Páginas

domingo, 17 de janeiro de 2016

[Febre das listas] Retrospectiva Literária 2015

Aí está um apanhado das minhas leituras de 2015:

E foi dada a largada
Não poderia ter começado 2015 melhor. Um dos livros mais instigantes e criativos que li no ano passado. 

Tempo perdido
O pior livro que li no ano e um dos piores que li na vida. Praticamente nada se salva nesse misto de Jogos Vorazes com vampiros. 

Lá e de volta outra vez
Watchmen



A minha releitura de 2015. E continua uma obra-prima.

Das páginas para a telona
Gostei muito do filme e, por isso, corri atrás do livro. A narrativa é muito envolvente. E achei muito bem adaptado para a telona.

O começo de uma aventura
Finalmente, depois de tanto tempo com todos os volumes me encarando da estante, comecei a ler O Guia do Mochileiro das Galáxias e, sinceramente, deveria ter lido esses livros há muito tempo. Uma das leituras mais divertidas da minha vida. Humor inteligente, críticas pertinentes, personagens carismáticos e um perfeito antídoto para a boa e velha deprê que nos acomete alguns dias. Já é minha série de livros favorita.

Continuando...
A Fúria dos Reis



Uma saga à qual dei continuidade em 2015 foi As Crônicas de Gelo e Fogo. Li o segundo volume, A Fúria dos Reis, e, ao contrário da segunda temporada da série de TV, gostei bastante dessa sequência. Vamos ver o que me aguarda nos próximos...

Baseado nas memórias daquele que vos escreve

Will Eisner define seu livro como uma mal disfarçada autobiografia na introdução. E é isso o que é. Uma obra-prima dos quadrinhos que narra as memórias da infância e adolescência do autor durante a época da depressão econômica no início do século XX. Brilhante e comovente, foi outra das minhas releituras. Sempre vale a pena ler e reler.

Desperdício de uma boa ideia

Fangirl trata de um tema que eu aprecio bastante e que já foi até mesmo tema de um dos meus mais importantes trabalhos acadêmicos: fanculture. Porém, a autora realmente não soube trabalhar um assunto tão rico como esse e limitou-se a uma trama superficial e boba, com uma protagonista que é irritante ao cubo.

Clássicos não envelhecem

Definitivamente, não envelhecem. Encontro com Rama é uma prova disso. Um excelente sci-fi, bem dinâmico e inteligente.

Fatos, fotos e relatos

Esse, em minha modesta opinião, entra na categoria de livro-reportagem. Zico Goes faz um relato minucioso e interessantíssimo da breve, marcante e controversa história da MTV Brasil. Recheado de detalhes e narrado em um delicioso tom de prosa, é daqueles que você termina de ler em duas horas. Os únicos deméritos são as repetições constantes de Goes e a falta de precisão de algumas informações. Mas é uma delícia de ler, especialmente para quem cresceu assistindo à MTV (o que é o meu caso) e teve a emissora como fator determinante em sua formação musical - isto é, boa parte daqueles que foram crianças e adolescentes na gloriosa década de 1990.

Uma grata surpresa
Old City Blues


Fui sem grandes expectativas e acabei me deparando com um quadrinho cyberpunk excelente. Ainda que a história não seja exatamente inovadora, o traço lindíssimo e a boa construção de personagens valem a pena. 

Um clichê reinventado
Cartas de Amor aos Mortos



A história da adolescente problemática e autodestrutiva que atravessa uma fase complicada - a morte da irmã - e tem pensamentos recorrentes acerca de fuga e suicídio é um clichê - algo trabalhado exaustivamente em centenas de outros livros. O diferencial deste, no entanto, é a estrutura criativa da história, que é toda narrada por meio de cartas que a protagonista escreve aos seus ídolos mortos.

A personagem mais marcante
[Os Novos 52] Batgirl


Creio que a senhorita Barbara Gordon foi a personagem que ganhou meu coração definitivamente em 2015. Nunca tinha sido grande fã da Batgirl até vê-la reinventada pelas mãos da talentosíssima quadrinista Gail Simone (um dos mais proeminentes nomes da nona arte atual). A revista da personagem é uma delícia de ler e a heroína ganhou ainda mais complexidade - é uma garota normal, formada em psicologia, mas desempregada, filha do Comissário da cidade, divide um apartamento com uma garota maluca e estilosa, e tenta se reajustar após passar por um trauma físico e psicológico. Ao mesmo tempo, é uma heroína forjada no estigma do morcego. Maravilhosa!

As horas passam, as páginas voam...
Ex Machina Vol. 01: Estado de Emergência



E o prêmio de leitura mais viciante de 2015 vai para Ex Machina, essa HQ fenomenal que você pega para ler e não consegue largar. E que arte maravilhosa é essa, hein? Tudo é muito bem dosado: a temática do super herói, o foco nos direitos civis, o senso de diversão aliado às discussões políticas... Uma das minhas leituras favoritas do ano.

Um comentário:

  1. Adorei sua retrospectiva. Bem legal.

    http://jj-jovemjornalista.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir