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segunda-feira, 20 de julho de 2015

[78 Rotações] O que eu ouvia na adolescência...

Interpol
O que ouviam os adolescentes da minha geração, isto é, do início deste século?

Bem, a maioria deles ouvia new metal (Linkin Park), emo (Evanescence) e pseudo-punk cor-de-rosa (Avril Lavigne). Na verdade, eu também ouvi todos esses. Primeiramente por ser inevitável - as músicas deles estavam por todas as rádios, seus clipes espalhados pela programação da MTV, a gente ouvia seus refrões grudentos em todos os lugares: nos supermercados, no carro, na rua, na chuva, na fazenda e nas casinhas de sapê. E também porque eu gostava a princípio, quando ainda se tratavam de novidade. Mas, como foi com todos os expoentes desses subgêneros e seus herdeiros, enjoei rapidamente. Eram músicas que a gente ouvia numa semana e noutra já não suportávamos mais. Tanto pelo excesso de execuções radiofônicas e televisivas, quanto pelo fato de que elas tinham bem pouco a oferecer em termos de letras, arranjos e melodias.

Mas havia muita coisa bacana no início dos anos 2000, quando eu estava no auge dos meus 15, 16 anos...

Todo mundo que viveu aquela época deve se lembrar que surgiram novas bandas no cenário do rock mundial com um som mais cru, dito mais “despretensioso” (mas que não era exatamente). De qualquer forma era um som mais nervoso e urgente, com uma pegada setentista bem forte. Eles eram apontados como “a salvação do Rock”. Bem, se essa era a missão, falharam miseravelmente, pois eu não vi salvação nenhuma. E de que mesmo o rock precisa ser salvo? Diabos, que mania chata de ver tudo como “promessa” de salvação de algo, ao invés de apenas curtir o conteúdo. Talvez pelo fato de a mídia ver tanto essas bandas como símbolos de alguma revolução musical anunciada (que não aconteceu), ao invés de apenas como bandas de rock, é que não tenha rolado salvação nenhuma.

The White Stripes
Enfim. Foi por essa época que surgiram os Strokes com Last NiteThe Hives com aquele refrão que eu adoro repetir Hate to Say I Told You So!; The Vines que eu nunca vi muita graça; e a minha favorita: The White Stripes. E provavelmente Seven Nation Army é a música mais conhecida deles.

Outros que despontaram por esses tempo com o excelente disco Youth and Youngmanhood e a deliciosa faixa de trabalho Molly’s Chambers, foram o Kings of Leon que, posteriormente, mudaram bastante a identidade sonora da banda... Confesso que preferia o KoL em 2004.

Kings of Leon
"You want it
She's got it
Molly's Chambers gonna change your mind"

O Hellacopters foi uma banda bem legal da época também. By the Grace of God era brilhante.

O Incubus já tinha se destacado com a balada Drive, mas marcou mesmo com Megalomaniac e o refrão:
"Hey, megalomaniac
You're no Jesus
Yeah, you're no fucking Elvis
Wash your hands clean of yourself, baby"

O Rage Against the Machine havia acabado (lamento), mas seus integrantes (exceto pelo vocalista, Zack de la Rocha) se uniram ao ex-frontman do Soundgarden, o Chris Cornell, e formaram o Audioslave que lançou, dentre outras músicas, a inesquecível Like a Stone.

Audioslave
Outra junção de duas bandas era o Velvet Revolver. Tratava-se da união de alguns dos ex-integrantes dos Guns N’Roses com o líder do Stone Temple Pilots, Scott Weiland, que não chegou a emplacar nada, é verdade. Tinha um som meio antiquado, mas ainda assim interessante. Todavia, Set Me Free (trilha do incompreendido Hulk do Ang Lee, de 2003) e Fall to Pieces eram bem legais. Dizem por aí que a banda ainda existe, porém, nunca mais ouvi falar nada a respeito.

Mas teve muita coisa: 

Teve os integrantes do The Raveonettes tentando se matar no vídeo de The Great Love Sound. Eu ouvi pela primeira vez o Black Rebel Motorcycle Club, o Subways e o Kasabian com a genial Club Foot. Sem falar no Interpol que me marcou com No I In Threesome.

Kasabian
Também teve a Feist, a Amy Winehouse (que descanse em paz), o Muse, que hoje é cultuado, e a voz potente da Joss Stone.

E System of a Down que fez um sucesso enorme com B.Y.O.B.


System of a Down
A melancolia do Damien Rice com The Blower's Daughter, tema musical de Closer. Tanto a música quanto o filme marcaram minha vida. Mas quem lê este blog (minhas irmãs e dois amigos) já está cansado de saber disso.

Também passei a minha adolescência inteira ouvindo os álbuns Sleeping With Ghosts do Placebo e  One by One In Your Honor do Foo Fighters.

Foo Fighters
No Brasil, O Rappa era a banda que mais mandava bem em termos de videoclipes e letras poderosas, com A Minha Alma, O Que Sobrou do Céu e O Salto. A Pitty surgiu, como quem não quer nada, na cena do rock nacional e martelava hits como Admirável Chip Novo, Máscara e Equalize em nossas cabeças. O Marcelo D2 já era conhecido por ter feito parte do Planet Hemp, banda que despontou na década de 1990, mas em sua carreira solo, emplacou músicas memoráveis como Qual É e Loadeando. E os Los Hermanos faziam todo mundo ir às lágrimas com O Vencedor.

O Rappa
Tá bom, eu fui fã de Charlie Brown Jr. Depois me cansei da repetição das letras e dos clipes produzidos apenas para ganhar VMB, mas sim! Fizeram parte da minha adolescência e, provavelmente, foi uma das bandas mais representativas da minha geração.

E o Nando Reis, hein? Ele era da formação clássica dos Titãs, mas foi durante o início deste século que compôs algumas das letras mais lindas de sua proeminente carreira. É o caso de Luz dos Olhos.

Nando Reis
E, como ninguém é de ferro, eu também curti coisas pelas quais fui alvo de preconceito. 

Curti Everywhere da Michelle Branch e Too Little Too Late da Jojo. Curti The Calling e até You’re Beautiful do James Blunt

Independente disso, foi ótimo fazer esse apanhado. Eu realmente curti muita coisa boa na adolescência.

Abaixo, você confere a playlist no youtube contendo as músicas citadas no post. Divirta-se!



*Salut*

8 comentários:

  1. Tem umas bandas muito boas brasileiras né?
    Gosto de Nando Reis, Legião Urbana e Vanessa da Mata.

    Saudades.

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    1. Também gosto muito dos três que você citou!
      Abraço ;)

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  2. Muita banda boa! eu curti a maioria desses aí, white stripes, the strokes, the hives
    sdd daqueles tempos

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    1. Né? Saudade mesmo... E, gente! Como eu esqueci de QOTSA? Uma das minhas favoritas...
      Vou editar o post e acrescentar =D

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  3. miga vemk me beija e casa comigo!! que gosto musical maravilhoooouso! <33
    até lá pelo início do ensino médio eu era bem dos rock pesado e dos metal, hahaha
    com o tempo evoluí e passei a curtir de tudo um pouco no mundo do rock: metal, indie, alternativo, enfim...

    amei, amei amei <3

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    1. Melhor proposta de casamento que já recebi! HAHAHA! Puramente baseado em afinidade musical. Aceito =P hahaha!
      Obrigadaaaa =) no ensino médio eu já gostava dos alternativos, mas curtia metal também.
      Sempre adorei bandas indie <3
      Bjs e obrigada pela visita!!

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  4. haha me identifiquei muito com as bandas que você colocou, ouvi a maioria na minha adolescência. System of a Down B.Y.O.B. então... amava, ficava louca esperando ela e Behind Blue Eyes - Limp Bizkit tocar nas top 10 da MTV

    Ari,

    De volta ao retrô

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