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sábado, 31 de dezembro de 2016

[A vida, o universo e tudo mais] Aquele que encerra 2016...

 Não foi, assim, tão ruim. Mas também não foi aquelas maravilhas… 
Não foi muito bom, mas também não vamos exagerar... 

Você pode entrar em constantes conflitos e se estapear virtualmente com aquele parente que mantém por consideração em sua lista de amigos no facebook. E pelos motivos mais diversos: futebol, política, feminismo, novelas, e pelo puro prazer de contrariá-lo (ou o dele de contrariar você). Mas a esquerda e a direita, os centristas e frentistas, todos concordam que esse ano foi ruim.

E para quem não tem o hábito de compreender ironias, o frentistas ali foi uma destas.

2016 foi um ano difícil para muita gente. Estudiosos alegam que 2016 é uma anomalia temporal causada pelo Oscar de Melhor Ator concedido a Leonardo DiCaprio. Se ele tivesse perdido mais uma vez, nenhuma catástrofe teria acontecido.

Segundo os astrólogos e numerólogos, 2016 marca o fim de um ciclo. Por um período de 36 anos, um determinado astro governa o planeta. E, desde 1981, estamos sendo regidos pelo sol. 2017 marca o início do domínio de Saturno sobre o planeta. A era do individualismo (Sol) se encerra para dar vez a era do limite (Saturno). Além do fim de um ciclo planetário, 2016 é um ano cuja soma dos algarismos dá nove. Outro fim de ciclo.

Se eu acredito nisso tudo, aí já são outros quinhentos.

Particularmente, eu sou totalmente contra esse negócio de colocar a culpa no ano. Tragédias acontecem todos os dias, independente se é, foi ou será 2012, 2016, 203o ou 2695. O problema é que as redes sociais tem a mania de transformar qualquer banalidade em uma catástrofe de proporções bíblicas. É claro que houve verdadeiras catástrofes. Mas houve outros tópicos frívolos cuja importância foi elevada à enésima potência; tiveram sua pouca relevância exagerada na falta de assuntos mais interessantes e efetivamente controversos.

As pessoas se preocuparam em problematizar as genitálias do clipe da Clarice Falcão, por exemplo, quando o principal problema era a música chata e grudenta. Só não tão chata e grudenta como a Amei Te Ver do Tiago Iorc. E a nova versão de Caça-Fantasmas que se tornou polêmica por conta de um debate hiperbólico acerca de gênero e acabou que o filme era apenas muito ruim, mal roteirizado e sem graça?

De fato, muitas notícias ruins assolaram o país, especialmente no que concerne ao governo de Michel Temer, reforma trabalhista e educacional, eleição de Trump nos Estados Unidos, de Crivella no Rio de Janeiro, de Greca em Curitiba… O cenário político continua sendo a coisa mais desalentadora conforme os anos avançam. Mas isso não é novidade há alguns bons séculos.

Pessoas morrem todos os dias. O que houve é que, neste ano, muita gente famosa, influente, conhecida partiu desta para uma outra. E o exemplo mais tragicamente emblemático é o da equipe da Chapecoense, vítima de um acidente áereo. O ano começou com a partida de David Bowie (provavelmente para alguma outra galáxia) e terminou com o adeus de Carrie Fisher e sua mãe, Debbie Reynolds (com apenas um dia de diferença). E, no meio destes, tantos outros se foram: Alan Rickman, Leonard Cohen, Prince, George Michael, Gene Wilder, Muhammad Ali, Natalie Cole...

Talvez tenha sido o ano imbatível no quesito morte de famosos, mas 2014 também foi por esse caminho…

De minha parte, não li tanto, não vi tantos filmes quanto gostaria (quase não consigo fazer lista de melhores do ano) e não vi tanto os amigos mais antigos. Por outro lado, li muitas HQs, descobri finalmente e com mais intensidade a literatura de Terry Pratchett, dei um upgrade em minhas coleções de livros e sapatos (afinal, eu não sou de ferro), novas e maravilhosas pessoas entraram definitivamente em minha vida e tive um mês de férias maravilhoso.

Não viajei tanto, mas fui em alguns eventos incríveis. Tive minha conta hackeada, mas ganhei muito escrevendo e editando (que é o que eu realmente adoro fazer). Não escrevi tanto quanto gostaria (para meus blogs), mas recebi convites que me fizeram pular pelo quarto para escrever sobre quadrinhos e cinema por aí.

Organizei pontos da minha vida, defini o que era prioridade, cheguei a uma situação quase estável, comecei a fazer yoga. A série Preacher finalmente estreou (depois de uma longa espera de dez anos) e meu OTP FitzSimmons de Agents of SHIELD virou canon (desculpa haters, noromos e anti-shippers!).



Não foi mesmo o melhor dos anos. Há muita coisa em jogo que é preocupante. Nosso futuro, nosso destino, nossa aposentadoria…

Mas teve coisas boas, sim, e há sempre a esperança de que tudo se renove e as coisas se tornem mais favoráveis.

Na verdade, o dia 1º é um dia como qualquer outro. A passagem de ano não tem nenhum significado. Não contem com explosões magníficas no céu anunciando o início de um novo universo ou mesmo o reboot do nosso bom, velho e conhecido universo. O mundo permanece o mesmo. As pessoas não mudam, não há grandes reviravoltas e plot twists. Isso depende de cada um.

O dia 1º de janeiro é só mais uma dia. Mas, para muita gente, simboliza renovação. Então que venham coisas boas e o meu desejo de felicidade e sucesso para todos! :)

Sobre 2016:



*Salut*

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