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sábado, 26 de novembro de 2016

[Café com páginas] Fumaça e Espelhos - Neil Gaiman


Algumas vezes, a única maneira de saber que uma história tinha acabado era quando não havia mais palavras a serem escritas.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

[Meus Escritos] Os seus, os vivos. Os meus, os mortos - Introdução


Vagueando por entre os sepulcros do cemitério municipal, parei para refletir sobre a vida.

A ironia de se pensar sobre a vida em um lugar repleto de morte...

Meio sem querer, consultei meu repertório de referências literárias e lembrei-me de um poema de Elisa Lucinda que dizia:
A lista de mortos da gente vai aumentando com o tempo. Quando eu era pequena não tinha noção desse morre, nasce… Mesmo porque ninguém meu morria.
Ao mesmo tempo em que me lembrei de um conto de Fernando Sabino: O Homem e o Menino sobre o encontro do escritor com ele mesmo, ainda menino.

Fiquei pensando o que faria se encontrasse, ali no cemitério, a versão mais jovem de mim que adorava correr por entre as sepulturas enquanto os outros acompanhavam o funeral (ainda muito jovem para entender toda a solenidade daquela cerimônia de despedida). Meu olhar foi dos presentes naquele enterro do passado para os túmulos, hoje abandonados, e, então, conclui melancolicamente:

“Os seus, os vivos. Os meus, os mortos. Eles são os mesmos. A única coisa que os difere [e eventualmente os transforma] é o tempo”.

domingo, 6 de novembro de 2016

[Playlist + Personagem] As favoritas de Jesse Custer (Preacher)


E a série do pastor alcoólatra que apronta altas confusões ao lado de seus amigos Tulip e o vampiro irlandês, Cassidy, estreou na AMC e fez a alegria dos fãs da série oriunda dos quadrinhos.

Criada por Garth Ennis e fastasticamente ilustrada por Steve Dillon (que nos deixou recentemente), Preacher é uma road story que mescla elementos de western a uma vibe tarantinesca e acompanha Jesse Custer, o pastor, e sua jornada atrás de Deus que, curiosamente, abandonou seu posto. Para completar, é possuído por uma entidade que lhe confere o poder de ser obedecido por todos, como se sua voz fosse a própria palavra de Deus.. Publicada pelo selo Vertigo, divisão da DC Comics, entre 1995 e 2000, a série é dividida em sessenta e seis revistas - que foram lançadas mensalmente - e mais seis edições especiais, formando o número 666.

A série em live action respeita o canône, mas apresenta mudanças pontuais compreensíveis em relação à obra original - o produto final mantém a essência, mas é funcional enquanto televisão exatamente por conta dessas alterações. Desse modo traz um equilíbrio entre o gore e o caráter bizarro da HQ e uma visão mais realista dos acontecimentos, condizente com o meio ao qual foi adaptada.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Feliz Dia dos Mortos

Quarta-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, Dia dos Fiéis Defuntos, feriado para os trabalhadores descansarem e refletirem, ou não, sobre a perda dos entes queridos, sobre a jornada daqueles que se foram, dia de visitar os sepulcros daqueles que partiram para outro plano espiritual.

Coincidentemente, desde ontem a ideia de uma coletânea de contos sobre a relação de crianças com a morte vem me atormentando a ponto de eu pegar rascunhos perdidos, lê-los, revisá-los e até mesmo escrever uma introdução para este projeto no meio do trabalho. 

Talvez eu poste aqui no blog. E, depois de resgatar os contos, vá publicando aos poucos neste aconchegante espaço. 

Mas a ideia, hoje, é recomendar algumas obras que versam sobre a morte. Vamos a elas: