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sexta-feira, 7 de março de 2014

[78 Rotações] Dezesseis anos de melancolia britânica


Desde pequena eu ouvia The Smiths na rádio. E é bem possível que eu tenha conhecido Blur e Oasis antes disso. Mas costumo dizer que, oficialmente, meu primeiro contato com o melancólico britpop data de 1998, quando ouvi pela primeira vez a música "Fake Plastic Trees" do Radiohead que, para mim, representa a essência do gênero. Foi na voz deprimida e perturbada de Thom York que eu descobri que poderia ouvir aquilo para o resto da vida sem jamais enjoar ou reclamar.

Há poucos dias, resolvi fazer maratona da série britânica My Mad Fat Diary, aconselhada por duas amigas muito queridas que, inclusive, compõem o pequeno time de membros deste blog, Lilian Alipio (do Radioactive) e a multifandômica Márcia "Maah" Campelo. Não foi difícil, uma vez que ela está em sua segunda temporada e a primeira é constituída apenas de seis episódios. Preciso dizer que vale muito a pena. Em maior ou menor grau, creio que todo mundo se identifica de alguma forma com a protagonista e sua trupe de amigos.

O mais legal: a série é ambientada nos anos 90. A década em que eu cresci e que tinha tantas coisas boas... Por mais que os oitentistas teimem que os 80 foram muito mais incríveis e que não há nada nos anos 90 que valha a pena lembrar, pois foi uma década ultra sem graça...

Vejamos... Os desenhos de super-heróis eram melhores nos anos 90, vide Batman e X-Men (visual ruim, mas roteiro bacana). Aliás, tinha uma enxurrada de desenhos animados maravilhosos nessa época: Doug, O Fantástico Mundo de Bobby, Daria, Tintin, Cavaleiros do Zodíaco Yu Yu Hakusho... O que me faz lembrar que mangás e animes se tornaram um verdadeiro hit aqui no Brasil exatamente nessa década. Surgiu Arquivo X, a melhor série de todos os tempos, nos anos 90. Quentin Tarantino despontou com Cães de Aluguel e Pulp Fiction. Bryan Singer dirigiu Os Suspeitos. David Fincher, Clube da Luta e Seven. A música dessa época era muito boa: Smashing Pumpkins, Nirvana. The Verve, PJ Harvey, Supergrass, Foo Fighters, Pavement... bandas como Mamonas Assassinas, Skank, Pato Fu, Raimundos e Charlie Brown Jr. iniciando suas carreiras. As boybands eram uma verdadeira febre...

Qual é? As boybands dos anos 90 eram legais, sim! Backstreet Boys é muito mais audível do que One Direction. E tenho dito!

Ok, eu posso estar me deixando levar pela nostalgia, admito...


O mais importante é que na década de 1990, o rock britânico radiofônico depressivo e pessimista estava no auge, com bandas que eu já mencionei pelo texto, e cujos principais expoentes foram Oasis e Blur. Inimigos naturais desde sempre. Preciso dizer que prefiro Blur.

Diz-se por aí que o british pop foi a resposta dos ingleses ao grunge americano.

Bem, outro dia eu faço um texto melhor sobre My Mad Fat Diary e outro sobre a década de 90. Afinal, ela merece ser enaltecida tanto quanto os anos 80. Porém, o assunto de hoje são as bandas britânicas, inclusive boa parte das que compõem a trilha sonora da série My Mad Fat Diary.

Abaixo, eu listei alguns dos videoclipes das músicas que fazem parte da soundtrack do supramencionado seriado:

Radiohead- "Fake Plastic Trees"

Oasis -"Champagne Supernova

Blur - "To the End"

Blur - "The Universal"

PJ Harvey - "Down by the Water"

The Verve - "So It Goes"

Suede - "The Chemistry Between Us"

Suede - "Beautiful Ones"

Pulp - "Sorted out for E's and Whizz"

Radiohead - "High & Dry"


Prometo fazer um post sobre a trilha sonora de Girls, da HBO, em breve.

Até!

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