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domingo, 29 de janeiro de 2017

[Febre das listas] Primeiro erros (e acertos) de 2017

Ao contrário do ano passado, este post encerra a série Febre das Listas. Mas, assim como em 2016, creio que cometi mais acertos do que erros. Vamos a eles:

Primeiras músicas:
"Tempos Modernos" - Lulu Santos
"Like a Prayer" - Madonna
"The Animal Song" - Savage Garden (!!)
"Try" - Pink
"Saturn" - Sleeping at Last (novamente)


Eu não vejo melhor forma de começar um ano do que ouvindo Tempos Modernos. Enquanto existe esperanças, existe motivos para levantar da cama todos os dias e seguir em frente. Like a Prayer da Madonna continua poderosa mesmo quase trinta anos após seu lançamento. Por incrível que pareça a música do Savage Garden traz alguma perspectiva e uma sensação de leveza e liberdade. Pink diz sabiamente que temos de levantar e continuar tentando. E, pelo visto, já se tornou tradição inaugurar o ano com a música mais linda da face da Terra, Saturn.


Primeiro videoclipe:
"Look at me" - Geri Halliwell


Pois então... Esse foi, provavelmente, meu primeiro erro de 2017. O que poucas pessoas sabem sobre mim é que a Ginger Spice, isto é, Geri Halliwell, era minha Spice Girl favorita. Creio que apenas minhas duas irmãs saibam disso. E é possível que a mais velha já tenha até esquecido. A outra só não esqueceu porque ela tem uma memória premiada com o Oscar, Globo de Ouro e até mesmo com o Nobel. Enfim, o fato é que, assim do nada, eu comecei a cantarolar esta infeliz canção. Por curiosidade, fui procurar o videoclipe no youtube. Eu me lembrava que, na ocasião de seu lançamento na MTV Brasil (eu tinha uns 10 ou 11 anos, por aí), fiquei meio assustada com o resultado. Os VJs da época fizeram uma verdadeira novela em torno desse clipe antes da estreia, descrevendo algumas passagens e tudo mais. As descrições eram exageradas e o clipe mais ainda. Um verdadeiro bolo de noiva. Revendo, continuo com a mesma impressão de que ela se excedeu na tentativa de ser uma nova Madonna. E, convenhamos, a voz da moça não tem muito alcance... 

Primeiro disco:
"Siamese Dream" - Smashing Pumpkins



Tudo de maravilhoso que os Pumpkins produziram se restringe à década de 1990. Esse disco - o segundo álbum de estúdio da banda - lançado em 1993, continua genial. Uma verdadeira máquina de hits, incluindo Today e Disarm, além de alguns lados B deliciosos, como é o caso da minha favorita, Mayonaise. Só não é o melhor da banda, porque em 1997, eles lançaram aquela obra prima chamada Mellon Collie and the Infinite Sadness.

Primeiro Livro/HQ:
Os Livros da Magia (Neil Gaiman)


Não poderia ter escolhido melhor. Trabalho primoroso de um dos meus escritores favoritos. Para variar, uma narrativa envolvente, repleta de elementos fantásticos, sombrios e uma pitada de humor ferino britânico. Sem falar na arte excepcional. 

Primeiro filme:
Depois da Tempestade (de Hirokazu Koreeda)


Outro acerto. O filme é de 2016 e, inclusive, entrou na minha lista de favoritos do ano passado. Depois da Tempestade do Hirokazu Koreeda é um daqueles filmes que mostram que não é necessário trucagens de câmera ou roteiros muito complexos para cativar. Basta contar uma história simples e, neste caso, é a de um escritor falido que lançou um único título de grande sucesso e agora trabalha como detetive particular para poder pagar as contas e pagar a pensão da ex-mulher e filho. A identificação surge de imediato, já nos primeiros minutos de filme. E há uma série de quotes que te arrasam unicamente por nos jogarem na cara verdades universais dos modos mais simples possíveis, sem preciosismos ou demasiada filosofia. Ao final deste filme marcante, percebemos que os responsáveis pelos empecilhos entre os nossos sonhos e manter os pés no chão somos nós mesmos. A trilha sonora também é espetacular. Maravilhoso!

Primeira revisão:
Agents of SHIELD - 1X22: Beginning of the end (season finale)



Eu consegui viciar meu sobrinho na série. Por enquanto ele está assistindo aos episódios aleatoriamente e, como eu já havia falado da season finale da primeira temporada para ele, foi o episódio que ele quis ver em pleno dia 1º de janeiro. Continua incrível. Mostrando todo o potencial da série, o vilão no qual Ward iria se transformar e a cena de Fitz e Simmons no fundo do oceano ainda é capaz de me arrancar lágrimas dos olhos.

Primeira série:
Flash / Supergirl


Decidi, finalmente, inclui-las na minha grade (já lotada) e agora estou correndo contra o tempo para me atualizar. Estou gostando de ambas, especialmente do clima cartunesco, da vibe nostálgica de gibis de super-heróis que os produtores acertadamente imprimiram em ambas. Incomoda um pouco as soluções simplistas a que os roteiros recorrem, os diálogos redundantes que explicam o que estamos vendo na tela, o famigerado estilo procedural de monstro da semana. Mas só por explorar as várias camadas dos personagens, mesmo dos vilões mais irrelevantes, fugindo do caráter bidimensional e maniqueísta, ambas já ganham uns pontinhos. 

*Salut*

(@,@)
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