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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

[A vida, o universo e tudo mais] Sobre o hiatus...


Olá! Eu tenho andado meio ausente, é verdade. E não é só daqui, é das minhas redes sociais em geral. Especialmente do facebook, instagram e whatsapp. Mas há uma explicação perfeitamente plausível para isso: as últimas semanas foram turbulentas. Dentre desentendimentos que acabaram se convertendo em impasses no trabalho (com direito a assédio moral e eu tendo de escrever uma cartinha para o prefeito denunciando a falta de ética e respeito da pedante cidadã do RH) e uma crise terrível de depressão desencadeada por este lamentável episódio, não senti nenhuma vontade de atualizar meus blogs, ler alguns livros ou HQs, ou responder às toneladas de mensagens deixadas na minha inbox e no wpp. 


Vejam, eu já sou extremamente antissocial em redes sociais, quando minha saúde psicológica está comprometida, então... eu não consigo nem mesmo ter forças para abrir o facebook ou verificar as notificações no celular. Com a depressão e a guerra no trabalho (onde, felizmente, houve justiça), eu acabei mergulhando no fandom de Agents of SHIELD para escapar do mundo real e a única coisa que fiz nos últimos dias foi assistir à série, aos sneak peeks e ler as milhares de teorias que inundam o tumblr. O que também não foi uma ideia lá muito brilhante, visto que a série tem apresentado um plot twist atrás do outro e, a cada nova surpresa narrativa, é um novo golpe no coração dos fãs. Para completar, meus personagens favoritos estão constantemente sendo feridos, sequestrados e correndo risco de morte... Por enquanto, o futuro não parece muito promissor para eles. Mas que diabos! Nós mergulhamos na ficção para fins de entretenimento, para escapar da difícil e tortuosa realidade. No entanto, acabamos nos apegando demais aos personagens e sofremos quando eles sofrem. Ora essa... Esses roteiristas infernais!

Enfim, o que eu gostaria de salientar é o aprendizado que as duas últimas (e terríveis) semanas me ofertaram. Sempre dá para tirar boas lições dos momentos ruins: primeiramente, é fácil dizer que a vida, o universo e tudo mais é injusto. Mas muitas vezes, não movemos uma palha para lutar contra a injustiça ao nosso redor. Não há vitória sem luta, então jamais tenha medo de correr atrás de seus direitos. Eu corri atrás dos meus, obtive justiça e passei a acreditar mais em mim, ter mais autoconfiança e motivação para mudar aquilo que está errado. Nem sempre os hipócritas com complexo de superioridade e com a dita "carta branca" precisam vencer. Na maioria das vezes eles vencem porque nós estamos cansados, desanimados, desmotivados demais para lutar. Achamos que jamais vamos ganhar se travarmos uma batalha contra eles. Devemos passar por cima desses receios e correr atrás, sim! Colocar uma pedra em cima e seguir em frente nunca é a melhor opção. Como diria o sábio Seu Madruganão há pior luta do que a aquela que não se enfrenta


Tudo o que eu passei nos últimos dias, me causou stress físico e psicológico, enxaqueca, ansiedade, angústia, falta de apetite, falta de vontade de fazer tudo aquilo que costuma me dar prazer no dia a dia. Eu não gosto de confusão, mas infelizmente foi necessário fazer alarde para atingir um objetivo justo. Assim é a vida. Não dá para viver eternamente com medo de sujar as mãos e fazer barulho. A inércia e o silêncio dos oprimidos jamais contribuiu para mudanças significativas no mundo. O mundo só muda quando se toma uma atitude, quando alguém se rebela contra o status quo. Meu ato está há anos-luz de distância das grandes lutas por direitos iguais e justiça que ocorreram ao longo dos séculos, é verdade. Eu nem ouso comparar, pois seria uma comparação infeliz para dizer o mínimo. Mas não deixa de ser significativo, pelo menos um pouquinho. Os pequenos gestos são capazes de abalar enormes estruturas. Não fico feliz apenas por mim, mas porque houve justiça.

Ao ouvir a frase "eu não me sinto superior a ninguém, pode perguntar para as meninas da limpeza" que, guardadas as devidas proporções, lembra a clássica "não sou racista, inclusive tenho vários amigos negros", eu percebi que partir para a briga, ainda que um tanto velada, não era uma escolha. Era uma necessidade!

*Salut!*

Um comentário:

  1. Uau! Eu sei bem o que é ter tristeza na faculdade, no trabalho, o que quer que seja. A gente fica desmoronado e sem motivação. Já passei por um momento parecidíssimo com o seu. Aconteceu em um trabalho que queria muito, e justamente uma pessoa do RH, uma mulher, me deixou triste e depressivo. Não sentia mais vontade de nada, sentia medo do futuro, entrei em depressão profunda, nem queria ir mais no trabalho. Graças a Deus superei tudo isso.
    Que bom que voltou!

    http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/

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