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domingo, 31 de maio de 2015

[Bibliovideoteca] Filmes, séries, livros e HQs conferidos - Maio (2015)


FILMES: 
Vingadores: Era de Ultron (Joss Whedon, 2015) ★★★★
Kingsman: Serviço Secreto (Matthew Vaughn, 2015) ★★★★½
Mad Max: Estrada da Fúria (George Miller, 2015) ★★★★
Cinquenta Tons de Cinza (Sam Taylor-Johnson, 2015) ★
De Volta Para o Futuro 2 (Robert Zemeckis, 1989) - Revisão ★★★★
Dark City: Cidade das Sombras (Alex Proyas, 1998) - Revisão ★★★½

SÉRIES: 
Gotham (1ª temporada - season finale) ★★½
Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. (2ª temporada - season finale) ★★★★
The Big Bang Theory (8ª temporada - season finale) ★★★
Game of Thrones (5ª temporada - em andamento) ★★★
Amorteamo (temporada única - em andamento) ★★★

LIVROS & HQs: 
Fangirl (Rainbow Rowell) ★★
SHIELD (2014) #2 (Mark Waid, Humberto Ramos,Victor Olazaba, Edgar Delgado) ★★½

terça-feira, 26 de maio de 2015

[A vida, o universo e tudo mais] Desconstruindo Mitos

Minha intenção, originalmente, era postar um conto sobre extraterrestres no blog. Infelizmente, não consegui terminá-lo a tempo. Na verdade, falta apenas o título. Nunca pensei que fosse tão difícil encontrar um título para um conto sobre alienígenas… Enfim, a questão é que ele não foi finalizado, portanto, ao invés do conto, decidi publicar um artigo sobre o município em que moro desde que nasci: Piraquara. Este artigo foi escrito há mais ou mesmo três anos, em 2012, durante a minha pós-graduação. Tive a ideia de postá-lo no Sonhos após a palestra de boas-vindas aos novos funcionários da Prefeitura de Piraquara (incluindo esta que vos fala), na qual o prefeito destacou o fato de o município ter crescido em meio a preconceitos por conta do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (antigo Leprosário São Roque) e o complexo penal. Pedindo licença para transcrever suas palavras: "O aeroporto de São José dos Pinhais é de Curitiba. O autódromo de Pinhais é de Curitiba. O presídio de Piraquara é de Piraquara". O fato é que isso me fez relembrar do texto que escrevi em 2012 e decidi resgatá-lo do meu HD externo. Não que alguém se importe realmente com tudo o que foi dito até agora, mas vamos ao post:


Êêê! Bem-vindo a Piraquara, um município altamente violento.
Não garanto que você sairá vivo daqui...
Cerca de quarenta e cinco minutos de viagem do Berço das águas, ou Capital das águas, até o centro da capital paranaense. Estas são expressões utilizadas para denominar Piraquara. Contudo, para os moradores, o município é mais comumente chamado de cidade-dormitório.

O fato de ser conhecida como berço das águas diz respeito a um elemento do imaginário popular. O mesmo quando nos referimos a ela como cidade-dormitório, pois é uma imagem de fácil associação quando é público e notório que uma grande fatia dos moradores trabalha no centro de Curitiba, ou em outros municípios vizinhos que compõem a Região Metropolitana. Mas isso não é o pior. Piraquara também é vista por muitos como uma cidade extremamente violenta por abrigar o famoso presídio e ser manchete de jornais apenas quando algum grave crime ocorre no município.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

[Café com páginas] Um clássico de X-Men e a primeira edição de SHIELD


Deus Ama, o Homem Mata 
Fantástica história assinada por Chris Claremont e ilustrada por Brent Anderson que continua, infelizmente, muito atual. Deus Ama, O Homem Mata narra o conflito entre os X-Men e o intolerante William Stryker, um pastor fundamentalista que inicia uma cruzada religiosa com a finalidade de exterminar os mutantes da Terra, afirmando que estes querem corromper a humanidade. Por não serem mencionados na bíblia, Stryker acredita que mutantes não são criaturas de Deus. Qualquer semelhança com pastores homofóbicos que ouvimos falar por aí, não se trata de mera coincidência. Para cumprir seu objetivo Stryker utiliza os poderes do telepata Charles Xavier, o que ocasiona um embate ideológico com os X-Men. A história já começa com uma cena impactante devido à violência gráfica representada, mostrando o assassinato de crianças mutantes em uma escola por um grupo de extermínio denominado Purificadores, seguidores de Stryker. Embora dissonante dos ideais pacifistas de Xavier, Magneto, revoltado com a execução das crianças mutantes, se une aos X-Men. É a primeira vez que o maior inimigo da equipe trabalha ao lado dos heróis. Com a ajuda dos métodos sádicos de Magneto utilizados nos Purificadores capturados pelos X-Men e mantidos prisioneiros no Instituto Xavier, eles conseguem respostas acerca de Stryker e de sua operação de caça e extermínio de mutantes. Enquanto isso, o professor Xavier (sequestrado após o debate televisionado que teve com Stryker) é submetido a uma lavagem cerebral, tendo Ciclope e Tempestade vinculados psiquicamente a ele durante o processo, de modo que o pastor possa utilizar os poderes de Xavier para seu próprio benefício como instrumento de erradicação dos mutantes. Deus Ama, O Homem Mata foi lançada em formato de graphic novel originalmente em 1982, inspirada nos álbuns europeus, com um material de qualidade superior ao das HQs americanas tradicionais. Diferentemente dos inúmeros arcos narrativos que permeavam o universo de X-Men, esta se tratava de uma história fechada, sem sequências ou precedentes (embora a luta contra o preconceito seja o principal mote desta história e perdure até os títulos atuais) e apresentava uma breve introdução dos personagens no começo da trama para situar os leitores. Ainda que o texto de Claremont soe redundante em diversas passagens (algo característico dele), esta é seguramente uma das melhores histórias dos X-Men e a que mais deixa clara a intolerância de que os mutantes são vítimas, que é a espinha dorsal da criação de Stan Lee desde sua origem nos anos 1960. Essencialmente a narrativa versa a respeito do fundamentalismo religioso, o poder de influência dos meios de comunicação, a opressão e preconceito contra as minorias.  Vale lembrar que a premissa desta história serviu de base para o roteiro de um dos melhores filmes estrelados pelos mutantes: X-Men 2 de 2003. 

SHIELD #1 
Baseado na série de televisão produzida pela ABC, o título SHIELD se concentra nas aventuras vividas pelos agentes da divisão liderada por Phil Coulson, que é mostrado na revista como um fanboy de super-heróis da Marvel desde a infância, não muito diferente de sua origem nos filmes, vale ressaltar. Já na SHIELD, é incumbido da tarefa de recrutar um time de elite, composto por agentes brilhantes, incluindo humanos e super-humanos. Neste primeiro número, a equipe se vê as voltas com um exército de demônios. Com o mundo sob ataque, os heróis da Marvel em peso se unem para tentar evitar a destruição e cabe a Coulson e seus agentes desvendarem a procedência disso (que acaba por envolver o guardião da ponte Bifrost, Heimdall, e uma estranha rocha). Os méritos da revista são o fato de a equipe de Coulson trabalhar diretamente com os Vingadores e os roteiristas poderem citar X-Men, já que por questão de direitos autorais (a rixa entre Fox e Marvel Studios), os mutantes não podem sequer ser mencionados nas produções cinematográficas e televisivas da Marvel. Do time original da série de TV, além de Coulson, apenas May, Fitz e Simmons aparecem no título em quadrinhos. Fitz tem até algum protagonismo na história, especialmente nas tiras finais que são bem bacanas - envolvendo o personagem e seu macaquinho de estimação. Sim, ele finalmente realizou seu sonho. Mas a revista em si é bastante genérica e deixa a desejar em termos de narrativa, especialmente no tocante à introdução dos personagens. A trama é rápida, sem muita relevância, pecando no desenvolvimento do plot. A arte também vacila, com um traço pouco autoral e até rudimentar em certos pontos. Espero que, assim como a série que começou procedural e burocrática, a revista também evolua e venha a apresentar tramas mais interessantes. Mais do que capitalizar em cima de uma série que está se tornando cada vez melhor, que represente um santo remédio para a abstinência dos espectadores do seriado durante o hiatus.

domingo, 17 de maio de 2015

[Vídeo] Obsessão por marcadores


Como eu menciono no vídeo abaixo, coleções são tidas como uma forma bem aceita de obsessão. Obviamente, desde que se haja limites, constituem uma obsessão saudável. Pois bem, decidi apresentar parte de uma das minhas coleções aos que me acompanham no blog: meus marcadores de página.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

[TAG] Amo/Odeio

Olá :) 

Primeira tag que respondo no blog então vamos ver se faço isso direitinho. A tag foi criada pelo blog Cherry Cookie e eu fui indicada pela queridíssima Thainá lá do No Mundo de Coraline. Eu sou muito perdida em relação a tags, de forma que não sei quem já respondeu ou não. Vou indicar alguns blogs para executar a tarefa, porém, se você já respondeu, desconsidere ;)




  • Dizer 10 coisas que ama e 10 coisas que odeia. 
  • Indicar 10 blogs para responder a tag. 
  • Usar o selo da tag (no caso, a imagem do coração acima) 
  • Colocar o blog que criou a tag e o que te indicou para respondê-la 

Nem comecei e já estou achando super divertido. Essa história de amo/odeio me lembra uma conversa das antigas que tive com alguns amigos dos tempos de ensino médio (isto é, séculos atrás) em que observamos que era muito óbvio e desnecessário as pessoas dizerem "odeio inveja", "odeio hipocrisia", já que ninguém vai dizer o contrário. Você consegue imaginar alguma pessoa dizendo "amo inveja e adoooro hipocrisia"? Ainda que ela pratique? Não, né? Mas vamos à tag: 

Amo: 
1. Meu sobrinho, minha família e meus amigos 
2. Escrever / Bloggar 
3. Editar vídeos (vinhetas, eventos e mesmo vídeos pessoais. Por incrível que pareça, ganho dinheiro extra com isso) 
4. Cinema / Séries 
5. Livros / HQs
6. Música
7. Viagens 
8. Nostalgia (especialmente anos 90 e 80) 
9. Senso de humor 
10. Chuva (especialmente dormir durante noites chuvosas) 

Odeio: 
1. Falsos moralistas 
2. Pessoas que não aceitam / respeitam opinião alheia 
3. Falta de bom senso / educação 
4. Traição 
5. Ingratidão / falta de reconhecimento 
6. Pessoas para quem a amizade vale muito pouco e cortam relações por motivos banais 
7. Cebola 
8. 50 Tons de Cinza 
9. Michael Bay 
10. Owen Wilson

 Sinto que fui bem objetiva. Indico os seguintes blogs:


Não sei se vocês já responderam ou se costumam responder a tags em seus respectivos blogs. Se sim para a primeira e não para a segunda, desconsiderem. Mas vou adorar ler os posts daqueles que responderem a tag ;)

*Salut*

terça-feira, 5 de maio de 2015

[A vida, o universo e tudo mais] Meu pequeno super-herói

Se eu pudesse apagar todas as memórias, absolutamente todas, dos funerais que tive de comparecer nos últimos anos, eu as apagaria sem pensar duas vezes. Do meu pai, do meu padrinho, do meu sobrinho/afilhado, do meu cunhado... Contudo, deste último, tem apenas uma memória que eu gostaria de preservar. 

Mas antes de falar dela, gostaria de apresentar, para quem ainda não conhece, o Eloy:


Meu sobrinho, meu pequeno grande homem, meu pequeno super-herói. Na foto em questão, ele é o Peter Parker.

Voltando ao assunto: Durante o velório do meu cunhado, o pai do Eloy, muitas pessoas se aproximaram de meu sobrinho para lhe dar os pêsames. Parentes, amigos e outras pessoas próximas à minha família e à família de meu cunhado. Todas, pesarosas, com aquela compreensível expressão de pena estampada em seus rostos. As palavras ditas a ele eram quase sempre as mesmas: "Oh, Eloy... tadinho, tão pequeno e já perder o pai assim...". Meu sobrinho que, dentre tantas outras coisas, detesta que sintam pena dele, dava um sorriso ardiloso, de quem estava prestes a aprontar alguma, e então abria o zíper da jaqueta e revelava o que estava por baixo: a roupa do Batman. As pessoas, confusas, me perguntavam: "mas o que é isso?" e eu, fazendo esforço para conter o riso, explicava: "ele está mostrando que é o Batman". Elas riam, um tanto sem graça, e se afastavam. 

Até hoje me pergunto se elas compreenderam a mensagem que o Eloy estava passando como eu compreendi.