pareça a música do Savage Garden traz alguma perspectiva e uma sensação de leveza e liberdade. Pink diz sabiamente que temos de levantar e continuar tentando. E, pelo visto, já se tornou tradição inaugurar o ano com a música mais linda da face da Terra, Saturn.

domingo, 22 de janeiro de 2017

[Febre das Listas] Cinema: Os melhores, os piores, os mais ou menos de 2016

E, finalmente, a minha lista contendo os melhores e os piores filmes de 2016. Lembrando que a relação compreende os títulos que entraram em circuito nacional no ano passado, isto é, que estrearam nos cinemas de todo o país. Infelizmente, não vi tantos filmes quanto gostaria. Dediquei meu tempo mais a quadrinhos e seriados, então muita coisa ficou de fora. Vou tentar corrigir isso este ano. Mais uma vez, destaco que listas são subjetivas em essência, portanto, concordem, discordem, ignorem, mas respeitem ;)

domingo, 15 de janeiro de 2017

[Febre das listas] 5 melhores momentos em séries de 2016

No segundo post da série Febre das Listas, eu destaco as minhas cenas favoritas das séries em 2016 em um tradicional top 5. Lembrando que, para quem não assistiu, a relação abaixo pode conter spoilers. Clicando nas descrições embaixo das fotos, é possível conferir as respectivas cenas no youtube.

Vamos a ela:

sábado, 7 de janeiro de 2017

[Febre das listas] Retrospectiva Literária 2016

Abaixo, elenquei as minhas leituras de 2016. Adianto que li muito mais histórias em quadrinhos e graphic novels do que livros propriamente ditos. 

Primeira leitura do ano:


Primeiro volume da consagrada série literária As Crônicas Saxônicas, escrita por Bernard Cornwell, que retrata a Grã-Bretanha durante o período que compreende os séculos IX e X e o nascimento da Inglaterra como nação. Se eu pretendo ler os outros volumes da série? Definitivamente!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

[Meus Escritos] A Noite dos Zumbis: Introdução

Oba! Bora começar o ano por aqui :) 
Logo dou início à série Febre das Listas com uma retrospectiva cultural de 2016. Porém, para inaugurar os posts de 2017 aqui no Sonhos, optei pela introdução de algo que fica entre um longo conto e um pequeno romance... Ainda não me decidi. Aí está a primeira parte de A Noite dos Zumbis.

Obs.: O protagonista e narrador trata-se de um personagem masculino com uma visão um tanto limitada e, às vezes, meio ignorante das coisas...


O mundo estava cheio de gente idiota.

E a internet foi dando cada vez mais voz para gente idiota se expressar livremente. Extrapolando os limites do aceitável, desrespeitando e invadindo o espaço do outro.

Não sei se a culpa é da internet. Acho que gente idiota sempre existiu. Só não tinham onde se manifestar antes da inclusão digital.

Cada vez que eu lia uma notícia ou via um post estúpido no facebook, eu tinha o desejo enorme de que o mundo fosse resetado.

Era necessário resetar.

Então, um dia aconteceu. 

O mundo foi infestado por uma legião de zumbis que a cada dia faziam uma centena de vítimas.

Eu passava o dia todo tentando escapar deles. Ou lutando com eles, matando-os... até finalmente aprender a lidar com os zumbis. Eram os únicos amigos que me restaram. 

Foi quando finalmente parei para pensar: será que o apocalipse zumbi foi, assim, uma coisa tão ruim?

E será que eu estava sendo cruel ao apoiar a extinção de gente idiota?

Bem, era um mundo onde não fazia mais sentido possuir alguma ideologia. Você parava para tentar formulá-la e, no meio do processo, tinha o cérebro devorado por uma daquelas criaturas que não conheciam leis, limites ou sentimentos.

A vida se tornou cada vez mais escassa e preciosa para ser desperdiçada com idealizações.

Por fim, agir era a melhor coisa que se podia fazer. Mesmo que nem eu e nem qualquer outro sobrevivente tivesse a menor ideia do que se deveria fazer e de como se deveria agir.

(continua...)